Sem forças…

Sem forças…

Transponho montanhas já derrubadas
E dunas rasas pelos ventos do tempo
Escorridos sentimentos nos cardos
Erva que chora pisada pelos pés descalços
Prantos de mães coragem, filhos do ontem
Revoluções essencialmente inúteis
Pensamentos de hoje que vivem ontem
Sem ensino de vãs ideias torpes
Tudo muda, ficando no mesmo lugar
Os jardins, repletos de velhos cansados
E netos sentados no chão do tempo
Cartas que voam das mesas e pétalas
Remos sem barcos esquecidos no lago
Onde nadam patos contra a corrente!

Cansado vejo o por do sol matutino
E outros trovões em céu limpo…

E o amor? O amor esses foi esquecido
No bolso de trás das calças que jazem
Sujas no chão do quarto…

Alberto Cuddel

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