Encontremo-nos…

Encontremo-nos…

Num qualquer sítio
Longe, perto, ao luar
Em qualquer lugar,
Num qualquer jardim,
Numa tarde sem fim
Sob abóbada celeste
A norte, sul ou leste!

Encontremo-nos
Matemos a fome
Que nos consome
Juntemo-nos…
Hoje, amanhã
Ou até depois
Fiquemos assim
Apenas os dois!

Alberto Cuddel
16/05/2016

Amor

“Deixa que o teu corpo vazio
Se preencha com o perfume do meu corpo!”

Noites
vadias
insanas
saudosamente
amputadas
do orgásmico
espasmo
do amor
inconsequente
feito
em nós
habita-me
distanciadamente
no imaginário
da tua
doce presença
concilia-me
no desejo
profundo
do reencontro
almejado
no corpo
na alma
com que
nós
apenas
nós nos
amamos!

Alberto Cuddel

Na loucura furiosa do sonho…

Na loucura furiosa do sonho…

fossem nas memórias sentidas como reais
esse louco tesão do pensamento entre odores e desejos
todas as imagens loucamente imaginadas
sentida nas palavras partilhadas, no toque dos dedos
quero-te aqui, apenas aqui, sem esperança vã
sem pensar o amanhã ou o depois
quero-te amar, na loucura do sexo
quero foder-te, oferecer-te todo o prazer
esse que sentiste e todo o outro que desejaste…

quero arrancar-te do pensamento
quero o teu cheiro no corpo,
o teu sabor nos meus lábios
o teu gozo na minha boca
quero-te minha, apenas minha
e arrancar do meu corpo
da minha alma, dos meus dedos
esta saudade que doi, que magoa e chama…

quero que o mundo se cure
que a nossa paixão perdure
que o corpo se rejuvenesça
que eu ame e peça
quero-te toda, de alma e vida
quero-te minha
dono e senhor de todos os teus orgasmos…

Tiago Paixão
16:58 06/01/2021
a fúria da saudade

despiciente desejo…

Porque a noite também inspira à criação, provocação, desejo…

despiciente desejo…

nasce inconsequentemente pensado
difuso desejo da carne
ainda que me sobrem palavras, presas no beiço
talvez como arte caia em desprezo
sangue que me ferve no peito!

fora de ti, um mundo
em ti não és nada, mas um tudo
no desejo, um pomar florido,
odor de fruta madura
vontade sem cura
rios, transportam folhas
secas de um ontem, auspicioso
e os morangos aquecem solitariamente
sob a gelada mesa de mármore
o desejo da carne que te consome!

não há letras, versos,
que aplaquem a miséria dos minutos
prendes olhar numa porta fechada,
trancada, na velada esperança
que o cheiro dos campos
inunde o quarto, -ou apenas o teu cheiro
doce, intenso, do suor escorrido
de um orgasmo desejado
na fresca agua da ribeira
que te molha os pés!

não há mistério,
apenas um desejo,
que seja o amor que te traga,
atravessando pontes e campos
flores no regaço, cavalos brancos
que no fim… suado digas sim
permanentemente permaneço
para sempre até um fim…

Tiago Paixão

Esta noite irei raptar tua alma para mim…

Esta noite irei raptar tua alma para mim…

serás definitivamente minha
nessa entrega absoluta
nesse baixar da guarda
serás mulher, confidente
amiga, amante, gente
serás sempre igual
serás diferente…
bebe-me nos gestos do querer
toma-me como teu
mas tu…
tu serás eternamente minha…
quando na tua alma
gravar o perfume do meu corpo…

Tiago paixão
05/10/2020
07:35

Quero-te, matar esta saudade que me arde no corpo…

Quero-te, matar esta saudade que me arde no corpo…

Quero-te, nesse magnetismo absurdo que nos une,
Quero-te, no sentir o calor e tremor da tua pele
Quero-te, nesse amor que me consome a alma
Quero-te, em mim, para que me encontre em ti…

Quero matar esta distância que nos separa
(mesmo juntos, ainda não somos)
Quero-nos juntos um no outro, no beijo
No abraço, no corpo, na alma, sempre…

Quero delinear o teu corpo, sentir-te nos dedos
Quero percorrer-te nos lábios, saborear-te
Quero-te elevar-te à loucura do desejo
De te sentires desejada, de te sentires amada,
Quero-te nesse louco tesão que nos possui o corpo
Nesse louco tesão que nos condena a alma…

Quero-te minha, quero-te mulher,
Quero-me apenas teu, entrega absoluta…
Encontra-me onde me procuras,
Nessa busca suprema que fazemos um do outro…
Quero-te, matar esta saudade que me arde no corpo…
Condenando a alma, ao prazer de te procurar…
Hoje e sempre…

Tiago Paixão
12/01/2019
https://www.facebook.com/ptpaixao/

Poema XXI

Poema XXI

Abracemos a vida que nos resta como infidelidade à paz

levo comigo o tédio, dessa rotatividade das marés
ciprestes correm em sentido contrário, no ranger da madeira onde me abandono
vagarosamente o tempo, que teima em não existir
ó sorte que cavo pela imobilidade da vida
estou para não perder, perco
ganhando o tempo que te dou, nesse que nos damos…

há um tédio mítico da falta de deus, mas se deus é amor
porque não habito plenamente em ti, amando-te todas as horas?

nestas horas estranhas que são o meu corpo
regurgitando memórias do espírito
é teu perfume que me abraça a alma
que despudor este que me eleva
desejando-te como minha!…
( eu que ainda não me entreguei a ti sem condições)

nesta lucidez que me corrompe, não devo pensar,
não devo pensar a acção, ou porquê da mesma…
apenas devo agir, ir, partir, pelo sentir imenso que me povoa…
(nunca estive tão lucido como nas horas de loucura que deus me concedeu sentir)
se tudo é amor, então sim, sou louco por amar…

Alberto Cuddel
13/03/2019
21:50

Perdoa-me o desejo…

Perdoa-me o desejo…

(É nesta arte de ser palavra que me escorrem as cristalinas lágrimas
Sou-te como sempre sou, desejo absoluto do teu prazer,
Homem devoto do teu gemido, na busca do teu orgasmo)

Na prosa com que me dou
Na busca frenética do teu gozo
Perdoa-me o desejo e tristeza
Cada vez que o perco de mim…

Neste esculpir de emoções e movimentos
Na arte suprema de moldar o nosso mundo
Servo voluntário do teu corpo
Perdoa-me na escravidão da dádiva se não cumpro…

Creio-me certo encaixe perfeito
Neste enaltecimento vil do ego
Macho inconformado, na raiva que me nasce
Por não ser em nós sempre simultâneo…

Quero-te eternamente mulher
Pelo que em ti me posso fazer
Servo e companheiro, verdadeiro
Herói e vítima, e sempre certo…

Perdoa-me o desejo
E a tristeza que sinto
Se em ti eu pressinto
Que o gozo que beijo
Não certo o momento
Neste jogo que é a vida
Entre a chegada e a partida…

Sejam nossas as noites e o prazer de te ver sorrir no abraço que transpira…

Tiago Paixão
12/02/2019
21:20

Grito-te pelas mãos a noite… (quero-te)

Grito-te pelas mãos a noite… (quero-te)

Abençoado o corpo que percorro
Neste grito mudo de te querer
Amo-te, não sei como o dizer…

Percorro-te o corpo sofregamente
Neste querer absoluto de te pertencer
Quero-te mulher, quero-te minha
Nos lábios onde te procuro
Salgado seja o amor que me escorre…

Encontros saudosos que o tempo mata
Entre este agora ou o depois, sem tempo
Quero-te na minha máscula imperfeição
Nesse divino corpo criado por Deus
Nele faço-me e existo plenamente,
Nesse desejo que te concedo e faço húmido…
O que te dizem as mãos, os gestos, os dedos?

Percorre-te, percorres-me, enleio-me em ti
Faço-te em mim, movimentos arfados,
Sussurros beijados, almas que se despem
Seios despidos, corpos quentes, desejos ardentes…

As bocas? Artes supremas dos gestos
A palavra, cala-se diante do silêncio do olhar,
As mãos, os braços, apertam-se e contorcem-se
Querendo fundir as almas num gemido anunciado
Tantas vezes fora de tempo, não desejado no momento…
Ainda assim, amo-te, amas-me, e continuamos…

Tiago Paixão
05/02/2019
20:42

Quero-te, matar esta saudade que me arde no corpo…

Quero-te, matar esta saudade que me arde no corpo…

Quero-te, nesse magnetismo absurdo que nos une,
Quero-te, no sentir o calor e tremor da tua pele
Quero-te, nesse amor que me consome a alma
Quero-te, em mim, para que me encontre em ti…

Quero matar esta distância que nos separa
(mesmo juntos, ainda não somos)
Quero-nos juntos um no outro, no beijo
No abraço, no corpo, na alma, sempre…

Quero delinear o teu corpo, sentir-te nos dedos
Quero percorrer-te nos lábios, saborear-te
Quero-te elevar-te à loucura do desejo
De te sentires desejada, de te sentires amada,
Quero-te nesse louco tesão que nos possui o corpo
Nesse louco tesão que nos condena a alma…

Quero-te minha, quero-te mulher,
Quero-me apenas teu, entrega absoluta…
Encontra-me onde me procuras,
Nessa busca suprema que fazemos um do outro…
Quero-te, matar esta saudade que me arde no corpo…
Condenando a alma, ao prazer de te procurar…
Hoje e sempre…

Tiago Paixão
12/01/2019

Faz de mim tua viagem!

Faz de mim tua viagem!

Quero fazer-te em meu corpo viajar,
Sentir o ardor de tua pele queimando,
Dar asas à paixão, sem freios e direcção,
Fazer voar a tua fantasia, ser em ti,
Corpo que arrepia, que ferve, que geme,
Fonte dos sonhos em mim sem direcção,
Realização sem pudores dos desejos carnais,
Fazer da noite luxuriosa fonte de pecado
Dando-te todo o prazer contigo ao meu lado
Leito quente feito de doce aventura
Onde me perco na candura de teu corpo,
Entrega total neste amor ancestral
Fazendo aflorar todo nosso prazer carnal
Onde não existam regras, preceitos,
Onde o tempo não se perde, se conquista
Onde apenas só o nosso amor Exista!

Alberto Cuddel

Sedução!

 

Sedução!

Mãos cruzam-se
E descruzam-se
Como cálidas serpentes
Nas formas de teu corpo
Entrelaçam-se
Enroscam-se
Contorcem-se
Elevando o desejo
Expoente louco
Sedutor!

Sem palavras
Ditas, caladas,
Sussurradas,
Gemidas,
Erótica nudez!

Caudalosamente
Banhado, beijos sem fim
Sucumbo cada investida,
Ritmo frenético
Alucinante movimento
Perfume de teu ser
Que impregna minha alma…

Ofegantemente
Grito alucinante
Deleite do prazer!

Um beijo,
Sempre
Um beijo,
O querer
Abraçado
Apenas em ti!

Alberto Cuddel

Entrega absoluta

Entrega absoluta

Quente conquista que me desperta,
Quarto do desejo na porta aberta
Perfume da tua languida pele no ar
Sedução nos movimentos a conquistar
Chamamento da meia a luz divina visão
Corpo de mulher a voluptuosa paixão
Que me preenche no espaço vazio
Forte e terno aperto de um abraço
Calor trazido onde ante existia o frio
Electrizante toque encurtando o espaço
Calam-se a palavras ditas da razão
Grita no peito a batida, um coração
Corpo incendiado na vontade do querer
Envolvente vontade, entrega do prazer
Perdido em ti, buscam minhas mãos o teu ser
Na quimera alucinante de agora te ter
Perdido na forma, na entrega de te possuir
Meu corpo no teu rumo ao Olimpo partir
Afrodite do tempo, no movimento
Contido nos lábios do longo momento
Dedos traçam rumos no desconhecido
Mapa de um esguio corpo sentido
No tacto percorrido na habilidade
Louca vontade da sensualidade
Invasora e intrusa dos sentidos
Assim despertos, longos gemidos
Há noite profunda, na paixão
Consumada na cama, perdida razão
Crisalida nascida, da obediência
Aos caprichos da pura penitência
Inibida que fora toda consciência
Fluido desejo de teu corpo ardente
Agora em repouso ainda dormente!

Alberto Cuddel

Aprisionadas,

Aprisionadas,

As palavras, os sons
Rodopiam por entre a massa cinzenta
Aprisionadas na caixa craniana
Querendo saltar, ver a luz do dia…

Rodopiam as ideias, frases inacabadas
Palavras soltas, imagens, formas
Musa que me compões, que me enalteces
Tua imagem, memória constante da retina
Desejo compor, sequências absolutas de prazer
Palavras alinhadas, num crescente enaltecer
Ideias claras, verdades absolutas
Seguem soltas, desalinhadas
Perdidas, aninhadas em si
Retorcidas, na pequenez do espaço
Onde são pensadas, assim nascem
Crivadas de ideias pré-concebidas
Formatadas na ordem e no conceito
As palavras, gravadas e aprisionadas no silêncio
De o meu solitário pensamento!

Alberto Cuddel

Desejo absoluto de me fazer…

Desejo absoluto de me fazer…

Neste desejo absoluto de me fazer em ti
A cada novo acordar, bem antes de dormir!

Sonho todas as noites e todos os dias
Meramente sonho-me em ti e na nossa existência!
Sonho-me no teu corpo, nas tuas formas
Na pressa com que despes a alma,
Com que te vestes de mim, com que me incitas…

Faço-me onde te fazes, sem pudor
Sem entraves corporais, apenas entrega
Apenas me entrego, neste querer absoluto
A que ainda chamamos amor…

Sejamos movimento do leito
Repouso e voz, sejamos abraço
Sejamos laço, flor de lótus, imperatriz
Sejamos tudo, sejamos um ou dois, até três
Sejamos um único, múltiplo ou simultâneo
Sejamos gemido, grito, silêncio.
Sejamos lábios, beijo, boca…
Sejamos seios erguidos, corpo arqueado
Braços e mãos erguidos, apoiados…

Sejamos noite, dormindo, acordando…
Sejamos vida, continua, lado a lado…

Sejamos tudo… o que sempre nos negaram…
Sejamos hoje ou amanhã…
Sejamos sempre, sejamos já…

Tiago Paixão
22/07/2018
01:51

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