Mar de bruma

Mar de bruma

Bruma que se mostra escondendo
Ocultando um mar de pensamentos,
Penumbra refracção dos sentimentos,
Fustigada nas rochas, quebras a asas,
Perdes o sonho, a maresia, sopro
Um sopro e nada mais, a tua vida
Minha vida em tuas hábeis mãos
Calejadas pelo tempo, fustigadas
Mãos que rejeitei, na bruma deste mar
Mãos que tecem, que enaltecem
Mãos que ontem fizeram sonhar
Bruma no sentir, tolhendo, escondendo
O amargo fel do choro calado
Bruma, na felicidade de ver
Não sentir, querer saber,
Mar, azul oculto da manhã
Na bruma matutina
Que te impede de ver as noites
Iluminadas pelo doce luar!

Alberto Cuddel
Mar-À-Tona – Mar de Bruma- Poetas Poveiros- Março 2016 – ISBN 978-989-99500-5-4

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