No tempo

No tempo

Amei-te desde sempre em mim
Mesmo que o sempre tenha sido
Um tempo perdido na memória
Apenas o que lembro de ontem
E ontem foi todo o meu tempo!

…Talvez seja eu possuído de virtude
Uma mera crente e doce inquietude
Onde me deposito na vontade Amar
Novo e firme em cada azul do teu olhar!

Vivo na plácida certeza de encontrar
Na alma pura e terna de todo teu ser
Verdadeira e paciente forma de amar
Mesmo quando eu não sei esperar!

… Talvez me perca no tempo
Naquele tempo em que vejo
Dias e noites desfilarem
Sem que o amor se revele
Na fisicalidade dos corpos
Que apenas se desejam!

Alberto Cuddel
#ComoFazerAmor

Ridiculamente

Ridiculamente

Quantas vezes ridiculamente escrevo
Reafirmando o que ridiculamente sinto
Hoje, ridiculamente escolho-te a ti
Amar é ridiculamente uma escolha
Que definitivamente faço a cada dia!

Os que ridiculamente amam, 
(Não se escondem)
Mostram-se em actos ao mundo
Não lamentam as flores que morrem
Numa qualquer jarra por um acto de amor!

Os que ridiculamente amam
(Sentem em si a dor da saudade)
No beijo de despedida diária
Morrem por dentro, até ao encontro
Amando ridiculamente a dor do tempo!
Os que ridiculamente amam,
(Os que são postos à prova)
Diariamente rejeitam prazeres infinitos
E dores atrozes dos pecados carnais
Mas dói, serem ridicularizados
Por ridiculamente amarem
Na certeza de todo amor 
É ridiculamente compensado
Nos dois que ridiculamente
Se comprometeram no dialogo
Das almas e dos corpos!



Alberto Cuddel
#ComoFazerAmor

Soneto de Amor!

Soneto de Amor!

No todo amor que de mim intento
No antes propósito, assim o tanto
No olhar, alma todo o teu encanto
Confirmado fiel, todo o pensamento.

Sopro certeiro, sempre louva o momento
No amor divino que se espalha no canto
Na saudade, rezo ao Deuses o meu pranto
Meu pesar, nasce o nosso contentamento.

Tudo de mim que ainda em ti procure
Toda a carne e alma que em nós vive
Pelo sentir que na carne sempre dure.

A dor feliz, deste ser que hoje ama
Força da decisão que em mim tive
Amor-perfeito que em Deus me chama!
Alberto Cuddel
23-01-2017

Amo-te novamente hoje…

Amo-te novamente hoje…

Já te amei de tantas formas, e mesmo assim existem uma infinidade de formas de te amar todos os dias. Lembras-te deles? Sim desses que nos disseram que quem ama já mais se pode apaixonar todos os dias pela mesma mulher? Infelizmente eles tinham razão, não é possível apaixonar-se todos os dias pela mesma mulher, pelo simples facto de que a mulher que hoje acorda ao meu lado, não é a mesma que ontem comigo acordou!
Mesmo assim amo-te a cada dia novamente, na árdua tarefa diária de te amar e de me apaixonar por ti todos os dias!
De nada se me aproveita o brilho do sol se ele não reflectir o teu brilho, e mesmo assim dizem que o sol é infinito, talvez seja infinito então tudo isto que sinto…

Alberto Cuddel
24/01/2017

Tempo de espera

Tempo de espera

Galopa em mim o tempo
Doce sabor de longo beijo
Os minutos cadenciados
Marcam o tempo mediano
Desejo temperado pelo querer
Sal que se aflora no sangue
Na idade do olhar, que se infama
Pelo sentir que não só na alma
Mas que ao corpo reclama
O tempo que na ausência
Se perde, nos minutos que esperamos
Horas, dias, meses, anos…

Alberto Cuddel

25/01/2017

Podia ser prazer!

Podia ser prazer!

Toma-me os braços,
Inibe-me o movimento dos pulsos
Deixa que as mãos apenas sintam o ar
Esse que sopras no gemido os teus lábios…

Venda-me…
Impede-me de te olhar
De te sentir na alma o contorno…

Comprime-me
Contra o leito
Sobe o peso movimentado
Do teu corpo freneticamente apaixonado…

Apenas não me deixes só…
Neste escuro silêncio que me aprisiona o peito!
Alberto Cuddel
#ComoFazerAmor

Sem Tempo

Sem tempo

Nos poemas pequenos não há tempo
Apenas um sentir incompleto
Que nos mastiga a carne por dentro…

 
Alberto Cuddel

Prometo

Prometo

Prometo fazer de cada noite manhã
de cada manhã o nosso dia
Prometo fazer subir e descer marés
acabar em cada entardecer com a monotonia!

Prometo ser poema
ser página em branco
Prometo sem ti ser pena
onde escrevemos novo plano!

Correm prometidas as águas
dos rios em direcção ao mar…

Prometo amada…
não amor, não fachada
mas um caminhar de mão dada!

Prometo quebrar todas as promessas
se a promessa for quebrada…

ainda assim prometo
ser teu, a cada madrugada!

Alberto Cuddel

Ah, a vida!

Ah, a vida!

Ah mulher,
Se eu te entregasse a minha vida
Que farias tu com ela?
– Se a perco a cada dia, a cada partida
Deixa o sonho propagar-se na estrela!

Ah mulher,
Se eu me perdesse por ti na vida,
Onde encontraria eu a saída,
Da dor que me corrói por fora
Que me queima por dentro, onde mora?

Ah mulher,
Dizem que é paixão, mas tenho a impressão
E plena convicção, tenho para mim que não,
O Luís, esse sim tinha toda razão,
É amor o que me arde no coração!

Ah mulher,
Dizem as cartas deitadas
Que ao ser levantadas
Eterno será nosso leito
Se for amor o que tens no peito…

Ah mulher,
Apenas de ti espero,
O sim que evitará
Em mim o desespero…

Alberto Cuddel
22/03/2017

Homem em dia de Mulher

Homem em dia de Mulher

Eu cuja reflexão emotiva já sucedia
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Homem sou também mulher por um dia
Coisas antagónicas e absurdas se sucedem
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Que jamais se erga a mão contra ti “Maria”

Pobres bichos esses “homens”, deixar mulher ferida
Exultem-se em louvor a matriarcal criação
Crente real, inferior, quem sabe igual
De ti descendo, de ti aprendo…
Nos direitos que “detenho” responsabilidade
De ti os herdo, mulher que tudo me deste
E de ti os recebo mulher, que partilhas meus dias!

Homem sou, também mulher cada dia
Na emoção da perpetuação da vida
Na alimentação que nos agradece o corpo
Na proliferação da ordem no lar
Nas emoções e lágrimas de amar!

Homem sou, também mulher depois do dia
Exulte em mim a tua virtude, afectos
Que tudo me definhe, se em mim te diminua
Anseio pleno do teu prazer, o meu que advenha
Se tal se aprouver, és tu perfeita, és tu mulher,
A força do teu nascer, pela mulher – DEUS
– também por mim homem te concedeu
Na emoção de amar, apenas na mulher firmou
O sofrer de se entregar, pela nova geração!

Homem sou, e invejo-te por um dia
A condição de divina de ser mulher!

Alberto Cuddel
#ComoFazerAmor

http://www.facebook.com/AlbertoCuddel

Desse medo solto por entre os dedos

Desse medo solto por entre os dedos

peito rasgado a soldo
pela dor de ser paixão
pés que se arrastam pela vida
medo solto de ser partida…

por entre os dedos virgens
escorre o sangue fervente do peito
essa dor gemida que aceito
nos teus seios hirtos origens

areias sem tempo em asas quebradas
penas soltas voando ao vento
panelas areadas, brando lume
água coalhada que não ferve…

medo de ir, de ficar, de fugir
medo de amar, de ser e de estar
medo de amar cegamente
porque cegamente sou
o sonho que de mim faço…

Alberto Cuddel

THE END

Despedida…

1590 poemas depois abandono o blog, a todos os que me seguiram o meu muito obrigado! foi bom sentir o vosso apoio e calor humano, foi bom crescer com as vossas criticas! quem sabe um dia, algures no futuro eu regresse.

Um enorme abraço,

Alberto Cuddel

Poema XIX

Poema XIX

Às vezes, em sonhos distraídos,
Que me surgem das esquinas do pensamento
Na emoção, visiono amores.

Uma vez, encontrei-me desenrolado num enredo de uma
paixão
Das que me ardem no corpo, salivando a alma
Desilusão, ó arrefecimento do ser: – Menstruação…

Os amores, ai os amores
Desses, roubando flores devagarinho, flores em jardins
públicos
Enroladas em papel de alumínio, esquecido na porta do
cemitério
Um banho tomado à pressa, uma água de colónia barata,
Uma chegada, um jantar à luz das velas, por corte de luz
E no leito, insónias: – até amanhã, hoje, dói-me a cabeça…

Ainda assim, pinto de cor-de-rosa o amor
Talvez pelo sangue no olhar, de tantas horas sem dormir…

Na concomitância dos dias
Monotonia arrastada da vivência máscula
Sonho noites, loucas noites de pesadelo…
– Hoje, estou cansada… e eu passo a noite, sem dormir
nada…

Às vezes, em sonhos distraídos,
Que me surgem das esquinas do pensamento
Na emoção, visiono amores.

Mesmo que a realidade seja tão cinzenta
Os olhos inchados, dos poemas escritos
Permitem-me sonhar…
Mesmo que acorde deste pesadelo…
Para uma doce realidade…

Alberto Cuddel
In: Como Fazer Amor

Em breve o Lançamento em Portugal, em estudo a possibilidade de envio para todo mundo!

Ó doce inconstância

Ó doce inconstância

Verbo rasgado na boca cheia
Artes de gestos caídos, vazios
Ó doce inconstância dos dias
Esquecidos sentires, horas, minutos
Seguem de baços caídos
Passo pesados
Rostos fechados
Em dias cinzentos
Nos dias em que o sol
Não nasceu para nós
Sobrevivemos…

Alberto Cuddel
23/09/2017
23:56

A sina

A sina

Cumpre-se em mim a sina
Espalhada pelo triste vento
Que assim em desalento
Na desconfiança tudo mina!

Artes de um sexto sentido
Visão para além dos montes
Parcos são teus horizontes
No tudo que tens escondido!

Dor exalada do gelado peito
Abrindo a ferros a própria cova
Calo em mim o que tens feito!

As mãos já não me falam amor
Nem por gestos ou coisa nova
Cravando em mim apenas dor!

Alberto Cuddel
15/08/2017
11:06

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: