Amo porque sim

Amo porque sim

… amo talvez por não me lembrar de um bom motivo para deixar de amar, por me ter esquecido de como é viver a vida sem amor, na mais completa felicidade de estar sozinho, sem amar ninguém. Acho que não me lembro de como se faz, de como se é capaz de percorrer sozinho a estrada da vida, correndo ou andando mas chegando sempre em segundo lugar! Esqueci-me e ainda bem que o fiz, pois hoje lembrei-me o quão bom é caminhar de mão dada!

Alberto Cuddel®

28/05/2016

Poética da demência assíncrona…

Poética da demência assíncrona…

há na realidade do pensamento humano,
uma essência flutuante e incerta,
tanto na opinião primária,
como em todas as outras pensadas
longamente na visão platónica do mar
como naquela outra que lhe é oposta,

as hipóteses do pensamento são em si mesmas instáveis
nesse rasgo visionário de um por do sol
ou no rasgo matutino gemido de um parto malformado
em dias de neblina pelo sol que se ergue no horizonte
no olhar não há síntese, pois, nas coisas da certeza,
apenas existe a tese da antítese apenas.

seja a areia do mar, registo flutuante do tempo
do que vai e do que vem, sem ter chegado a ser vidro
na síntese penso que sinto, e no que sinto sei o que finjo
na certeza do que é em mim, é verdadeiramente concreto
no que da minha alma brota, que em meu íntimo sangra…

nem os demónios me aceitam no convívio sádico da expressão
nem as rimas gritadas na dorida alma que orgasmicamente sente
nem no pensar concreto da consciência poética existe síntese
nem nas vogais, nas consoantes, nas orações desenhadas
só os deuses, talvez, poderão sintetizar este sentir atrófico
que finjo ser mentira de tão verdadeiramente sentido
num formigueiro que dolorosamente me percorre os dedos…

este pensar a poética pelo que alegremente se sente
numa consciência pagã do que se pode fingir
sentido que o que se escreve é ingenuamente a verdade da mentira…

Poética da demência assíncrona… ou a consciência da verdade…

Alberto Cuddel
24/12/2020
08:55
Poética da demência assíncrona…

Poética

Que se foda a poesia, as rimas e a métrica, gramática e ortografia, a poesia é vida, e a vida não se crítica, vive-se e acontece a cada vez que se despe a alma…

Estupidamente senti-me poeta sendo apenas um plágio cultural desta língua chamada “Pessoa”!

Não sei se o que escrevo é poesia, tão pouco se chegam a ser estados de alma, o que me importa é apenas uma única coisa, que quem os lê os sinta como seus…

Entardeci-me cansado, exausto anoiteci-me
Mesmo antes que o sol me rasgue o peito
Quando eu me amanhecer…

Alberto Cuddel

http://Albertocuddel.wordpress.com

Textos avulsos

às vezes repugna-me a leitura de comentários avulsos sobre uma actualidade irreal apenas porque o ego se impôs na escrita e não fizeram o que desejavam fazer, como crianças revoltadas e amuadas acabrunhadas a um canto da sala ainda de castigo… E ficam ali congeminando teorias e relações teóricas sobre os erros de um poder superior a quem culpar pelo facto de não aceitarem a sua humanidade.

solutampoetica

Penso às vezes com parcimónia

Penso às vezes com parcimónia

penso às vezes com parcimónia na possibilidade futura
essa arte de pensar a linha recta de uma geografia
uma vã e fútil da consciência de nós próprios

não há nada que nos emocione mais que pensar
pensar sem saber no que os outros pensam
daquilo que fomos e nos mostramos

há uma dimensão falsa de alma querendo corpo
e há talvez outras dimensões onde vivemos outras coisas, coisas desiguais tão iguais aos outros que somos
apraz-me às vezes deixar de pensar
de possuir o mundo pela meditação do inútil
dessa imaginação fálica com que perscruto a feminilidade
da vã existência,
numa busca pela multiplicação
da sobrevivência da humanidade tão egoisticamente
prazerosa ao individualismo do homem…

às vezes penso com parcimónia,
neste pensamento que desgasta
e que nada me vale a vida a não ser por morte…

Alberto Cuddel
10/02/2020
12:15
In: Nova poesia de um poeta velho

Penso nisto como noutra coisa qualquer

Penso nisto como noutra coisa qualquer

Penso os versos não como quem pensa
Mas como quem bebe
Como quem bebe depois de morrer de sede
Olho as árvores que não pensam
Mas voltam a florir a cada Primavera
É natural depois do frio e antes do calor
Quando o sol mais se demora

E depois há o fogo
Esse que naturalmente queima o que esta seco
Esse que naturalmente queima o que esta sujo
E tenho sede pelos que tudo perdem na incúria
Por ver arder o que não foi protegido
E arde, apenas porte alguém o fez arder
Nem Deus nem o diabo mandam no fogo

As vezes chove
Chove tão intensamente com um diluvio
Outras nem gota, como que a terra secasse
Ali… morta estendida ao sol…
E eu?
Poeta…
Penso nisto como noutra coisa qualquer…

Alberto Cuddel

Pensamento

Pensamento

Penso de mais
Provavelmente penso cerebralmente
Numa lógica constante nada emotiva
Poderia deixar de pesar com a cabeça
Deixar falar o coração, ser emoção
Ser superficialmente pensante
De um errante pensar,
-Mulher?
Não, esse ser magnífico conjuga
A emotividade do coração
Com a frieza calculista do pensar
Um verdadeiro emaranhado de certezas
De hipóteses certas e derradeiras consequências,
A verdade?
Tantas vezes negada a pés juntos,
A verdade, é que ela, a mulher,
É simplesmente um ser de elevado
Pensamento…

Alberto Cuddel
Livro Aberto – Ana Coelho/Autor Publica – 2017 – ISBN 978-989-691-618-3

Pensamentos

A provocação do desejo
É parte do jogo da vida
Estarei mais vivo
Quanto mais em ti me desejares!

Tiago Paixão

Pensamentos

Conquistas em mim a noite,
Nos inconfessáveis desejos
Em que acordado te sonho!

Tiago Paixão

Pensamento

Não esperes sempre uma iniciativa,
O prazer e a felicidade acontece
Quando a rotina diária é quebrada!

Tiago Paixão

Pensamento 

Podem florir em mim todos os sonhos do mundo, mas nenhum me fará desabrochar,  como o calor do teu corpo! 

Tiago Paixão 

Card

Não é a nudez do teu corpo que me conquista, tão pouco a sensualidade, tão pouco a amplitude dos teus eróticos movimentos, mas a nudez da Alma, e a entrega de sentimentos!

Tiago Paixão

Pensamentos

Não sejam apenas seres racionais
amém sempre que a vontade aparecer
Além da racionalidade os humanos
na plenitude de seres emocionais

Bateu a doce vontade de posse?
Entregue-se na profundidadebda alma,
na irracionalidade de ser
mesmo que seja também prazer!

Tiago Paixão

Pensamentos

As noites brandas atraiçoam-me o corpo
A solidão da noite devasta-me a alma! 

Tiago Paixão

Escolhi Amar-te LIV

Escolhi Amar-te LIV

Escolhi dar tempo, do teu, do meu tempo, tempo tão escasso e tão curto, do tempo que levo, que na memória retenho, o tempo que perdi no teu olhar, o tempo que ganhei no teu abraço, o tempo que gastei em ti e o tempo que me deste a mim.
Lembras-te? Do tempo que roubávamos a nós mesmos para dar aos outros, ficando tantas vezes sem qualquer tempo para nós? Lembras-te? De quantas vezes pedíamos tempo emprestado ao dia seguinte e que nunca chagava a ser pago?
Nunca perdi tempo nas escolhas que fiz, nunca perdi tempo contigo, todo o tempo contigo nunca foi ou será uma perda, o tempo que uso em ti é tempo ganho em nós.
Hoje decidi e escolhi poupar tempo, para o investir em uma conta-poupança, irei poupar todo o meu tempo para o depositar em nós, para que possa restaurar o tempo que perdi fora de ti. Aproveitar as condições financeiras do tempo, e dai tirarmos os dividendos que tanto procuramos, felicidade, cumplicidade, comunhão, prazer, paixão, Amor!
Escolho Amar-te investindo em ti e em nós parte do tempo que tinha, parte do tempo que tenho, para que tenhamos tempo para nós!

Alberto Cuddel

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