Revolta-me

Revolta-me

Revolta-me todo esse pudor em volta do sexo, dos sentimentos, das falácias da sedução… Não é a sedução um chorrilho de mentiras apenas para dar tesão?

Revolta-me esse desejo envergonhado tantas vezes camuflando no feminino, tantas vezes julgado por uma sociedade matriarcal que apenas deseja prazer entre as pernas e tem vergonha de o ter?

Revolta-me o julgamento das mulheres para com as mulheres que têm a liberdade de sentir, de desejar, de pedir, de implorar, de querer ser e existir como mulher plena, na vida, no trabalho, na família, no prazer…

Revolta-me que não f0dam como que o mundo acabasse no orgasmo… E vivem apenas no marasmo de não se sentirem amadas, realizadas, plenas e concretizadas…

Revolta-me a educação que as mães dão as filhas, aos filhos, que não os eduquem como iguais, na responsabilidade da ação, dos gestos, dos sentimentos, dos desejos, que as condenem quando descobrem o corpo, que não lhe passem conhecimento…

Revolta-me a mentira da escolha… Não é o homem que “pega”, não é o homem que escolhe, é a fêmea que aceita o macho… Não é o homem que convida, é a mulher que se faz convidada… Não é o homem que excita é a mulher que se permite ser estimulada…

Revolta-me este pudor mesquinho da nudez, se todo o ser humano nasce nu… E nasce de uma f0da…

Revolta-me as relações de posse os ciúmes doentios… O és minha ou meu… Isso não tem lógica de ser mantido… Não falo em promiscuidade, mas na responsabilidade de escolha, do querer, na vontade de ser…

Revolta-me… Sinto-me revoltado ao saber, que nada mudou, e muito pouco posso fazer…

Tiago Paixão

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

não nessa consciência assoberbada do meu prazer
mas na virtude de te fazer contorcer a cada orgasmo
quero imiscuir o meu cérebro entre as tuas coxas
sentir na língua as tuas doces palavras gemidas na alma

que a cada metáfora fechemos os olhos
nesse movimento louco das águas
sejamos perpetuação das marés
cadencia, liberdade, eternidade feminina
libertemo-nos da opressão contida pelos trapos
soltemos os corpos ao prazer, sejamos alma…
liberta comigo a libido em laivos de poesia
empresta-me os teus lábios, abraça-me os versos
sejamos poetas do prazer, gemidos loucos
que se firmem as hipérboles e as antíteses
movimentos opostos em prefeito sincronismo…

sejamos de dia, de noite, ali, depois, agora ou já
fodamos… façamos amor com a alma…
amarremos os corpos em nós perfeitos
a alma em laços rubros, e descansemos depois…
abraça-me… comuniquemos com as mãos…
e fodamos de novo, outra vez, como sempre uma primeira vez…

a vida escorre-nos dos dedos sem tempo…
aproveitemos a loucura do tesão que nos é oferecido por Deus…
deixemos que os anjos cantem… a loucura de amar…
e depois… fodamos novamente…
sem pudor de ser prazer, orgasmo… gente…

Tiago Paixão
08:30 19/09/2021

Afúriadasaudade

Na saudade do tempo que tenho, há apenas o tempo que espero…

Na saudade do tempo que tenho, há apenas o tempo que espero…

Na solidão que nos damos, silêncio
Apenas duas respirações cortadas por um beijo
Suave, quente, que te nasce na nuca
Um morder de lábios, aprisionando o desejo…
Esse sonho de ontem que amanhã espero…

As horas também são feitas de saudade
Mas na verdade, em pranto espero
Que amor não são palavras, mas gestos
Que fazer amor são cadilhos pequenos
E sexo, nada mais é que confirmar no corpo
A exultação maior da dádiva e orgasmo
Da união que gravamos na alma!…

Penetro-te profundamente a alma
Sem que me vejas,
Sem me encontres nos versos,
Consumação do desejo…
Nos espaços vazios dos versos e dedos…
Entre sonhos e desejos, entre silêncios e beijos…

Que se toquem os nossos olhares
Que te adentrem no teu corpo
Sem licença, sem contemplações
Todas as palavras, todo o tesão…
Provoco-te, deliciosamente
Provocação de me provocares…
Fiel ao desejo oculto no querer…
Não vejo, vendo o movimento
Das palavras que crescem em ti…

E espero… que os corpos se unam…
Nesse fulgor que a paixão imprime
Não importa o lugar, a hora
Apenas nós… apenas tu, apenas eu…
E este querer que nos condena…

Tiago Paixão
18:05 28/05/2021

Afúriadasaudade

Querer, na resposta do desejo

Querer, na resposta do desejo

Há nessa vontade, um querer de beijo
Uma taça que se bebe, brindando
Que se veste de sabor e doce desejo
Um toque que se arrasta brincando
Suave, firme, sem pudor ou pejo
Que se faz sede, nos lábios adentrando…

Voltas

Voltas ao querer, a esse corpo desejo
À loucura firme das palavras que brotam
À suavidade do sopro, ao toque da pele
Ao sonho, à viagem da alma, à paixão…

Voltas, partes…

Fica-me o chão vazio, o odor no ar
Esta vontade de estar, de ficar
Esse abraço quebrado, esse sonho adiado…
E a noite, a noite morre, ali, com o sol na face…

Tiago paixão
28/05/2021

De mim

De mim

Desfolhou-se a tarde no meu olhar
Inverneira, cinzenta, suicida paixão
O sol que me acalentava do coração
Havia morrido ali, bem longe de ti!

No teu amar não existo, apenas existes em mim
Não te compadeças das quimeras, apenas por fim
Dos beijos que morreram no desejo dos teus lábios
Olha as estrelas, videntes, cartomantes e sábios
De mim, tudo na transparência certa do ser pleno
Perguntas e certezas inscritas na perpétua areia
Lavradas e gravadas em ondas de um mar sereno
No brilho do orvalho matutino, noite de lua cheia!

Encontrei-me ao amar-te,
No espelho dos dias, vejo-te,
Não me encontro, ali, na solidão,
Para me ver, olho-te no doce olhar,
E nesse mar, onde habita a paixão,
Encontro-me, descobrindo o ato de amar!

Alberto Cuddel®

Prende-me a ti…

Prende-me a ti…

algema-me, tem-me ali…
diante de ti, à mercê dos teus caprichos
despe-me dos dias e da vida
despe-me o corpo, percorre-me a alma…

venda-me… toca-me, sente-me
sente o meu pulsar de desejo
a minha vontade de te ter
de te possuir por inteira
bebe-me, bebe-me longamente
sem pressas, sem mansidão
como que a saborear a memória
nessa firmeza fálica do querer que me impões…
bebe-me…

cavalga em mim noite fora
como numa corrida de longa distância…
em trote firme, mas sem que se perca o folego…
desprende-me, desvenda-me…
deixa que te possua…
porque a alma essa
já é eternamente tua…
vem-te… vem-te comigo
em mim…

Tiago Paixão
03:34 26/12/2020
a fúria da saudade

Tenho saudades… das noites, das manhãs… do sempre e do nunca…

Tenho saudades… das noites, das manhãs… do sempre e do nunca…

tenho saudades de ti e de nós
da roupa esquecida no chão
do beijo interminável
do silencio húmido dos nossos lábios

tenho saudades do sonho, da promessa
do que foi e do que teria sido
do acordar junto, do adormecer exausto
tenho saudades do que ainda nem foi…
tenho saudades dos nossos orgasmos
dos sentidos, dos gemidos em surdina
e dos que ainda apenas imaginamos…

tenho saudades de te despir a alma no beijo
o corpo nos dedos, peça a peça, a cada palavras
a cada gemido consentido…
tenho saudades de ti e de mim, de nós, de mim em ti…

Tenho saudades dos teus seios, dos beijos na nuca
De te abraçar de conchinha… de te sentir o corpo, a pele…
Tenho saudades de nós… do que fomos, do que somos e sonhamos…

Quero-te…
Loucamente quero-te…
Hoje, amanhã, ou depois…
Não importa quando, onde, como…
Mas sei que te quero…

Tiago Paixão
20:37 19/12/2020
a fúria da saudade

Lembrar-te-ás que eu desejo-te…

Lembrar-te-ás que eu desejo-te…

lembrar-te-ás que todo eu sou tesão na alma
que todo o meu ser te deseja possuir loucamente
que esta fome, esta sede de ti mesma, é sentir pleno
quiçá um amor efervescente que me brota do estomago…

quero-te como se loucamente se pode querer
sem pudores, despida de verbos e de pudores
quero possuir-te nos lábios, na boca
quero sentir o teu orgasmo na língua
quero o teu corpo sob o meu, o teu movimento
sentir-me todo em ti, em longas estocadas
amplo movimento do quadril…

quero rebolar em ti, ter-te por baixo, por cima
de frente e de trás, quero-te possuir ali… ali mesmo…
pode ser amor, que seja, desejo, tesão, paixão, que seja…
mas que seja foda, que não se esqueça, que se repita
que venham os ancores e as vénias…
que venham os beijos e as repetições
que venham as loucuras da boca
que nos sorvamos loucamente…
sincronizemos o desejo, o batimento cardíaco
sincronizemos o movimento, encontremos o “g” da questão…
massajar-te-ei o ego, entregar-te-ei a ti o orgasmo nascido na alma…
depois abraçar-te-ei e beijando conversaremos…
quiçá te confessarei, que te amo, que te amo como ninguém…

Tiago Paixão
5:30 – 26/11/2020
A fúria da Saudade

Veste-me de loucura…

Veste-me de loucura…

corta-me a lucidez e o discernimento e veste-me de loucura
trespassa-me a alma com açucenas, rasga-me de paixão…

cega-me com o movimento amplo das ancas em pleno voo
lambe-me longamente o ego com tulipas negras
calça-me os pés de troncos secos, e arrasta-me pelas areias…

há este fogo de céu, estas marés de sargaço que me abraçam
na loucura com que me vestes como nesse excesso de velocidade
de não cumprir as regras do código da estrada e voar…

veste-me da loucura de te odiar no amor que me inunda…

e depois de tudo, rasgas-me as vestes e afogas-me no ar da tua boca
expiras e inspiras gemendo longamente a dor que se crava pela saudade…

mas dói-me essa loucura com me vestes…
perdido que estou na indefinição do que sou…
há um orgasmo contido nessa metáfora chamada poesia…
e a loucura é apenas o reflexo de me pensar existir em ti…
enquanto tu és meramente sonho…

Alberto Cuddel
17/01/2021 23:08
In: Entre o escárnio e o bem dizer,
Venha deus e escolha XIII

Joana Vala

Joana Vala

Quem és tu?

Quem és tu que meu leito partilhas?
Quem és tu que despertas pela manhã?
Não te conheço, não te reconheço
Que vã esperança esta que me tolhia o olhar
Recuperar o ser que amei, que amava?
Quem és tu habitas sob o mesmo tecto
Que nada faz de concreto
Passam as horas e olho-te
Acabrunhado, acabado, velho
Com medo de tudo e de ninguém
Como se o tempo te fugisse dos pés
Com se a vida se tivesse esvaido
No último dia que entraste pela porta…

Quem és tu que não conheço
Que não sorris, que não sentes?
Quem és tu remetido ao silêncio
Que me repulsas, que te encerras
Que te fechas ao mundo?
Onde estás amor que eu sentia?
Onde está o ser que eu amava?

Quem és tu que apenas existes
Sobrevives dia após dia
No confinamento da tua alma…
Quem és tu que não me falas
Além do subterfugio das respostas obvias…
Deixa-me entrar na tua capsula
E resgatar-te para a vida…

24-03-2020
02:05

Se a distância se dobrasse…

Se a distância se dobrasse…

se a distância se dobrasse
amar-te-ia longamente…

beijar-te-ia a boca, loucamente,
até que implorasses por mim em ti…

irias beber-me a essência até a última gota
como se não existisse o amanhã…
beijar-te-ia depois, iria percorrer-te o corpo
cada recanto mapeado na língua
segurar os teus cabelos, e entrar em ti… todo…

se a distância se dobrasse
amar-te-ia longamente
toda a noite, a noite inteira…

que o amor se faça tesão
que o tesão se faça paixão
que a paixão se faça amor
que o amor se faça prazer
sejamos prazer e orgasmo…
mutuo e uníssono
como se os corpos se fundissem
num único prazer…

se a distância se dobrasse
amar-te-ia longamente

Tiago Paixão
05:10 10/12/2020
a fúria da saudade

Cadência marítima do desejo…

Cadência marítima do desejo…

Que se embalem os beijos nas ondas
Dispamo-nos de pudores e pecados
Deixemos a condenação no mundo
E amemo-nos, aqui, agora, já…

Deixa que meu corpo se entrelace no teu
Que a minha boca te desça ao ventre
Que me ajoelhe e te beije, te beba loucamente
Que o salgado da brisa nos embriague os sentidos

Quero o teu respirar, o teu gemido,
As mãos no meu cabelo, no meu rosto
Derruba-me por terra na areia molhada
Cavalga em mim, nesse movimento da água…

Fodamos, diante do mar, como amantes eternos
Sejamos prazer um no outro, movimento louco
Em ti, todo em ti, nesse apogeu marítimo
Na cadencia do gemido, a loucura do orgasmo
Único, irrepetível, sagado, beijado, gemido, desejado…
Despido de tudo e de pecado…

Tiago Paixão
10:40 – 05/12/2020
A fúria da Saudade

Há quantos dias não me fodes com vontade?

Há quantos dias não me fodes com vontade?

há quantos dias não fodemos amor?
quantos dias passarão sem que os nossos corpos se unam?

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

loucas são as noites que passo sem te tocar
loucas são as noites que passo sem te amar
queima-me a pele na abstinência de ti
como se o amor fosse uma doença, uma adição
ferve-me o sangue no tesão de te pensar
quero foder-te, até pode ser fazer amor
mas quero-te inteira, com vontade…

há quantos dias não me fodes com vontade?
com essa vontade de amar, com esse tesão férreo
há quantos dias não sente a tua boca tesão pela minha?

amemo-nos sem barulho, de dia, de tarde, mas em surdina…

vivamos livres, sem pudor e sem pecado… mas amemo-nos…
fodamos até que o orgasmo nos trespasse a alma…
e deixemo-nos adormecer, abraçados como se não houvesse amanhã…

Tiago Paixão
4:50 – 25/11/2020
A fúria da Saudade

Rasga-me a alma nesse orgasmo incontido…

Rasga-me a alma nesse orgasmo incontido…

choram-me os lábios pela carência dos teus
seca-me a pele pela ressaca da tua
quero-te como um homem deseja uma mulher
assim carente, entregue ao desgosto apático da saudade…

permite-me que te beije a boca, que a minha língua envolva a tua
deixa-me ferver na tua carne, misturar meu corpo no teu
sente-me… que os nossos movimentos se unam
que o nosso suor escora, falemos um pouco
sincronizemos a alma e o desejo, elevemos a libido
procuremos no nosso amago um uníssono gemido…

tenho saudades de ti, de nós, de ambos os dois
tenho saudades das manhas, das tardes, das noites que estão por vir
tenho desejos de me vir, de me ir, de me ficar em ti…

sonhos que te pertencem, que te tocam, que te envolvem
quero ser eco da voz que escutas, gemido que te enlouquece
quero ser fonte do teu sorriso, quero ser origem do teu suor
quero amar-te, ser prazer, ser loucura e orgasmo solitário…

rasga-me a alma nesse orgasmo incontido
essa carência que te tenho da alma
esta abstinência que me confere o corpo
tenho saudades de ti, e do amor que fazemos…

Tiago Paixão
04:30 – 25/11/2020
A fúria da Saudade

Corpos… apenas isso

Corpos… apenas isso

Cenário do desejos mudos e quedos,
Raios de lua afagam-te os cabelos.
Lábios húmidos, desejo de beijos,
Lua sonâmbula adormecida,
Ondulantes formas de mulher,
Perpetuamente dormente…
Olhar cego e reto como destino
Entre o cansaço do dia e o desejo de carne,
Tolhem o olfacto as nuvens pardas de baunilha,
Mãos que se cruzam junto ao peito
Entre o abraço dos corpos,
O calor que apenas restou!

Olhemos as horas,
E o tempo que resta,
Ceus rasgados pelos raios de sol!

Alberto Cuddel®
25/07/2016
in: Tudo o que ainda não escrevi

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: