Essa verdade de querer

Essa verdade de querer

Insinuas-te nessa provocação feminina
Nessa arte de sedução perfeita
Nesse querer de me possuíres em ti
Provocas-me, nessa partilha de paixão
Desprovida de vergonha, como se quer
Amas-me, conquistas-me, possuis-me
Inteiro pela visão dúbia do tesão
Amor, essa paixão que me prende
Força de vontade que me vence
Ali, mesmo ali, longe do leito
De tudo, de nada, aberto o peito…

Fodes-me…
Paixão religiosamente entregue como devoção
Oração fálica, que os deuses me protejam
Olho-te, olhas-me
Nessa confiança que te faz mulher
Sou teu, tao somente teu…
Como nunca fui de alguém
Porque tu és
Classe, paixão
Vontade e tesão
E possuis-me
Por inteiro
Apenas no olhar…
Amo-te, amas-me…
Amar-te-ei eternamente…

Tiago Paixão
05:35 01/03/2021

Afúriadasaudade

Na saudade do tempo em que te tenho

Na saudade do tempo em que te tenho

No despertar eléctrico de todas as sinapses,
O tremor e o desejo que me trespassa o corpo
Mãos preguiçosas que se movem pela roupa
Apartando os cabelos e os sonhos húmidos
Nesses momentos de sonho, onde me vejo
Existimos em nós mesmos pelo sentir da alma
Que se faz dor no corpo pela abstinência…

Cavalguem do nascer do sol todas as amazonas
Trote confusos de cascos, onde estas tu?
Que me manténs acordado,
Que me despertas na noite,
Que me fazes desejado,
A quem me entrego, nesta ausência
Seja a noite, curta, longa, ausente, distante

Fantasio realidades inatingíveis
Sonho beijos tangíveis afagando-me o corpo
Aplacando-me a sede e a fome de ti…
Quero-te, sonho-te em mim
Em delírios escondidos na alma
Querer que nem a imaginação acalma
Na força do toque, na dor que me trespassa
E a saudade do trote…
Cavalgando madrugadas
Fazendo do meu querer o teu…
Emprestando-te as mãos, que percorreram meu corpo…

Mata-me apenas outra vez
Esta saudade que me queima
Mata-me apenas outra vez
Esta fome de prazer…
Percorre todo o meu corpo nu
Toda a minha alma despida

Sejamos carne e prazer…
Amemo-nos a cada madrugada
Dispamo-nos de pudores
E fodamos… até que os nossos corpos caiam extenuados
Na loucura de gemer em uníssono
Essa eléctrica descarga que nos percorre o ventre…
Na saudade do tempo em que te tenho
Apenas te quero, de novo…

Tiago Paixão
11:03 31/03/2021

Afúriadasaudade

Na saudade do tempo que tenho, há apenas o tempo que espero…

Na saudade do tempo que tenho, há apenas o tempo que espero…

Na solidão que nos damos, silêncio
Apenas duas respirações cortadas por um beijo
Suave, quente, que te nasce na nuca
Um morder de lábios, aprisionando o desejo…
Esse sonho de ontem que amanhã espero…

As horas também são feitas de saudade
Mas na verdade, em pranto espero
Que amor não são palavras, mas gestos
Que que fazer amor são cadilhos pequenos
E sexo, nada mais é que confirmar no corpo
A exultação maior da dádiva e orgasmo
Da união que gravamos na alma!…

Penetro-te profundamente a alma
Sem que me vejas,
Sem me encontres nos versos,
Consumação do desejo…
Nos espaços vazios dos versos e dedos…
Entre sonhos e desejos, entre silêncios e beijos…

Que se toquem os nossos olhares
Que te adentrem no teu corpo
Sem licença, sem contemplações
Todas as palavras, todo o tesão…
Provoco-te, deliciosamente
Provocação de me provocares…
Fiel ao desejo oculto no querer…
Não vejo, vendo o movimento
Das palavras que crescem em ti…

E espero… que os corpos se unam…
Nesse fulgor que a paixão imprime
Não importa o lugar, a hora
Apenas nós… apenas tu, apenas eu…
E este querer que nos condena…

Tiago Paixão
18:05 28/05/2021

Afúriadasaudade

Esperemos…

Esperemos…

esperemos o tempo e a vida e o depois
que a vida nos faça nos gestos, no querer
que se passeiem as minhas mãos na tua alma
que me deseje loucamente para teu prazer…

esperemos que a saudade se construa
que o corpo se reúna e se cure, beijo
que nos afrontem as palavras, perfumes
que se enlouqueçam os dedos, sabores…

esperemos na esperança do sonho
matemos o gemido que me nasce da alma
no orgasmo ofertado pelo sentir
que repouse nos teus seios
que me enlouqueças de novo
faz-me em ti servo do prazer
senhor do teu sentir
dono da alma no amor que entregas
excita-me, excitas-me
nessa luxuria com que te mostras
nessa loucura com que me esperas
ama-me, amar-te-ei
nesse gemido que me guarnece a alma…
ainda que a esperança se vista de desejo e de sonho…

esperemos, esperarei, esperar-te-ei… sempre…
até que o nunca se torne uma evidencia… do sempre…

Tiago Paixão
11:00 22/07/2021

Afúriadasaudade

Não é receio, mas saudade…

Não é receio, mas saudade…

fossem as palavras vitórias de Deus
fossem as palavras gestos livres de pudor
em gritos longos de paixão sem julgamento
voem livres as rimas e no chão as vestes
que a loucura faça sonhar os poetas…

não. não é medo ou receio da loucura dos orgasmos
mas há quantos dias não me fodes a alma
há quantos dias não me incendeias o espirito com tesão
com essa vontade férrea de te amarrar e de te possuir as ideias?
de te foder loucamente a vontade de conversarmos toda a noite?
quantos orgasmos ritmados perdemos sem olhar as estrelas?

quero-te, desejo-te…
vestida de mim e despida de preconceitos
quero-te de língua afiada, sem medos
sem receios, na pronuncia de tudo, dos pequenos nadas…
deixa que te falem as mãos e o corpo
que te incendeie o espírito na loucura do saber…
ama-me, penetra-me com as tuas certezas
fode-me a alma, depois, talvez depois
façamos amor, ou quem sabe
possamos foder até à loucura de nos doerem os corpos…

não é receio, mas saudade…
desses loucos preliminares inventados por Deus
a que chamam palavra, som, ritmo, gemido, poema…

Tiago Paixão
02:35 02/09/2021

Afúriadasaudade

Tenho ganas de fazer amor todos os dias e também de noite…

Tenho ganas de fazer amor todos os dias e também de noite…

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te f@der…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

não nessa consciência assoberbada do meu prazer
mas na virtude de te fazer contorcer a cada orgasmo
quero imiscuir o meu cérebro entre as tuas coxas
sentir na língua as tuas doces palavras gemidas na alma

que a cada metáfora fechemos os olhos
nesse movimento louco das águas
sejamos perpetuação das marés
cadencia, liberdade, eternidade feminina
libertemo-nos da opressão contida pelos trapos
soltemos os corpos ao prazer, sejamos alma…
liberta comigo a libido em laivos de poesia
empresta-me os teus lábios, abraça-me os versos
sejamos poetas do prazer, gemidos loucos
que se firmem as hipérboles e as antíteses
movimentos opostos em prefeito sincronismo…

sejamos de dia, de noite, ali, depois, agora ou já
f@damos… façamos amor com a alma…
amarremos os corpos em nós perfeitos
a alma em laços rubros, e descansemos depois…
abraça-me… comuniquemos com as mãos…
e f@damos de novo, outra vez, como sempre uma primeira vez…

a vida escorre-nos dos dedos sem tempo…
aproveitemos a loucura do tesão que nos é oferecido por Deus…
deixemos que os anjos cantem… a loucura de amar…
e depois… f@damos novamente…
sem pudor de ser prazer, orgasmo… gente…

Tiago Paixão
08:30 19/09/2021

Afúriadasaudade

Nunca foi apenas o sexo, mas esse orgasmo chamado amor…

Nunca foi apenas o sexo, mas esse orgasmo chamado amor…

Quero-te o corpo… essa dormência do cio…
Quero o teu desejo a tua volúpia
Mas quero-te depois, depois do orgasmo
Depois de te entregares onde eu me entrego
Antes de seres minha, onde eu fui teu por inteiro…

Deseja-me apenas… ajoelha-te e espera-me
Não a subserviência humana de entrega
Mas na humanidade póstuma de ser teu
Nessa loucura de me amares até ao ejacular
Até à perversão dê me fazeres apenas teu…

Deixa-me ser eterno em ti… amemo-nos
E Fodamos até ao amanhecer…
Nessa loucura de me encontrar…
Nesse virtude de me perder. ..
E ser apenas homem… em ti…

Tiago Paixão
07:30 20/09/2021

afúriadapaixão

Fusão em carne!

Fusão em carne!

O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá
À sua mulher; e os dois formarão uma só carne,
Firmada que está vivencia, assim permanecerá,
Do amor realizado em nós, que assim se discerne!

Felicidade diária, num tudo ainda incompleta,
Decisão consciente, realização permanente,
Uma noite de Verão, desejo de amor repleta,
No movimento nos entregamos mutuamente!

Fruto do sentir, dias seguintes, de amor repletos,
A chegada do dia, ansiedade e a enorme alegria,
Realizado o sonho, no amor agora sim completos!

Entre nós não apenas sentir, mas amor como vez,
Como o ditado popular com razão assim o dizia,
Do símbolo da união, Três, a conta que Deus fez…

Alberto Cuddel
04/09/2015

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

não nessa consciência assoberbada do meu prazer
mas na virtude de te fazer contorcer a cada orgasmo
quero imiscuir o meu cérebro entre as tuas coxas
sentir na língua as tuas doces palavras gemidas na alma

que a cada metáfora fechemos os olhos
nesse movimento louco das águas
sejamos perpetuação das marés
cadencia, liberdade, eternidade feminina
libertemo-nos da opressão contida pelos trapos
soltemos os corpos ao prazer, sejamos alma…
liberta comigo a libido em laivos de poesia
empresta-me os teus lábios, abraça-me os versos
sejamos poetas do prazer, gemidos loucos
que se firmem as hipérboles e as antíteses
movimentos opostos em prefeito sincronismo…

sejamos de dia, de noite, ali, depois, agora ou já
fodamos… façamos amor com a alma…
amarremos os corpos em nós perfeitos
a alma em laços rubros, e descansemos depois…
abraça-me… comuniquemos com as mãos…
e fodamos de novo, outra vez, como sempre uma primeira vez…

a vida escorre-nos dos dedos sem tempo…
aproveitemos a loucura do tesão que nos é oferecido por Deus…
deixemos que os anjos cantem… a loucura de amar…
e depois… fodamos novamente…
sem pudor de ser prazer, orgasmo… gente…

Tiago Paixão
08:30 19/09/2021

Afúriadasaudade

«A solidão não tem hora de chegada – aconchega-se num regaço intemporal.”

«A solidão não tem hora de chegada – aconchega-se num regaço intemporal.”

O caminho segue amaldiçoado,
Por uma dourada ceara ceifada,
Toque da brisa Outubro na cara,
A manhã de Outono orvalhada!

Segue o destino da vida, o ciclo,
Do nascimento e morte, o vício,
De que no final tudo recomeça,
Temperada tarde de Primavera!
Cansado da solidão do pensamento,
Vive desgastando-se por dentro,
Na corrida perdida contra o tempo,
Desfilando palavras soltas no engodo,
Do engano sofredor do eterno perdão,
Lançado da busca da perfeição,
Buscando e redescobrindo o eterno modo,
Macabra e entediante dificuldade,
Na solidão encontrar uma saudade,
Conjunto dos tempos de felicidade!

Eterna contradição perdida da memória,
Num conflito interior de um pensamento,
Numa desfasada e nefasta ideia premonitória,
Que nos leva a este inevitável momento!

Noite esta que não desejei, ausente de mim,
Distante, na obscura luta da sobrevivência,
Noite de lúcidos pensamentos, divergentes,
Revoltantemente confusos, difusos no ser,
Entre o partir e o ficar, o sair a encontrar,
Entre a espada e a parede, desejos sem rede,
Noites estas de incúria, desmedido sentir,
Vivendo o feitiço da lua, nula sorte a tua,
Eu na noite, tu no dia, apenas um olhar,
Um sentir a amarga saudade, que noite,
Noite da saudosa aurora, do dia, encontro,
O doce toque do beijo, o calor de tua pele,
O parar o tempo e ficar, entre a despedida,
O doce e terno movimento do verbo amar!

Revolvo passados agindo pelo futuro,
Conforto de pensamento limpo e puro,
Por um presente em tudo diferente,
Vivido rodeado por muita outra gente!

Detém-nos a longínqua e ténue visão,
De alguém que recusa e diz não,
Que vencendo a morte se faz nascer,
Uma pequena flor em liberdade,
Na longa solidão da planície a crescer,
No aconchego deixando Saudade!..

Alberto Cuddel ®
01/12/2015

Há essa voz de eco que o tempo esquece…

Há essa voz de eco que o tempo esquece…

eco do tempo que se faz voz em majericos
ecos da porta da igreja e a voz dos mexericos…

arrastas pelo chão o nome de mulher
na invenção de um leito de uma noite qualquer
dizes-te voz da consciência,
bates no peito em obediência
mas és meramente invejosa da vida alheia…
que as almas do purgatório te perdoem
e todas as outras que escorregaram na vida
solteiras à força de trabalho criaram uma filha…

há essa voz de eco que o tempo esquece
mas que o povo sábio enaltece, na letra de um fado
antes que a vida te leve, pelos bairros de alfama
és força vida entre o tejo e o sado…
amada por tantos os que te deitaram na cama…

ó mulher, doce mulher… onde te mora a liberdade?
na inveja de muitas, as que te escarnecem na rua
pura inveja de vida, por a sua sorte não ser a tua!…

Alberto Cuddel
07/06/2021
Alma nova, poema esquecido – I

Encontro…

Encontro…

Nas artes perdidas das palavras
Invento quimeras, conquistas
Reinvento-me poeta
Escrevo em ti o desejo
Inscrevo em mim a sedução
Lanço nas ondas da manhã
Paixões perdidas na noite
Rumo a terra, porto seguro
Raio de luz que me guia
Na calma e aprazível
Baixa-mar, elevas-me
Conquistas-me,
No louco movimento,
Com que me rebolas na alma
As curvas do teu corpo,
Perco-me nas palavras
Para me encontrar em ti!…

Alberto Cuddel®
30/12/2015

Entrego-me

Entrego-me

Como se eu do nada fosse
perfume em que me denuncio
flor de lótus em tua posse
apaixonadamente por ti no cio

sou mulher, fémea, feitiço
em ti enredo, teço, aperto
laços sem dares por isso
preso em mim sempre perto

em ti escrevo meus segredos
ocultos desnudados de tudo
teu corpo na ponta dos dedos

como se eu em ti existisse
entre o parco luar meu escudo
nele por ti apenas me despisse

Alberto Cuddel®
08/01/2016

Na saudade do tempo que tenho, há apenas o tempo que espero…

Na saudade do tempo que tenho, há apenas o tempo que espero…

Na solidão que nos damos, silêncio
Apenas duas respirações cortadas por um beijo
Suave, quente, que te nasce na nuca
Um morder de lábios, aprisionando o desejo…
Esse sonho de ontem que amanhã espero…

As horas também são feitas de saudade
Mas na verdade, em pranto espero
Que amor não são palavras, mas gestos
Que fazer amor são cadilhos pequenos
E sexo, nada mais é que confirmar no corpo
A exultação maior da dádiva e orgasmo
Da união que gravamos na alma!…

Penetro-te profundamente a alma
Sem que me vejas,
Sem me encontres nos versos,
Consumação do desejo…
Nos espaços vazios dos versos e dedos…
Entre sonhos e desejos, entre silêncios e beijos…

Que se toquem os nossos olhares
Que te adentrem no teu corpo
Sem licença, sem contemplações
Todas as palavras, todo o tesão…
Provoco-te, deliciosamente
Provocação de me provocares…
Fiel ao desejo oculto no querer…
Não vejo, vendo o movimento
Das palavras que crescem em ti…

E espero… que os corpos se unam…
Nesse fulgor que a paixão imprime
Não importa o lugar, a hora
Apenas nós… apenas tu, apenas eu…
E este querer que nos condena…

Tiago Paixão
18:05 28/05/2021

Afúriadasaudade

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