Nesta dor inflamada da realidade

Nesta dor inflamada da realidade

e ponho-me a meditar nos problemas que finjo…
do homem que fosse, como seria em vida,
não um animal dormente, mas o animal que sente
deveria ver e escutar como como ou bebo
de forma naturalmente natural
aprendendo o que é sentido e banal

assim como me roubam as palavras a cada vez que tremo
que seja nesta estupidificação da paixão a inconsciência
esse mistério universal de apenas te pensar
a noite não anoitece nos teus olhos
mas as minhas mão procuram o teu corpo
como a luz do sul uma tulipa acabada de florir…

assim é a essência da realidade o existir,
não o ser pensada
assim tudo o que existe, simplesmente existe
o resto é uma espécie de sonho que temos,
esse em que todos os orgasmos existem
pela vontade vã do prazer e sentir…
num ressarcimento corporativo da reciprocidade
um movimento de dor,
como um vírus que se espalha,
numa pandemia épica de um amor que se sente…

Alberto Cuddel

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