A nudez das paredes que me revestem a memória

A nudez das paredes que me revestem a memória

… enchem-me as narinas com esse odor do bagaço da azeitona queimada, uma viagem no tempo, para as azenhas da juventude, os cheiro e sabores das noites de Inverno. As memorias da virgindade nada inocente das conversas nocturnas, eu novo, ela nova, mas tão mulher…
Há nesse reviver da palavra essa afirmação de tesão, essa vontade máscula de posse, mas a verdade, nua e crua é que ela, na sua aparente inocência comanda, nesse corpo que queima.
Há palavas redondas que nos fazem eco na alma, o sabor do chouriço assado e a broa quente, e o mel dos lábios nos beijos roubados, num jogo encenado que por ti são oferecidos… e na nudez das paredes, há esse jogo de orgasmos desejados, apenas na simplicidade digital da ponta dos dedos.
A de Alberto Sousa
13/02/2021
23:47

Textos avulsos

às vezes repugna-me a leitura de comentários avulsos sobre uma actualidade irreal apenas porque o ego se impôs na escrita e não fizeram o que desejavam fazer, como crianças revoltadas e amuadas acabrunhadas a um canto da sala ainda de castigo… E ficam ali congeminando teorias e relações teóricas sobre os erros de um poder superior a quem culpar pelo facto de não aceitarem a sua humanidade.

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