Acreditei ser nada quando ainda estava viva…

Acreditei ser nada quando ainda estava viva…

Doía-me a alma bem mais que o corpo…

Culpada, culpada, culpada
Em tudo tinha culpa
Em nada acertava…
Eu? Eu não me amava…

Nulo eras, e a mim me culpavas
E eu ingénua acreditava
Culpados eram os filhos
A sogra, os amigos-amantes inventados
E tu? Nulo, nem homem eras…

Descobri-me doente,
Amar não era sentir
Amar era uma dependência doentia
E amei-me, assim do nada
Olhando a morte de frente
Amei-me a mim, e os filhos gerados
Ganhei coragem onde existia cobardia
Pior que nada, alguma coisa é melhor
Que o nada que me dás, nas marca deixadas na alma
Nos vergões da vergonha cravados no corpo…
Amei-me onde já nada havia a amar…
Parti e acordei viva…
Ainda me persegues
Mas eu, eu já não tenho medo…
Porque entre o nada e isto,
Apenas existo…

#poeticamortem
@Suicídio poético
24/07/2019

Escutem-me no silêncio

Escutem-me no silêncio

Se grito calada, com o olhar cheio de nada,
se os hematomas falarem por mim
se eu culpada ainda assim desculpar
se eu não me conseguir amar….
escutem o meu silêncio…

Se eu mulher, criança, idoso, vitima
não falar, perdoem-me
mas eu no meu silêncio
ainda não me sei perdoar
mas ajudem-me, escutem o meu silêncio
ajudem-me a denunciar…

#poeticamortem
28/10/2018

Amor sem culpa

Amor sem culpa

Amei e sofri,
Como toda a culpa
Cravada a ferros no corpo
Me nascesse na alma
Na forma doente de amar…

Não… não… chega
Não tenho culpa do teu ser doentio
Temo pela vida mas serei livre
Nunca mais me tocaras impune…

Eu amo-me hoje,
Mais que a ti…
#poeticamortem

Amor sem culpa

Amor sem culpa

Amei e sofri,
Com toda a culpa
Cravada a ferros no corpo
Que nasce na alma
Numa forma doente de amar…

Não… não… chega
Não tenho culpa do teu ser doentio
Temo pela vida mas serei livre
Nunca mais me tocaras impune…

Eu amo-me hoje,
Mais do que a ti…

#poeticamortem

Arranquei a ferros o querer

Arranquei a ferros o querer

Arranquei a ferros o querer
Esse que mataste nas palavras
Nos gestos, na queda da mão
Mataste-me aos poucos
Tantas vezes desejei morrer
Afogada numa culpa infligida
Gravada no meu íntimo…

“mereces, a culpa é tua”
Mas nunca foi, era apenas tua
E tu? Mataste-te aos poucos em mim
Quando me morreste no peito?
Gritei, descobri que a culpa
Era meramente tua,
Tu, que nunca me soubeste amar…

Tu, apenas te ajudaste a morrer em mim…

#poeticamortem

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