Saudade do depois do amanhã

Saudade do depois do amanhã

arde-me na pontas dos dedos
esse poema não escrito
e o ardor do odor do teu sexo…

e sofro, e sonho, e desejo, e no tesão que me basta
amo, como se o amanhã fosse ontem
como se todos os orgasmos já tivessem sido sentidos
bem antes dos sonhos, bem antes da manipulação dos lábios,
da língua, dos dedos… bem antes de todas as marés e de todos os pores-do-sol, bem antes das chuvas, e de todas as espigas que secam nas eiras…

que a cada metáfora fechemos os olhos
nesse movimento louco das águas
sejamos perpetuação das marés
cadencia, liberdade, eternidade feminina
libertemo-nos da opressão contida pelos trapos
soltemos os corpos ao prazer, sejamos alma…
liberta comigo a libido em laivos de poesia
empresta-me os teus lábios, abraça-me os versos
sejamos poetas do prazer, gemidos loucos
que se firmem as hipérboles e as antíteses
movimentos opostos em prefeito sincronismo…

e quero-te bem antes de te querer, bem antes de te saber
e depois de te amar, porque amo, bem antes de te ter…

cavalga em mim tarde inteira
como numa corrida de longa distância…
em trote firme, mas sem que se perca o folego…
desprende-me, desvenda-me…deixa que te possua… que me possuas
porque a alma essa já é inteiramente tua… plenamente minha…
vem-te… vem-te comigo… em mim… por mim, e no fim… bem no fim…
sejamos princípio e arte de um fim que se anuncia eterno…

Tiago Paixão
17/05/2023

afúriadapaixão

As chaves da saudade

As chaves da saudade

entre promessas e desejos de uma paixão crente
há essa impossibilidade de distância a percorrer
não daqui a aí… mas a distância do sonho à realidade…

há esse movimento circular de rodar, de contornar o corpo
esse querer consciente de beijo, de te desnudar a alma
como viagem persecutória ao combustível do desejo…
será a viagem da vida essa loucura de sonhar o orgasmo?

entre chaves e portas, entre promessas e desejos
sonho-te liquidamente em mim, como a viagem
em que ao plano físico atrelamos os sonhos
desejo e saudade, do que será, depois de ter sido…

entre promessas e desejos, carregamos o sonho…

Tiago Paixão
19:46 19/01/2021
a fúria da saudade

Pedaços de mim!

Pedaços de mim!

Tropecei,
Caindo, escaqueirando-me no chão,
Pedaços, soltos, grandes, pequenos,
Tropecei na ilusão da carne, prazer,
Sentindo sozinho o abandono de mim,
Deixei-me adormecer no embalo,
Das belas e maldosas palavras!

Caminhando,
Caindo, escaqueirando-me no chão,
Pedaços, soltos, grandes, pequenos,
Dos cacos, apenas o sentir,
Permanecia, sustentava,
Cacos, recolhidos um a um,
Por ti, na pura humildade,
Reordenados, remendados,
Nada formava, nada existia!

Parti-me,
Caindo, escaqueirando-me no chão,
Pedaços, soltos, grandes, pequenos,
Pedaços moídos, triturados, feitos pó,
Para de novo moldar, formar, aprender,
Educar, renascer, do pó, da cinza!

Ergui-me,
Caindo, escaqueirando-me no chão,
Pedaços, soltos, grandes, pequenos,
Reaprendi, aprendi a ver, andar,
A caminha lado a lado, a viver,
Não em mim, não por ti,
Mas através de um nós!
A dois sendo um!

Alberto Cuddel
07/07/2015

Façamos amor…

Façamos amor…

A cada dia,
A cada hora…
Façamos amor…
Façamos amor, quando me envolves,
Em teias de argumentos que só tu conheces,
Em discussões sem sentido, ferindo o ouvido,

Façamos amor…
A cada saudade na despedida da manhã,
A cada olhar afastando-se ao longe,
A cada partida, a cada chegada…

Façamos amor…
A cada chamada,
A cada mensagem
A cada palavra,
A cada certeza,
A cada dúvida partilhada!..

Façamos amor…
Dormindo sozinhos libertando a alma,
Abraço distante vagueando com calma,
Na brisa da noite, nos sonhos perdidos,
No calor do encanto, desejos escondidos!…

Façamos amor…
Enquanto comemos, brindando os alimentos,
Enquanto trabalhamos, para não esquecermos,
Enquanto viajamos, para não nos perdermos!…

Façamos amor…
À noite no quarto no silencio apagado,
Olhar tacteando o teu outro lado,
Mãos que despem os tecidos do dia,
Tarefa partilhada assim cumprida,
Despidos de tudo que a alma trazia,
Abraçados no nada, assim é a vida,
O dia acaba, a noite inicia,
Façamos amor até ser dia,
Dormindo abraçados,
Assim unidos,
Corpos dormentes,
Espíritos diferentes,
Unidos no tudo,
Que o amor nos dá,
Façamos amor, hoje e sempre…
Até amanhã….

Alberto Cuddel
19/07/2015

Desenho de uma relação!..

Desenho de uma relação!..

fino traço desenhado no sentir,
abraço, união, sintonia,
sombreado das palavras de cada dia,
saudosa partida, ansiedade da chegada,
sonhos entrelaçados, decididos, realizados,
colorida a cada dia, nas acções, nos actos,
rabiscos, erros perdoados, apagados,
dialogados, reescritos, decididos,
redesenhados no traço, na forma,
forma que completa, que se une, entrelaça,
redefine a cada dia, bailado de sombras,
a cada dia apena o risco, de se redesenhar,
de ganhar forma, de decidir de novo,
as cores, paleta das atitudes e gestos,
com que se reveste o desenhar da relação!
a cada dia escolho, escolhemos
pintar de novo a nossa vida!

Alberto Cuddel
30/07/2015

Solidão do léxico que me acompanha…

Solidão do léxico que me acompanha…

Não sei o que mais virá em mim revolver a conjugação verbal que calo… essa concomitância do sentir tão irritantemente absurdo na busca pelo novo, quando o velho nada tem a oferecer, e fico… já não me apetece dar os passos que devo dar, não me apetece mudar, mudar dói, crescer dói, aprender dói… para que ser, se tudo aos teus olhos se resume a esse absurdo tão familiar e natural do ter… e eu tenho, e posso ter tudo…

Ergo-me atónico da mesa do café, como se nunca me houvesse ali sentado cansado de olhar o mundo, e tu passas por ali como um desafio ou a tentações de Cristo, e eu? Finjo em mim que te resisto, não pelas formas do corpo, mas pelo desafio do espírito, tu fêmea, dona e senhora do mundo, na tua certeza multitarefas sabes, como sempre soubeste que podes por tu criar toda a humanidade. Isso revolta-me, o facto de me saber apenas escolhido, sem a mínima hipótese de ser eu dono do meu destino…

Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que tinha consciência. A vida das minhas emoções mudou-se, de origem, para as saias do pensamento, e vivi sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida, como se procurasse nesse corpo e na descoberta do prazer nas sinapses neuróticas a razão humana do sofrimento da criação. E Deus criou-te, eu nasci de ti Mulher, solidão do universo que me acompanha… quero-te porque de ti descendo, para te absorver em mim nesse sentir complexo de tudo sentir…

António Alberto Teixeira Sousa
In: Sonho perigoso de um futuro que pode acabar…

Essa infelicidade de ser feliz

Essa infelicidade de ser feliz

“Esse ter uma flor ali ao pé da mão e não a colher
Para que não viole a beleza da planta indefesa…”

há no espírito concreto de ser uma impossibilidade do ter
esse desejo tão pecaminosamente humano
essa vontade férrea de ser vento,
de ser ribeiro serpenteando as pedras,
de estar parado e ainda assim ter tempo,
e procuramos esse desejo férreo nas cátedras,
e sentamo-nos na beira da estrada com uma arma ao lado
choramos a má sorte, o desejo que morre entre a vida e a morte
escrevemos longas despedidas num perdão pessoal em papel pardo
de olhar lavado e rosto molhado
erguemos a mão aos céus…

tínhamos tudo, temos tudo, e mesmo assim não somos absolutamente nada…
e nessa infelicidade de sermos felizes arrastamo-nos pela vida
entre copos de uma qualquer bebida
matando-nos aos poucos, na busca do esquecimento…

procuro nos rostos a simpatia da minha confirmação
uma fé que perdi, um rumo que esqueci
vivendo já sonhos que nunca sonhei
por a vida em mim ser já um duríssimo pesadelo insuportável…

essa infelicidade de ser feliz
para que não tenhas pena de quem já viveu…

Alberto Sousa
02-06-2022
Poemas de nada que se perdem na calçada

Fantasmas!

Fantasmas!

Reescrevo sem longas considerações,
Angústias veladas, perdidas no tempo,
Aninhado em mim, querendo partir,
Escuros lugares de onde quero fugir!

Há trevas que me envolvem, fantasmas,
Desoladores pensamentos, pesadelos,
Triste passado, sempre e sempre recordado,
Na fuga quero, sair de mim e esquecê-los!

Há vontade de mim que me consome,
Recolhe em mim no interior o sofrimento,
Que a ti nada te turbe, neste feliz momento!

Quero dar, sem sair, extrair o negro ser,
Triste e enfadonho, frio e calculista,
Que a capa exterior recolhe cá dentro!

Sou, sem ser, o que vês e não crês!

Sírio Andrade
26/01/2015

Ode absoluta ao Amor

Ode absoluta ao amor

Seja o amor finito nas horas do dia,
Seja o amor infinito na saudade da noite,
Seja eu movido a desejos de beijos no regresso a casa,
Seja eu ardente e carente das viagens no teu corpo!

Viajo nos ditongos orais com que me vergas
Nas sílabas de um diálogo lido no olhar
O que importa?
A oração ou a nossa oralidade?
Viajas confusamente em lençóis de cetim
Se nas artes do conhecimento [foras ontem sonho]
Hoje navego descobrindo
A cada recanto do teu querer
Novos mundos onde a cada dia nos perdemos
[só assim nos encontramos, fora de uma monotonia]
Desumanamente, o tempo condena-nos à saudosa
Ausência de permanência desejada
Verdadeiramente almejada pelas almas que se desejam!

Por onde correm os livres ribeiros do desejo?
Não pelos corpos profanamente pecaminosos,
Mas na virtualidade do sentir pleno e decidido,
Somos braços que se abraçam no corpo maior
Vontade congregada e testemunhada por Deus!

Diziam-me os arautos da desgraça, profetas da inveja
Quanta delonga poeta em explanar o amor conjugal
Onde mora o teu efémero sentir, ou algo está mal?

Oh mundo que tudo condenas,
Não levas de mim maledicências
Se o mundo em tudo que nos atenta
Pelos brilhos da felicidade instantânea
Também é o mundo que nos exalta
A contrariar as vossas ciências,
Vivendo na felicidade apenas!

Os minutos em que verdadeiramente amo
São horas nos dias de solidão a que me condenais
Os segundos fixos no olhar,
São a esperança de a cada dia regressar,
Os arrufos, querelas e desentendimentos
São o adubo em terreno fértil
Ao diálogo consumado na paz que nos damos!

Se o amor, esse sentir decidido explanado nos beijos
Por muitos considerado capricho em desuso
É por nós consumado nos dias e noites longas
Também por Deus edificado nas noites escuras
Em que a saudade habita o lugar vazio a meu lado!

Doce temperança das manhãs claras
Aurora que desabrocha nos meus olhos
Abraço intemporal de um corpo cansado
Perfume de uma pele tatuada na minha
O amor é prova irrefutável dos dias
Sangue nosso que habitará o amanhã…

Alberto Cuddel
01:02
06/12/2016

Confiança

A escuridão que envolve por inteiro o meu ser,
O silêncio preenche todo o teu espaço vazio,
Quebrado pelo som dos finos saltos de agulha,
Que firmes pisam o soalho de carvalho polido,
No firme, sensual, decidido e compassado andar,
Com que me torturas na ausência e privação do sentir!
Aqui na profunda angustia da imobilidade,
Não vejo, não toco, não sinto, apenas o som,
Saltos pisando o soalho, deténs-te no silêncio,
Tua respiração profunda, quente em minha nuca,
Aceleração, o profuso desejo do toque, ânsia,
Silêncio estilhaçado, por um som, um único som,
Conhecido, desejado, almejado, inconfundível,
E o calor, a pele queimando, fervente sangue,
E voltas, martelando o meu querer, um após outro,
Nos compassados passos, de teus saltos no soalho!
Privação opulenta dos sentidos, aflorando o floreado
Sentir do toque, despertando cada poro, cada pelo,
Assanhando o desejo de estar em ti, na sintonia
Idealizada do movimento perfeito apenas pelo querer!
No silêncio nem uma palavra, uma imagem, um querer,
Apenas vontade, som, desejo, fervilhante tortura,
Sou teu, conhecimento, confiança, sem medos
Entregue à tua absoluta vontade de Amar!


Alberto Cuddel
27/02/2015

Não é receio, mas saudade…

Não é receio, mas saudade…

fossem as palavras vitórias de Deus
fossem as palavras gestos livres de pudor
em gritos longos de paixão sem julgamento
voem livres as rimas e no chão as vestes
que a loucura faça sonhar os poetas…

não. não é medo ou receio da loucura dos orgasmos
mas há quantos dias não me fodes a alma
há quantos dias não me incendeias o espirito com tesão
com essa vontade férrea de te amarrar e de te possuir as ideias?
de te foder loucamente a vontade de conversarmos toda a noite?
quantos orgasmos ritmados perdemos sem olhar as estrelas?

quero-te, desejo-te…
vestida de mim e despida de preconceitos
quero-te de língua afiada, sem medos
sem receios, na pronuncia de tudo, dos pequenos nadas…
deixa que te falem as mãos e o corpo
que te incendeie o espírito na loucura do saber…
ama-me, penetra-me com as tuas certezas
fode-me a alma, depois, talvez depois
façamos amor, ou quem sabe
possamos foder até à loucura de nos doerem os corpos…

não é receio, mas saudade…
desses loucos preliminares inventados por Deus
a que chamam palavra, som, ritmo, gemido, poema…

Tiago Paixão
02:35 02/09/2021

Afúriadasaudade

Nunca foi apenas o sexo, mas esse orgasmo chamado amor…

Nunca foi apenas o sexo, mas esse orgasmo chamado amor…

Quero-te o corpo… essa dormência do cio…
Quero o teu desejo a tua volúpia
Mas quero-te depois, depois do orgasmo
Depois de te entregares onde eu me entrego
Antes de seres minha, onde eu fui teu por inteiro…

Deseja-me apenas… ajoelha-te e espera-me
Não a subserviência humana de entrega
Mas na humanidade póstuma de ser teu
Nessa loucura de me amares até ao ejacular
Até à perversão dê me fazeres apenas teu…

Deixa-me ser eterno em ti… amemo-nos
E Fodamos até ao amanhecer…
Nessa loucura de me encontrar…
Nesse virtude de me perder. ..
E ser apenas homem… em ti…

Tiago Paixão
07:30 20/09/2021

afúriadapaixão

Terra e as 4 estações!

Terra e as 4 estações!

Vi-te partir no raiar da aurora,
Vi-te chegar no equinócio de Outono,
Vi-te descer dourando o hemisfério norte,
Vi-te crescer pintando o hemisfério sul,
Vejo-te viva, envergonhada, oscilando,
Temendo, rodopiando em volta do sol,
Agarrando os reias raios, aquecendo,
Derretendo o teu coração de Inverno,
Derretendo os gelos, as neves, água,
Vida que te escorre pelas entranhas,
Vejo os frutos maduros caindo do céu,
As folhas douradas, levadas no vento,
As migrações, aves povoam os ares,
Ninhos, flores, cheiros, sabores,
Peixes que cruzam oceanos, correntes,
Marés, vida, pulsar, onde o calor arrefece,
Geminam, despontam, onde o frio aquece,
Neste imenso frenesim, segues rodando,
Oscilando, ao teu ritmo, quase impercebível,
Nas horas, nos dias, nos meses, danças,
Envergonhada, namoras o sol!…
Oscilando, florindo, pintando de dourado,
Prolongando ou reduzindo o alvo branco…

Alberto Cuddel
24/09/2015

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

Tenho ganas de te foder todos os dias e também de noite…

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

não nessa consciência assoberbada do meu prazer
mas na virtude de te fazer contorcer a cada orgasmo
quero imiscuir o meu cérebro entre as tuas coxas
sentir na língua as tuas doces palavras gemidas na alma

que a cada metáfora fechemos os olhos
nesse movimento louco das águas
sejamos perpetuação das marés
cadencia, liberdade, eternidade feminina
libertemo-nos da opressão contida pelos trapos
soltemos os corpos ao prazer, sejamos alma…
liberta comigo a libido em laivos de poesia
empresta-me os teus lábios, abraça-me os versos
sejamos poetas do prazer, gemidos loucos
que se firmem as hipérboles e as antíteses
movimentos opostos em prefeito sincronismo…

sejamos de dia, de noite, ali, depois, agora ou já
fodamos… façamos amor com a alma…
amarremos os corpos em nós perfeitos
a alma em laços rubros, e descansemos depois…
abraça-me… comuniquemos com as mãos…
e fodamos de novo, outra vez, como sempre uma primeira vez…

a vida escorre-nos dos dedos sem tempo…
aproveitemos a loucura do tesão que nos é oferecido por Deus…
deixemos que os anjos cantem… a loucura de amar…
e depois… fodamos novamente…
sem pudor de ser prazer, orgasmo… gente…

Tiago Paixão
08:30 19/09/2021

Afúriadasaudade

Há quantos dias não me fodes com vontade?

Há quantos dias não me fodes com vontade?

há quantos dias não fodemos amor?
quantos dias passarão sem que os nossos corpos se unam?

quero-te, é impossível não querer, amo-te, mas tenho vontade de te foder…
quero sentir-te, beber-te, quero-te sentir na língua…

loucas são as noites que passo sem te tocar
loucas são as noites que passo sem te amar
queima-me a pele na abstinência de ti
como se o amor fosse uma doença, uma adição
ferve-me o sangue no tesão de te pensar
quero foder-te, até pode ser fazer amor
mas quero-te inteira, com vontade…

há quantos dias não me fodes com vontade?
com essa vontade de amar, com esse tesão férreo
há quantos dias não sente a tua boca tesão pela minha?

amemo-nos sem barulho, de dia, de tarde, mas em surdina…

vivamos livres, sem pudor e sem pecado… mas amemo-nos…
fodamos até que o orgasmo nos trespasse a alma…
e deixemo-nos adormecer, abraçados como se não houvesse amanhã…

Tiago Paixão
4:50 – 25/11/2020
A fúria da Saudade

Website Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers gostam disto: