Blog Poético

Neste blog serão publicados poemas e textos de Alberto Cuddel e dos seus heterónimos:
Tiago Paixão
Sírio de Andrade
Pyxis de Andrade
Januário Maria 

M. Irene Cuddel

Card’s 

Escolhi Amar-te 

Porque me Amava

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Poema XXVIII

Poema XXVIII

Escrevi o teu nome por toda a cidade,
Nas casas, nos muros, nos carros,
Na loucura de te anunciar aos céus,
Doces, ternos, loucos, pecados meus!

Gritei das torres aos ventos, pelos sinos,
Gemi sofrendo, vocábulos pequeninos,
Arrastados pelo olhar preso no luar
Passos apressados sem te encontrar!

Ardo no distante ciúme, corpo quente,
Onde mirro calado, por este amor ausente,
Arde no peito pelo crer certa vivacidade
Corro procuro-te por toda a barca cidade!

Lembrando que o amor não é doença
Mas a cura de toda nossa humanidade…

Alberto Cuddel
07/10/2017
14:15

Poema do dia 23/11/2017

Poema do dia 23/11/2017

Procuro-te mesmo que o tempo medeie
Depois de te conhecer, ainda assim procuro-te…

Procuro-te todos os dias para que não me perca
Mesmo nos dias cumpridos de ausência…

Há tanto em ti,
Há tanto em mim,
Que ainda hoje desconheço…

Que na verdade nos encontremos
Como tantas vezes nos encontramos
Despidos de tudo, de alma nua
No tempo em que ainda nos procuramos…

Alberto Cuddel
23/11/2017
09:50

Porque me Amava XXII

Porque me Amava XXII

… Doí-me saber ausente no tempo, parco e gasto que nos roubam diariamente, Deus não deve usar relógio, o tempo que nos concede, do pouco todo se  aproveita.
… Doí-me saber que te achas assim perdido, quase menino sem mim, onde depositares todo o carinho roubado e acumulado, na ausência que sentes de no tempo te encontrares em mim. Vivemos maquinalmente, cumprindo horários escrupulosamente ditados, reservando e preservando em nós apenas o descanso suficiente para não adormecermos eternamente.
Tenho saudades tuas, sabias, ainda te lembras de como é amar-me sem que o tempo nos comande a vida, sem pressa, sem relógio?
Ontem lembrei-me de me lembrar de ti, para que não esqueça em mim, na pressa do dia, de como és, como te fazes em mim, como foi o nosso segundo olhar, e as segundas palavras escritas a medo, duma adolescência longínqua!
Doí-me saber, que sem tempo, podes te esquecer de não me lembrar, deixando assim de decidir, que hoje ou amanhã, o tempo pode parar, sem que verdadeiramente te lembres que um dia me amaste tão intensamente, que deixaste de viver!
Amo-me mas sem tempo, esqueço-me também de mim, na doce saudade que mantenho acesa no teu doce desejo!

M. Irene Cuddel

Pensamentos

A provocação do desejo
É parte do jogo da vida
Estarei mais vivo
Quanto mais em ti me desejares!

Tiago Paixão

Pensamentos

Conquistas em mim a noite,
Nos inconfessáveis desejos
Em que acordado te sonho!

Tiago Paixão

Pensamento

Não esperes sempre uma iniciativa,
O prazer e a felicidade acontece
Quando a rotina diária é quebrada!

Tiago Paixão

Poema XXVII

Poema XXVII

Procuro-me nas palavras que solto,

Raramente me encontro ao espelho,

Reflexo da leitura diagonal envolto,

Poema encimado, obtuso e velho!

Triste inconstância dos dias repetidos

Tudo novo nas horas, mas tudo igual

Ainda demoras? Atraso, muito mal!

Monotonia dos corpos, ainda sofridos…

Arde-me em ciúme, a pena

– Que pena tenho eu?

Poeta sem rima, perdido na cena

De um poema que nunca será meu…

Fogem-me as palavras diferentes

As que nunca li ou senti no corpo

Fantasio mundos e leitos despidos

Corpos entregues e chorosos, solidão…

Percorrem-me nas veias, tintas e flores

Artes, fios, pinceis, telas, metais e cores…

Pinto no papel em letras redondas

Vogais abertas e consoantes hirtas

Loucas noites em que me perco

Na ilusão plena de te pertencer…
Eu não sou mais que um mero poema!

Alberto Cuddel

07/10/2017

03:25

Porque me Amava XXI

Porque me Amava XXI

Há dias assim, em que o facto de me saber amada em ti, com a plena convicção de que te sabes amado em mim, deixam pura e simplesmente de existir, são varridos da memória, por nada existir a recordar. Existem dias em que verdadeiramente nada existiu, chegamos, deitamos, dormimos, acordamos, tratamos da nossa individual exigência higiénica, trocamos maquinalmente um terno beijo, e simplesmente partimos.
Não sei se nestes dias sem memória existimos verdadeiramente, provavelmente não, são consequência profunda de profissões desgastantes, em que o corpo apenas suporta a mente, exausta, extenuada, são dias e dias de uma completa abstinência, nada existe, cumprimos apenas o plano laboral traçado, e que tudo corra pelo melhor até ao próximo descanso.
Não sei se chegamos a viver esses dias, provavelmente não. Hoje como ontem não vivemos, quem sabe, viveremos amanhã, no tempo que amanhã, o tempo nos dará, ou então no dia seguinte, ou nos outros dias que se seguirão.
Pois há dias, que serão nossos, dias que te darei a ti, dias que receberei em mim. Engraçado, mas a melhor prenda que oferecemos um ao outro é tempo, o tempo em que nos damos e nos entregamos. O nosso tempo, o tempo em nós, o tempo em que verdadeiramente formamos as memórias do passado.
Hoje não temos tempo, mas tempo houve, que mesmo com tempo, tu não o davas, eu não o recebia, até que chegou o tempo em que sem tempo, sentimos a falta do nosso tempo conjunto.
Hoje não temos tempo, nem talvez amanhã, mas teremos todo o tempo depois de amanhã!

M. Irene Cuddel

Pensamento 

Podem florir em mim todos os sonhos do mundo, mas nenhum me fará desabrochar,  como o calor do teu corpo! 

Tiago Paixão 

Poema do dia 22/11/2017

Poema do dia 22/11/2017

Visto-me de escolha em cada defeito
Entre um céu nublado e outro encoberto
Serpenteio as gotas que caem e as que molham
Caminhando por estradas lamacentas
Realidade suja e ordinária na falsidade
Tudo parece o que não é…

Rasgas silêncios em palavras gritadas
Pelas verdades sentidas, escondidas
Nunca proferidas ou ditas, gemes em silêncio…
(onde moram as honestas declarações)

Perfidamente confesso-me sentenciando-me
Por verdades omitidas e mentiras ditas
Sentimentos fingidos e outros sentidos
Outros omitidos na alma, no silêncio escuro…
(onde me escondo? De quem?)

Na poesia finjo ser quem não sou
Sendo verdadeiramente o poeta que escrevo
Na irrealidade das palavras sinto-me
Na verdade da mentira que inscrevo
Sendo que a verdade é…
(quem de mim dirá o que sou,
Sendo eu nada, sempre posso ser tudo)

Rasgando a alma, brotam sentires e desejos
Dos sonhos, dos beijos, de ontem, amanhã
Quem sabe talvez até depois….

Alberto Cuddel
22/11/2017
02:36

Poema do dia 21/11/2017

Poema do dia 21/11/2017

Rasguei as palavras ocas
As vãs e as outras infelizes
Deixei apenas as palavras
Que edificam e congregam
As que dizem, as verdadeiras…

Deixei que caíssem em desuso
Os versos inglórios fingidos
Edifiquei palavras novas na alma
Gravei a fogo, a ferro, palavras
As que nunca disse, as que nunca usei
As novas, que nunca a ninguém confessei…

Permiti que nascesse novo poema em mim
Para que me lesses nos silêncios deixados
Entre um verso e uma erudita estrofe…

Inventei palavra novas,
Para que me conhecesses novamente…

Alberto Cuddel
21/11/2017
19:27

Card

Não é a nudez do teu corpo que me conquista, tão pouco a sensualidade, tão pouco a amplitude dos teus eróticos movimentos, mas a nudez da Alma, e a entrega de sentimentos!

Tiago Paixão

Poema XXVI

Poema XXVI

Nasce a rosa franzina
Onde deito o pé direito
Estrada íngreme e ladina
Nada de ontem tenha feito!

Despeito que fora verdadeiro
A virtude dita, escrita e lida
Entre uma madrugada apetecida
Seja eu, para ti apenas inteiro…

(que nunca me faltem os poemas)
Sentires errantes, palavras, teoremas
Que sejam lidos, sentidos, por ti
Que sejam o que escrevi, fingi, senti…

Entrega na alma, o teu sentir
Que seja desejo
Entrega na leitura, o teu querer
Que seja beijo
Entrega na alma, o teu amor
Que seja paixão…

Onde vivo, não há mundo
Tão pouco ilusão certa
Onde moro não há distância
Tao pouco alma aberta
Onde vivo apenas paixão
Lida e sentida no coração…

Alberto Cuddel
06/11/2017
11:25

Porque me Amava XX

Porque me Amava XX

Nunca és, foste ou serás perfeito, como qualquer outro tens defeitos, por mais que me esforce, que reclame, nunca deixarás a bancada limpa quando fazes o jantar, deixas a toalha do banho espalhada em qualquer lugar, tenho que te chamar vezes sem conta para o almoço quando escreves, mas mesmo assim amo-te.
Nem mesmo eu sou perfeita, mas na nossa esquisita imperfeição mundana, somos e existimos um no outro, sei que te vêem em mim, como me vejo em ti. Somos, docemente, diferentes um no outro, como alguém dizia, vocês são esquisitos, e somos, ou a nossa esquisitice deveria ser tão somente a normalidade do mundo?
Adoro a forma como me permites esconder entre os lençóis, como me aconchegas, apesar de não dormires – tu dormes tão pouco! devias descansar mais, mas esse teu vicio da escrita não te larga!
Mas nesse teu vício és perfeito, permites-me descansar sem as másculas cobranças, – engraçado nunca tive que inventar uma dor de cabeça. Adiante, mesmo no cansaço após um dia, ou uma noite de labor diário, amas-me, confortas-me e acima de tudo aprendeste a escutar-me, – nem imaginas como é importante num homem saber escutar, e tu aprendeste a fazê-lo na perfeição, amo-te por isso, e quem sabe quando acordar, tenhas sorte? Apesar de tudo mesmo cansada também eu te desejo em mim, mas custa-me tanto mexer um dedo sequer, quanto mais o corpo todo nesses movimentos frenéticos que nos levam à loucura, peço-te, ama-me, mas não te mexas, deixa-me apenas dormir!

M. Irene Cuddel

Pensamentos

Não sejam apenas seres racionais
amém sempre que a vontade aparecer
Além da racionalidade os humanos
na plenitude de seres emocionais

Bateu a doce vontade de posse?
Entregue-se na profundidadebda alma,
na irracionalidade de ser
mesmo que seja também prazer!

Tiago Paixão

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