O dia em que as rosas morreram

O dia em que as rosas morreram

Sabes Maria?
No dia em que morreram as rosas
Colhidas em espinhos
Manhãs claras, depositadas no teu colo
No dia em que morreram as rosas
Ganhei-te a alma, o corpo…

Li-te docemente
Como pétalas perfumadas
Como enseadas calmas
Como praia deserta
Sem segredos,
Sem medos
Li-te Maria…

No dia em que as rosas morreram
Ganhei-te as mãos,
Uma vida sem espinhos…
Sabes Maria, morreram as rosas
Perfumei-me no teu corpo…

Alberto Cuddel

Poema do dia 15/09/2018

Poema do dia 15/09/2018

Perguntei-te a ti e a outros tantos como eu,
Onde diabo nascem as rosas, as amarelas e as outras?

Nesta subtracção abstracta dos dias que faltam
Somamos saudade à distância que fica
Entre uma partida e uma chagada,
Na aproximação dos beijos que não demos!

Parti, pelos trilhos sulcados da vida e paralelos
Nesta fuga cotidiana às hastes mortas
Espinhos secos que se partem e cravam
Há pétalas perfumadas no lago verde!

Perguntei-te a ti e a outros tantos como eu,
Onde diabo nascem as rosas, as amarelas e as outras?

Nas bocas famintas e olhares contrafeitos
Choram meus olhos a despedida,
Miosótis azuis e orquídeas, há malquereres
Amores-perfeitos pelo chão que pisas!

Flori vós nas mãos estendidas
Nessas palavras de vida que me aquecem
Que me arda o peito de alegria
Onde findam as estrelas e luar!

Perguntei-te a ti e a outros tantos como eu,
Onde diabo nascem as rosas, as amarelas e as outras?

Alberto Cuddel
15/09/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

Poema do dia 18/02/2018

Poema do dia 18/02/2018

Meu amor são rosas
Versos rasgados como carne nos espinhos
Perfumes das noites que se acordam
Abraços prometidos e aninhados
Corações unidos num movimento natural…

São rosas amor, são rosas
Nas cores com que pintamos os dias,
Cozendo com espinhos as feridas
Banhos temperados de pétalas
Meu amor são rosas…

Alberto Cuddel
18/02/2018
23:00

Poema do dia 14/02/2018

Poema do dia 14/02/2018

Não me peças nada!
Ama-me apenas, apenas hoje,
Não me peças nada, do tudo que posso
Dou-te o mundo, dou-me a mim,
Não me peças nada, nas mãos estendidas,
No tudo que sou, e sou teu…

Não me peças nada,
Pede-me tudo, um beijo,
Um desejo, o prazer
O compromisso,
O tempo, o corpo,
Não me peças amor
Esse não é meu,
É apenas teu…

Não peça nada amanhã
Pede-me hoje, para hoje…
Amanhã um tempo incerto
Não sei se te terei por perto…

Não me peças nada
Dar-te- ei tudo…

Alberto Cuddel
14/02/2018
13:18

Poema do dia 08/01/2018

Poema do dia 08/01/2018

Por entre rosas vermelhas que se apagam no tempo
Amarelecidas pelos dias, pela inercia das horas
Os espinhos hirtos, secam e ferem, sempre…

Renovem-se as rosas, as flores, o amor
Renovem-se os desejos, as vontades e a dádiva
Renovem-se as preces, a fé e a alegria
Renovem-se a esperança, a solidariedade e a saudade
Renovem-se votos, almas e povos…
Alimentem-se jardins, campos e canteiros…

Tudo necessita de alimento, de fogo, de paixão
As brasas apagam-se longe do calor
Os corações arrefecem longe do Amor
As rosas murcham… secam…
Mas novas podem ser oferecidas…

Alberto Cuddel
08/01/2018
22:00

Passos e pétalas de rosa

Passos e pétalas de rosa

Passam passos de dança
Pétalas esvoaçantes da alvorada
Perfume dos corpos correndo
Por entre lençóis fervendo
E covas de sete palmos que esperam
Descuidos da vida ordinária…

[banhas-te nos espinhos da manhã]
Acordas esgadelhado de boca seca
O susto, mais uma fêmea caída ao lado
Quem? De onde nasceu esta bruxa
Ontem donzela de carruagem real…

Maldito alcoólatra das palavras
Dependente do prazer, seduzir e ter
Segues e persegues passos perdidos
Espalhando pelo caminho a negra
E triste morte em simples
Pétalas de rosa vermelha sangue…

Surdamente gritas ao vento norte
 – Salva-me, triste vida de caminha
Rumo ao abismo terreno…

Alberto Cuddel

Poema XXVI

Poema XXVI

Nasce a rosa franzina
Onde deito o pé direito
Estrada íngreme e ladina
Nada de ontem tenha feito!

Despeito que fora verdadeiro
A virtude dita, escrita e lida
Entre uma madrugada apetecida
Seja eu, para ti apenas inteiro…

(que nunca me faltem os poemas)
Sentires errantes, palavras, teoremas
Que sejam lidos, sentidos, por ti
Que sejam o que escrevi, fingi, senti…

Entrega na alma, o teu sentir
Que seja desejo
Entrega na leitura, o teu querer
Que seja beijo
Entrega na alma, o teu amor
Que seja paixão…

Onde vivo, não há mundo
Tão pouco ilusão certa
Onde moro não há distância
Tao pouco alma aberta
Onde vivo apenas paixão
Lida e sentida no coração…

Alberto Cuddel
06/11/2017
11:25

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: