Penso nisto como noutra coisa qualquer

Penso nisto como noutra coisa qualquer

Penso os versos não como quem pensa
Mas como quem bebe
Como quem bebe depois de morrer de sede
Olho as árvores que não pensam
Mas voltam a florir a cada Primavera
É natural depois do frio e antes do calor
Quando o sol mais se demora

E depois há o fogo
Esse que naturalmente queima o que esta seco
Esse que naturalmente queima o que esta sujo
E tenho sede pelos que tudo perdem na incúria
Por ver arder o que não foi protegido
E arde, apenas porte alguém o fez arder
Nem Deus nem o diabo mandam no fogo

As vezes chove
Chove tão intensamente com um diluvio
Outras nem gota, como que a terra secasse
Ali… morta estendida ao sol…
E eu?
Poeta…
Penso nisto como noutra coisa qualquer…

Alberto Cuddel

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