THE END

Despedida…

1590 poemas depois abandono o blog, a todos os que me seguiram o meu muito obrigado! foi bom sentir o vosso apoio e calor humano, foi bom crescer com as vossas criticas! quem sabe um dia, algures no futuro eu regresse.

Um enorme abraço,

Alberto Cuddel

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Foram-se as pedras e as ideias

Foram-se as pedras e as ideias

Abandonei voluntariamente o trono
E todas as escadas onde me ergui
Esqueci-me da noite, das palavras e de ti…

Deixei que o pensamento vagueasse na rua,
Que a fome roesse a mente, desilusão
Deixei de pensar um tudo e os sonhos
Correm as águas por valetas porcas e secas

Vi a luz apagar-se nos homens
A morte correr, espreitando janelas
E tubos fumegantes, por entre roupas rasgadas
E moços de calças baixas, rindo em grupo
Sob corpos estendidos no chão…

Não há pedras que se atirem
Ou escritas na areia de cabeça baixa
E as ideias? Prendem-se escondidas
Por entre massa cinzenta e paredes de cálcio
Calam-se as vozes, discriminam-se os que pensam
E todos pintam de dourado, os fios que pendem
De uma triste bola cimeira, onde nascem duas bolas
Que esbugalhadas seguem o rebanho…

Fetidamente escorrem os dejectos pelas soleiras,
Esperas timidamente na “fila” papel plástico estendido
Onde hipotecas os dias, e as noites, nos gestos mecânicos
Engordando os já gordos senhores do mundo…

Foram-se as pedras e as ideias…
Condenaram-se os mestres à pobreza
E os doadores de DNA, geram-te
Mas não te educam…
Esqueceram de te ensinar a pensar…
A censura do mundo dita, e tu ordeiramente
Fazes… Fezes a que chamas vida…

Alberto Cuddel

A tua nudez inquieta-me

A tua nudez inquieta-me

A tua nudez inquieta-me
Nela abstraio-me da ocultação da alma
No corpo que adentra a barra do desejo
Ocultas-me o teu pensamento como cortina
Matreiramente escondes-te, não te conheço!

No vocábulo preso nos lábios
Silêncio sem perguntas, incómodas
Escondes-te por detrás de uma mão tremula
E o poder que tuas formas tem no olhar!

Poder no disfarce e corajoso
Onde pode cair o mundo dentro de ti
E tu? Airosamente passeias
Na realidade oculta de nada ter a mostrar
Ainda assim a tua nudez inquieta-me!

Alberto Cuddel
17/05/2017
08:13

Carta aberta aos eleitores de Portugal

Carta aberta aos eleitores de Portugal

 

No próximo dia 26 de Maio de 2019 temos não só o direito, mas o dever cívico de eleger os deputados ao parlamento Europeu, já se questionaram sobre quem são os candidatos? Que partidos concorrem? Que propostas levam não só para Portugal, mas para toda a Europa?

Acha justo que os canais de comunicação social não informem sobre as propostas de cada partido/movimento? Ainda condena os políticos? Estamos a ser induzidos em erro pelo interesse dos grupos de comunicação social, algumas rádios ainda vão passando parte da informação, mas no geral, conhecias quantos? 5, 6, 8? Quando pensamos em mudar somos nós eleitores que devemos procurar a informação, o que cada um defende, sabia que os três partidos mais votados em Portugal, votaram em uníssono na maioria das propostas votadas no parlamento Europeu?

 

Quando estamos contra este estado de coisas devemos escolher em consciência, informar-nos, conhecer as propostas escritas, quem não se lembra do “caderno de encargos do governo PSD/CDS” tudo estava escrito, mas ninguém leu…

 

Escolher os Eurodeputados não é dar mais um tacho, mas sim escolher direcção de voto em várias políticas e propostas europeias, não é escolher aumentos, ou votar contra os partidos em Portugal, mas escolher um caminho comum a toda a europa.

Sabia que a maioria dos partidos não tem candidatos suficientes?

Deixo-vos os links de cada um dos partidos concorrentes. Assim como o boletim de voto.

Partido / Site / Programa eleitoral

PCTP/MRPP – https://www.lutapopularonline.org/ / https://www.lutapopularonline.org/index.php/europeias-2019

PDR – https://pdr.pt/ / NT

PAN – https://www.pan.com.pt/ / https://pan.com.pt/files/uploads/2019/04/PANeuropeias2019Programa.pdf

PS – https://ps.pt/ / https://europa.ps.pt/wp-content/uploads/2019/03/Manifesto-Eleitoral-PS-Europeias-2019.pdf

Aliança – https://partidoalianca.pt/ / https://partidoalianca.pt/europeias-2019/

PNR – http://www.pnr.pt/ / http://www.pnr.pt/wp-content/uploads/2019/05/Programa-eleitoral-Europeias-2019.pdf

NC – https://noscidadaos.pt/ / https://noscidadaos.pt/europeias-2019-linhas-programaticas/

PTP – https://www.partidotrabalhista.pt / NT

PPD/PSD – https://www.psd.pt  / https://www.psd.pt/wp-content/uploads/2019/04/manifesto-EUROPEIAS-2019_v1.pdf

BE – https://www.bloco.org/ / https://www.bloco.org/media/ManifestoEuropeias2019.pdf

IL – https://iniciativaliberal.pt/ / https://iniciativaliberal.pt/europeias2019/

MAS – http://www.mas.org.pt/index.php / https://www.europeias.mas.org.pt/manifesto-eleitoral-do-mas

CDS-PP – https://www.cds.pt/ / http://cds.pt/assets/cdseuropa_doc.pdf

PURP – https://www.purp.pt/ / NT

PPM.PPV/CDC –  https://partidochega.pt/ / https://partidochega.pt/as-nossas-propostas/

L – https://partidolivre.pt/ / https://partidolivre.pt/wp-content/uploads/2019/03/Programa-LIVRE-Europeias2019.pdf

CDU-PEV – https://www.cdu.pt / https://www.cdu.pt/parlamentoeuropeu2019/

Um tédio

Um tédio

O tédio é talvez esse casco que navega à deriva no Tejo, um pensamento contra a corrente, arte suprema da frustração da alma, uma desolação que inquieta como se as preces de ontem, fossem lançadas à cinza…

há em vós uma inconstância no olhar
um brilho intrigante, granítico
uma expressão singular de … normalidade!

há uma vergonha que paira aqui, onde fico quieto…
como se as burlescas metáforas em tons escarlates
jamais vos pudessem conduzir aos orgasmos
excitação almiscarada que se emana dos corpos nus
ainda que vestidos estejam os olhos de pudor
há um não sei que não… não combina com o lugar…

há um tédio, uma vontade de alguma coisa que não sei bem
um sair por aí, ou apenas ficar, aqui, assim, neste lugar
olhando os barcos e os pássaros, enquanto não chega
enquanto não chegas, enquanto não chegamos a algum lugar…

Alberto Cuddel
27/04/2019

A vida é o que já foi e o que será…

A vida é o que já foi e o que será…

“quis fazer das lágrimas mártires
roubei-te a vida e o chão, acobardei-me…”

rasguei as vestes e o tempo e apresentei-me nu
devolveste-me as flores e o perfume do ser
sangue novo que nos escorre no peito – dor
morrem trémulos os passos no teu abraço
– há um cataclismo no regresso do adeus…
renascimentos das esperanças em noites de chuva
nova floração de beijos, sopros de promessas sem definição…

que não se morra de nós a vida pela cobardia do existir
que nasçam sorrisos a cada outro florir,
sejam as lágrimas de sal que nos queimam o peito
adubo fértil em terra árida, sejam vida nova que vagueia
sejam, braços e pernas, sejam beijos e temas… -sejam memórias…

sejamos as tardes de domingo, a erva do caminho,
uma pedra solta que rola, um canteiro florido
as ameias do castelo, a torre de uma qualquer igreja,
sejamos a sorte que faremos, as promessas que quebramos,
sejamos laços, cordas e abraços, sejamos beijos…
sejamos amor silencioso, uma palavra no silêncio…

seja eu verga que baloiça sem quebrar,
sejas tu era que me amarras á terra…
sejamos a fome e sede das almas, alimento do corpo…
a vida é o que já foi e o que será?
Dela o faremos mesmo que não estejamos aqui amanhã…

Alberto Cuddel
07/05/2019

Quantos votos mereço?

Quantos votos mereço?

Nunca me viram neste registo? Não!
Assumo-me como extremista da direita, sem qualquer pudor!

Se defendo a liberação das armas?
Sim, totalmente, a lei deve dizer:
Quem matar morre. Sem exclusões de mortes acidentes. Interpretação literal.

Sobre violência doméstica?
Se provada prisão imediata, mínimo 15 anos, se por outro lado for inocente e a queixa infundadas o cidadão acusador deve ter uma pena igual.

Sobre os tão falados erros médicos?
Ser aplicados sem contemplações a todas as actividades profissionais. Sejam elas quais forem pois um erro de um profissional de saúde não deve ter mais importância que outra profissão qualquer.

Imigração?
Defendo totalmente o fecho de portas se aceitarem de volta os 7.000.000 de portugueses espalhados pelo mundo.

Deputados na assembleia da República?
Por sorteio através do cartão do cidadão, ganhando apenas o salário mínimo pelo prazo de dois anos.

Falência da banca?
Quem tem depósitos perde tudo, (os outros não tem que pagar pela escolha do vosso banco) os credores entregam as hipotecas (pouco ralado se te faltam 5 anos para acabar de pagar a casa)

Governo?
O primeiro ministro nomeado pelos. Deputados ganha apenas o salário médio do país, os ministros -10% e os secretários de estado -20%.

Para presidente?
Mantem-se como atualmente pois todos os cidadãos nacionais podem ser candidatos.

Funcionários públicos?
Nenhum, repito: nenhum pode ganhar mais que um salário médio nacional.
(atualmente. Em 868€)

Por isso querem a mudança?
Votem em mim?

Irei a pé a Fátima ainda acredito em milagres e mudanças.

Ps. Os salários medios dos FP é 1159€
Sendo que 48% ganha o salário mínimo da função pública fixado em 636€
Ganha-se muito bem neste país, querem mesmo abdicar de privilégios,
Quese me esquecia fim absoluto da adsae.

E já me esquecia, pena de morte à corrupção, ou seja pedir um favorzinho ao médico, ao professor, ao fiscal, ao polícia, ao colega de trabalho, Ups, morte porque corrupção é tudo… Não é só na política…

EU SOU CANDIDATO ALGUÉM QUERER?

Realidade de Portugal. No Brasil não concordo já tem o Bolsonaro…

(bem melhor que eu, a mentir claro)

Poema XLIII

Poema XLIII

A razão também olha a aurora
neste coração que chora
na esperança que o destino se cumpra!…

que tenho eu a oferecer
nessa esperança de fé
que tenho eu que espere
neste dia que não promete
na dor que não lhe vejo o fim

que venha o ser depois
promessa cumprida
no querer consumado
a cada raio de sol
adormeçam lado a lado
a cada outro luar…

vejo como não via o lugar a que pertenço
lembro-me de ser pequeno, sabendo que havia de ir
e vou, não hoje, mas vou, sei que vou,
porque aqui, aqui já não sou, aqui já não existo
aqui já não vivo, por pertencer a um outro lugar…

na fé que ainda nos resta, espera…
para que ainda exista um lugar onde chegar…

Alberto Cuddel
24/04/2019

Desabafo…

Desabafo

A maior estupidez da humanidade é comentar uma foto de perfil numa rede social e não comentar os poemas onde o autor coloca a alma. Disse.

Alberto Cuddel

Poema XLII

Poema XLII

“olho os sonhos que passam em branco algodão
solas cansadas em quilómetros de chão”

conto os dias que faltam para amanhã
nesse amanhã que será depois, depois da véspera
deito-me onde outros se revoltam, desses que dizem coisas
mas nunca as fazem, os papeis continuam no chão
as ervas por cortar, vejo e nada faço, nada digo…
não sou melhor ou pior, não sou da vida mendigo…

suportam-me as tábuas os costados
mas por cansaço, não por desleixo
mas não tenho porque ir nesta hora
apenas fico olhando céu que passa…

há qualquer coisa de filosófico neste estar
eu quedo, e tudo á minha volta
mexe, cresce, move, morre
permito-me estar, ver a vida
olhando para o ar…
no fundo não há outro prazer para alem de sentir,
nem esse olhar doente e distante onde se decompõem os pensamentos
há um que de heróico nesta coragem de deitar
um espera enquanto a fome da vida não me voltar a dominar…
espero, espero, espero
fico a ver o mundo lá cima girar…

Alberto Cuddel
15/04/2019

Poema XLI

Poema XLI

uma noite, diante do conhecimento das coisas
depois de uma maré, antes que venham as águas
ainda que se misturem os troncos nas algas secas sob do luar
uma noite, havemos de olhar as estrelas, como se elas fossem gente…

há na mudança uma revolução, entre o que sentes e o que és
e és tanto em relação o que fostes…

espera-me, não por muito tempo, mas espera-me
como uma estrela cadente que chega sem avisar,
nesse sorriso que te arranco mesmo cansada
assim do nada, por ser concreta a realidade do estar.
não um sonho do acaso, mas porque o acaso nos juntou…

de todas as paisagens irreais que formei na imaginação,
é a penas a consciência de te saber real que me move os pés
nessa direcção onde sei ser concreto o sentir,
onde sei palpável o amor que me arde no peito…

dizem-me de garganta gritante o amor não é,
eu de peito aberto afirmo:
o amor é um acto de fé
se nele creio por mim existe

Alberto Cuddel
14/04/2019

Poema XL

Poema XL

chovo-me onde tantas vezes há sorrisos
na realidade é suportável existirmos
porque tudo é certo quando rasgamos o peito!

é por ventura própria a arte de sermos
(para vergonha de deus, fundimo-nos)
nesta doença do crer, creio-te dormindo
sorriso dos sonhos, nesse onde me faço
nesse onde não existe poema, poeta…

nos diálogos dos dias, jardins floridos
copos e pratos amontoados, e rosas
ali, enquanto te olho, com olhos doces
nessa necessidade de engolir a chuva
que me abraça a alma em silêncio

às vezes enquanto olho vago o horizonte
perco-me do mundo, explanando-me nesse vazio
reconhecimento de fé, que eu sou, pelo facto de seres
nada há de mais real que esse crer que nos abraça
nascendo de novo a cada dia, rasgando-nos o peito…

(…)
serão nossas as madrugadas?
Algumas, mas a vida essa, já o é…
numa chuva miudinha que me nasce do sorriso…

Alberto Cuddel
12/04/2019

Poema XXXIX

Poema XXXIX

“Ouve-se o gemido do vento
Ululando continuamente”
Maria Conde

Suspirando acolhi a sorte do perfume
Trazido pelas folhas soltas da vida
Uma onda que se desenrola longamente
Do penhasco pedras e giesta que se estendem
Um rio que saltita entre as rochas afiadas
Lava-me a alma o som da água…

Compulsória brota dos dedos a palavra vento
Levou de mim a poeira do tempo
Um sol que estacionou no reflexo perfeito
Como destino monstruoso e sombrio
Que nos consome o pouco natural que perdura
Há em ti mulher redenção e perfeição
Como expiação do pecado da criação do homem
Os deuses redimiram-se na criação…
Ainda que do amor reste a pouca cinza
O vento tudo leva, lavado pelo rio…

Se antes se pensava a dor,
Hoje apenas se sente a saudade
De um amanhã que será
Mesmo depois de ter acontecido…

“Ouve-se o gemido do vento
Ululando continuamente”
Que tudo levou,
construindo nova vida
Dos restos que deixou…
Porque pelo amor, tudo podemos…

Alberto Cuddel
10/04//2019

Poema XXXVIII

Poema XXXVIII

eram dois, somente dois
nem cheios, nem vazios, antes pelo contrário…
cada um uma história, uma bagagem, cada um uma vida
brindavam… brindavam à luz e ao depois…

nas curvas da luz existem, ali, diante um do outro
sopram ventos lá fora, conspiram os deuses e os demónios
altas são as portas e o sentir que os fecham, que os mantém…

nos espinhos da vida, pactos de sangue, perfumados sejam os corpos
odores almiscarados que se misturam no rubor da face…
luz, apenas luz e certeza, doce pacto firmado pela vida!

a noite, desce lá fora abraçando o frio que os afasta
eram dois, somente dois
nem cheios, nem vazios, antes pelo contrário…
cada um uma história, uma bagagem, cada um uma vida
brindavam… brindavam à luz e ao depois…
brindavam a uma vida sem pressa

Alberto Cuddel
08/04/2019

Poema XXXVII

Poema XXXVII

doem-me as tuas dores distantes
as tuas inseguranças
dói-me o meu silêncio
dói-me a falta do teu sorriso…

esta falta que sinto na alma, do tempo
essa falta de tempo e de pressa
dói-me o ciúme que o tempo condena
o olhar a janela… o cair da noite…
dói-me a falta de mim, a falta de ti
dói-me esse nós que não sentimos…

doem-me as tuas dores, e a que te causo…
mas dói-me em mim o que sou, e o que faço…

Alberto Cuddel
07/04/2019

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