Por três vezes…

Por três vezes…

Sobem-me aos lábios dúvidas estranhas
Saudades escorrem regidas por Neptuno
Incertas, ventosas e negras montanhas,
Semblante carregado, duro e taciturno
Noites distantes, ausentes e suplicantes
(…)
Caem sob os telhados gotas brilhantes
Sentires alheios, sonhos e passos perdidos
Segue o reinado, súbditos vacilantes
E por três vezes me negas os beijos
Triste e caído, dormentes desejos…
(…)
Ontem, apenas ontem, esqueceste
Por três vezes negaste, disseste não
O sonho do hoje perdeu-se no tempo
Sucedem-se nuvens e as lágrimas caladas
Pranto gritado na alma, preso entre dentes
Cerrado nas gengivas fechadas…
(…)
Por três vezes, disseste não
À terceira vez…
– eu, aceitei-o!

Alberto Cuddel
14/12/2016

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