Raiva contida de um amor invertido

Raiva contida de um amor invertido

tantos nobres ideais caídos entre o estrume,
desse fertilizante mórbido que chamas de “amor”
ego embriagado de macho, derrotas da virilidade
febre que te nasce nas mãos por não se erguer…

há no amor invertido sentido do sonho
nesse que um dia desejei e hoje amaldiçoo
quebrassem-me as pernas a caminho do inferno
apenas bendigo o amor que me nasceu do ventre…
esse que hoje comigo carrego
trazendo no rosto a herança e a dor da memória!

dói-me a alma, por me ter deixado aprisionar na teia
dói-me a alma além do corpo, destas mazelas que carrego
hoje? hoje livre dói-me ter medo de amar,
por ter conhecido o amor invertido, doente
de quem um dia julguei poder ter sido amada…

#poeticamortem
@Suicídio poético
23/10/2019

Escutem-me no silêncio

Escutem-me no silêncio

Se grito calada, com o olhar cheio de nada,
se os hematomas falarem por mim
se eu culpada ainda assim desculpar
se eu não me conseguir amar….
escutem o meu silêncio…

Se eu mulher, criança, idoso, vitima
não falar, perdoem-me
mas eu no meu silêncio
ainda não me sei perdoar
mas ajudem-me, escutem o meu silêncio
ajudem-me a denunciar…

#poeticamortem
28/10/2018

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