Não é receio, mas saudade…

Não é receio, mas saudade…

fossem as palavras vitórias de Deus
fossem as palavras gestos livres de pudor
em gritos longos de paixão sem julgamento
voem livres as rimas e no chão as vestes
que a loucura faça sonhar os poetas…

não. não é medo ou receio da loucura dos orgasmos
mas há quantos dias não me fodes a alma
há quantos dias não me incendeias o espirito com tesão
com essa vontade férrea de te amarrar e de te possuir as ideias?
de te foder loucamente a vontade de conversarmos toda a noite?
quantos orgasmos ritmados perdemos sem olhar as estrelas?

quero-te, desejo-te…
vestida de mim e despida de preconceitos
quero-te de língua afiada, sem medos
sem receios, na pronuncia de tudo, dos pequenos nadas…
deixa que te falem as mãos e o corpo
que te incendeie o espírito na loucura do saber…
ama-me, penetra-me com as tuas certezas
fode-me a alma, depois, talvez depois
façamos amor, ou quem sabe
possamos foder até à loucura de nos doerem os corpos…

não é receio, mas saudade…
desses loucos preliminares inventados por Deus
a que chamam palavra, som, ritmo, gemido, poema…

Tiago Paixão
02:35 02/09/2021

Afúriadasaudade

Nunca foi apenas o sexo, mas esse orgasmo chamado amor…

Nunca foi apenas o sexo, mas esse orgasmo chamado amor…

Quero-te o corpo… essa dormência do cio…
Quero o teu desejo a tua volúpia
Mas quero-te depois, depois do orgasmo
Depois de te entregares onde eu me entrego
Antes de seres minha, onde eu fui teu por inteiro…

Deseja-me apenas… ajoelha-te e espera-me
Não a subserviência humana de entrega
Mas na humanidade póstuma de ser teu
Nessa loucura de me amares até ao ejacular
Até à perversão dê me fazeres apenas teu…

Deixa-me ser eterno em ti… amemo-nos
E Fodamos até ao amanhecer…
Nessa loucura de me encontrar…
Nesse virtude de me perder. ..
E ser apenas homem… em ti…

Tiago Paixão
07:30 20/09/2021

afúriadapaixão

Terra e as 4 estações!

Terra e as 4 estações!

Vi-te partir no raiar da aurora,
Vi-te chegar no equinócio de Outono,
Vi-te descer dourando o hemisfério norte,
Vi-te crescer pintando o hemisfério sul,
Vejo-te viva, envergonhada, oscilando,
Temendo, rodopiando em volta do sol,
Agarrando os reias raios, aquecendo,
Derretendo o teu coração de Inverno,
Derretendo os gelos, as neves, água,
Vida que te escorre pelas entranhas,
Vejo os frutos maduros caindo do céu,
As folhas douradas, levadas no vento,
As migrações, aves povoam os ares,
Ninhos, flores, cheiros, sabores,
Peixes que cruzam oceanos, correntes,
Marés, vida, pulsar, onde o calor arrefece,
Geminam, despontam, onde o frio aquece,
Neste imenso frenesim, segues rodando,
Oscilando, ao teu ritmo, quase impercebível,
Nas horas, nos dias, nos meses, danças,
Envergonhada, namoras o sol!…
Oscilando, florindo, pintando de dourado,
Prolongando ou reduzindo o alvo branco…

Alberto Cuddel
24/09/2015

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

não nessa consciência assoberbada do meu prazer
mas na virtude de te fazer contorcer a cada orgasmo
quero imiscuir o meu cérebro entre as tuas coxas
sentir na língua as tuas doces palavras gemidas na alma

que a cada metáfora fechemos os olhos
nesse movimento louco das águas
sejamos perpetuação das marés
cadencia, liberdade, eternidade feminina
libertemo-nos da opressão contida pelos trapos
soltemos os corpos ao prazer, sejamos alma…
liberta comigo a libido em laivos de poesia
empresta-me os teus lábios, abraça-me os versos
sejamos poetas do prazer, gemidos loucos
que se firmem as hipérboles e as antíteses
movimentos opostos em prefeito sincronismo…

sejamos de dia, de noite, ali, depois, agora ou já
fodamos… façamos amor com a alma…
amarremos os corpos em nós perfeitos
a alma em laços rubros, e descansemos depois…
abraça-me… comuniquemos com as mãos…
e fodamos de novo, outra vez, como sempre uma primeira vez…

a vida escorre-nos dos dedos sem tempo…
aproveitemos a loucura do tesão que nos é oferecido por Deus…
deixemos que os anjos cantem… a loucura de amar…
e depois… fodamos novamente…
sem pudor de ser prazer, orgasmo… gente…

Tiago Paixão
08:30 19/09/2021

Afúriadasaudade

Há quantos dias não me fodes com vontade?

Há quantos dias não me fodes com vontade?

há quantos dias não fodemos amor?
quantos dias passarão sem que os nossos corpos se unam?

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

loucas são as noites que passo sem te tocar
loucas são as noites que passo sem te amar
queima-me a pele na abstinência de ti
como se o amor fosse uma doença, uma adição
ferve-me o sangue no tesão de te pensar
quero foder-te, até pode ser fazer amor
mas quero-te inteira, com vontade…

há quantos dias não me fodes com vontade?
com essa vontade de amar, com esse tesão férreo
há quantos dias não sente a tua boca tesão pela minha?

amemo-nos sem barulho, de dia, de tarde, mas em surdina…

vivamos livres, sem pudor e sem pecado… mas amemo-nos…
fodamos até que o orgasmo nos trespasse a alma…
e deixemo-nos adormecer, abraçados como se não houvesse amanhã…

Tiago Paixão
4:50 – 25/11/2020
A fúria da Saudade

Dia 15/10/2018 – Um ano de poesia!

Durante 365 dias sem falhar um único escrevi e publiquei pelo menos um poema, foram usadas varias contas (Facebook), algumas perdidas, mesmo assim todos eles estão na Página de Alberto Cuddel http://facebook.com/AlbertoCuddel e no Blog https://albertocuddel.wordpress.com/ .

Durante este tempo entre 15/10/2017 e 14/10/2018, ri, chorei, emocionei-me, fui de um extremo ao outro, entre a poesia rasca e a de excelência, condicionei-me, obriguei-me a escrever, escrevi inspirado, emocionado, com o coração nas mãos, com lágrimas a escorrer pelas faces.

Mas hoje reservo-me o direito de deixar simplesmente de escrever. Com a mesma convicção com que escrevia. Sei que dificilmente irei editar este projecto, ficaria demasiado dispendioso para mim e mesmo para quem o desejasse adquirir. Assim sendo me despeço com a amizade que todos me merecem, e quem sabe até um dia, numa qualquer tertúlia no purgatório!

Alguém que um dia sonhou ser poeta:

Alberto Cuddel
15/10/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

Poema do dia 14/10/2018

Poema do dia 14/10/2018

Não, recuso-me a despedir-me hoje,
Já disse, não, não quero um adeus,
Não quero um até sempre, recuso-me…

Seria certo que numa hora como esta ciente da realidade a que a minha vida se destina te dissesse um simples até logo, até amanhã, mas tanto ainda ficou por dizer, por escrever, por beijar, por abraçar, quantos orgasmos nos foram negados por essa mesma vida? Recuso-me a despedir-me, não já disse…

Suspendo o tempo entre a partida e a chegada, entre o pôr-do-sol e alvorada, entre uma metáfora e a outra, entre o querer e o poder, suspendo o tempo entre o rio e o mar, entre a montanha e o vale, entre o céu e a terra, fico apenas suspenso entre um momento e o outro, mas, recuso-me terminantemente a despedir-me…

Não, recuso-me a despedir-me hoje,
Já disse, não, não quero um adeus,
Não quero um até sempre, recuso-me…

Recuso-me a deixar-te vazia de mim, na carência de versos, recuso-me a partir, cheio de tudo o que não fiz e vazio de gestos, recuso-me a boiar na ondulação cadenciada dos minutos, abandonar o calor da tua alma, a despir-me no degelo do peito, na abstinência de me entregar à palavra. Recuso-me a suportar a inquietude de um silêncio que não respira, recuso-me a suportar a ideia de um corpo deitado em leitos de tabuas, enquanto o relógio avança na espera do tempo certo.

Nesta minha recusa, aponho o corpo e o peito aberto ao mundo, neste dourado Outono em que o frio me trespassa, na espera desse dia certo, em que somos de novo, sem pressa, abraço e letras, prosa e beijos, versos, rimas, desejos e orgasmos, enquanto isso convalesço estéril e sozinho, sofrendo de uma doença que nunca tive e para a qual não existe cura, a abstinência de ti, curar-me-ei, quando existir em ti sem despedidas, quando for eu poesia e tu musa dos meus dias, mas agora recuso despedir-me, por não querer ir, apenas para não ter que voltar…

Não, recuso-me a despedir-me hoje,
Já disse, não, não quero um adeus,
Não quero um até sempre, recuso-me…

Alberto Cuddel
14/10/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

Poema do dia 13/10/2018

Poema do dia 13/10/2018

Choram no leito as almofadas tua ausência
Clamo por tua alma nua contra a minha
Entre o carinho e a segurança do abraço!

Apartam-me as noites por entre madrugadas
Que me sorriem as lágrimas na chegada
Antes que o dia entardeça, morram as borboletas
Que partam todas as andorinhas, quero gritar ao vento
Toda a minha doce sorte, em saber que te amo

Sabes Maria, há dias em que não vivo
Noites em que te perco, não me entrego
Nos dias ausentes dos corpos, saudade
Horas sucessivas de nada, vazias…

Depois de tudo no tempo que nos roubamos
Inventamos todo o outro tempo
Aquele em que nos encontramos sem pressa!

Alberto Cuddel
13/10/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

Poema do dia 12/10/2018

Poema do dia 12/10/2018
Seguimos o caminho sem medos até onde nos levar
Nesse abraço descomplicado sem ontem
Na segurança de um beijo, de um olhar
Amamo-nos uma e outra vez, e depois
Nessa segurança que o sentir nos dá
São os gestos, bem mais doces que todas as palavras
E os beijos novas juras de uma outra eternidade
Na esperança que nos dói na saudade.
Que seja sempre um acto isolado
Entre um silêncio e o abraço
Embalados pelo som do coração
Batimentos sincronizados,
Desejo e ebulição, seja, alma, seja calma
Pressa, volúpia, querer,
Seja amar, seja apenas viver…
Os dias começam agora, não antes
Apenas agora, neste abraço
Num abrir olhos à cor da alma
Nesta certeza confinada a nós
Tatuamos nos lábios um sorriso
Na serenidade e calma
Que as noites, são o prenúncio
De todos os nossos novos dias…
Seguimos o caminho sem medos até onde nos levar
Nesse abraço descomplicado sem ontem
Na segurança de um beijo, de um olhar
Amamo-nos uma e outra vez, e depois…
Alberto Cuddel
12/10/2018

Poema do dia 11/10/2018

Poema do dia 11/10/2018

Ainda que me perca no acto de te amar
Espero que me encontres nesses caminhos
Que um dia me levaram até ti…

Nada me peças do tudo que te posso dar
Nada procures do tudo que podes encontrar
Nesses dias cinzentos abraça-me apenas
Escuta os meus olhos, bem lá no fundo
O que te diz a minha alma?
Nesta hora exacta onde exactamente moras
Acontecem nas formas naturais das coisas
Onde outrora a minha voz acontecia.
Fados dedilhados sem saudade, aqui onde te espero
Se eu te chamasse, chamar-te-ia Vida
Com vida são as folhas da floresta caídas
Nesse brilho de Outono dourado
Cama em terreno fértil, onde germinam?
Apenas na morte de uma outra criação…

Esperamos a lua, o brilho os astros
Esperemos o tempo que temos e todo o outro
Não tenho pressa, já tive pressa e não cheguei
Já tive pressa e não parti, tu Lua,
Se já não podeis dar-me essa beleza
Que tantas vezes tive por te desejar
Hoje apenas sou na parte que se perde em ti
Que só em meu corpo fique a alma e o ser
Morra quem sou, quem me fiz, carbono
Nesta anónima presença que beijas,
Seja eu morte de mim e nascimento novo
Tal qual fui, não sendo nada, seja eu agora
– apenas vida nova em ti!

Ainda que me perca no acto de te amar
Espero que me encontres nesses caminhos
Que um dia me levaram até ti… e que me recordes
A morte de todas as folhas que eu jurei guardar!

Alberto Cuddel
11/10/2018
Marvila, Portugal

Poema do dia 10/10/2018

Poema do dia 10/10/2018

Deixei que as lágrimas te banhassem o rosto
Que me contasses o amanhã
Que me mostrasses os medos, todas as saudades
E a perda ali diante dos olhos…

Na incúria dos céus, revelei-me incerto, sem um “nós” firme, numa vida sem sonhos em dia cinzento, há palavras e medos, há vozes estranhas que procuram segredos, ideias que fervilham distantes sem um abraço, corpos em abstinência, sem um conforto, ali diante de um “nós” que nunca foi e pode ser tudo, dois caminhos, um amor sem ontem, suspenso no nada. Apagam-se os pés e o caminho que ainda não existiu, há marés, e luares que adormecem, a loba uiva e chora sob o medo da solidão, o homem definha, com o futuro na mão…

Deixaram que vivo fosse o amor e o poema
Nas mãos que seguram a caneta
Jurou abraçar-te, num conforto distante
Naquela voz tremula que o anuncia
Calou-se nesse silêncio a dor
Na esperança de um sorriso, um beijo
Na esperança de o corpo fosse poesia,
E a noite se fizesse dia por magia!

Deixei que as lágrimas te banhassem o rosto
Que me contasses o amanhã
Que me mostrasses os medos, todas as saudades
E a perda ali diante dos olhos…
Que secaram e sorriram,
Num beijo trémulo de reencontro…

Alberto Cuddel
10/10/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

Poema do dia 09/10/2018

Poema do dia 09/10/2018

Quero espalhar-me aos quatro ventos
E poetizar-me por ai,
Quero ser vida das coisas simples,
Ser memória do teu nome
Ser palavra de ninguém…

Quero ser caminho a seguir, e ser passos devagar
Quero olhar a maresia, nuvens que correm do mar
Quero ser vento e partir, nesta saudade de amar
Quero ser apenas poesia, nesta alma que abandono
Quero ser dia em outra vida, ser poema sem dono.

Quero espalhar-me aos quatro ventos
E poetizar-me por ai,
Quero ser vida das coisas simples,
Ser memória do teu nome
Ser palavra de ninguém…

Quero ser estrada e caminho
Ser pássaro livre sem ninho
Quero ser monte e nascente
Ser vale verdejante e corrente,
Que te corre até ao mar…

Quero ser leito em noite fria
Quero na tristeza alegria
Quero ser lagrima no rosto
O calor de um sol-posto
Um abraço em fim de dia!

Quero espalhar-me aos quatro ventos
E poetizar-me por ai,
Quero ser vida das coisas simples,
Ser memória do teu nome
Ser palavra de ninguém…

Alberto Cuddel
09/10/2018
Marvila, Portugal

Poema do dia 08/10/2018

Poema do dia 08/10/2018

Neste somatório de palavra e vidas,
sob um céu que nos ilude,
onde a noite passa a ser dia,
o dia por vezes não chega!

Talvez uma rosa murcha?
Talvez apenas semente,
terra fértil que me espera,
terra que me abraça,
terra que me descobre…

Quem sabe criarei raízes em rochas novas,
em fendas abertas pela erosão da vida?

Sombra ou sossego por entre os dentes
de que essa terra se pode ter, mentes
felizes, nós? Não aqui, ali, talvez, talvez,
nesta outra terra, daquela vez, onde Deus a fez!

Não é de mim o fim do mundo,
nem com ilusões de sonho ou não,
nada já cura a alma, mal profundo,
que o bem não habita o coração.
em nós que nada há. É ali, ali,
que a vida é jovem e o amor sorri.

Artes salobras no desgaste das horas
desgaste das vidas insipidas, cordas
amarras a uma vida sem sentido
passado sem futuro comprometido!

Neste somatório de palavra e vidas,
sob um céu que nos ilude,
onde a noite passa a ser dia,
o dia por vezes não chega!

Alberto Cuddel
08/10/2018
Moscavide, Portugal

Poema do dia 07/10/2018

Poema do dia 07/10/2018
Nestas horas em que a sombra já desapareceu, mas não o seu peso de luz que me encandeia o espírito, e choro a saudade de um outro dia, um porto de abrigo, um outro sol! Apenas um instante, entre uma luz que me contorna a paisagem e um luar que se reflecte na lagoa, essa brisa no rosto, o cheiro a mar, essa vontade de partir, o sabor salgado do rosto.

Seria certo, numa hora como esta
Fossem apenas certezas,
Um olhar humano a que a nossa vida se destina,
Entre o doce que sai, o salgado que entra
Um vai e vem de águas que se misturam
Entre o sabor doce de ontem
Ou um incerto amargo que chega?
Aqui, de onde te olho,
Nas certezas convictas do que sou
Nessa convicção humana do que quero
Tudo se mistura em ti,
Como se ontem e o já fossem uma mera ilusão
Sem calma, não és doce, não és salgada
Apenas uma mistura única de laranjas e vermelhos
Sem os azuis, os verdes ou castanhos,
Apenas reflexo de um fim de dia atribulado…
Já não sei se são meus olhos que te vêem
Ou tu, lagoa, que me lês a alma?

Fico suspenso, entre a névoa e um amanhã, nesta paz imponderável, não no corpo que se enrosca na brisa da noite, mas na inquietude do espírito, a vida real, mais que qualquer outra coisa, aquela que me fará acordar amanhã, não se compadece de marés, mais que qualquer outra coisa será apenas razão, essa que busco, longe, e tão perto, essa razão que existe em mim, viver, sem razão para a procurar em qualquer outro lugar. Essa razão já vive em mim!
Alberto Cuddel
07/10/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal
Foto de Rita Marques da Lagoa de Óbidos

Poema do dia 06/10/2018

Poema do dia 06/10/2018

Correm fartos os rios

Há mais uma estrela no céu

Perdemos, perdemos-te, perdi-me!

Palavras em choque, rimas sem palavras

Apenas memória, a tua voz, o teu cuidado!

Quantos te disseram sim

Quantos te disseram não

Quantos te respeitaram

Quantos te ainda veneram?

Correm fartos os rios

Há mais uma estrela no céu

Perdemos, perdemos-te, perdi-me!

Ganhou memória a poesia!

Alberto Cuddel
06/10/2018
Vila Franca de Xira, Portugal

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