Ser mãe onde se desconfia


Ser mãe onde se desconfia

Ser mãe é de mulher assumir a fibra
ser mãe é doação a todo o amor alheio
dar vida a partir de todo o seu seio,
saber sorrir se por dentro a dor vibra.

saber doar-se, do perigo seu filho livra
sorrir ao mundo por todo seu anseio,
largar no tempo ao assumir o receio,
pesar entre a pressão assim o equilibra!

No todo amor dedicado a um filho,
reflexo de si no espelho afortunada,
luz ardente ao olhar e doce brilho!

Ser mãe e o choro entre um sorriso!
ter preocupações amor, e não ter nada!
Ser mãe é um doce inferno no paraíso!

Ser mãe depois do Douro, São Tomé
Terras da família de Don Nuno
Entre a Aboboreira e o Marão
Cá manda os que cá estão…

Ser mãe por terras da Vila onde há conde
Ali junto ao plano que nos traz as asas
Voam os sonhos das letras, primeiras
Terceiras e segundas, ai Régio, culpado
De poeta e já cedo se ter tornado…

Por terras da Maia abandonado
Lá chegou já bem acompanhado
De anilha no dedo e já casado

Recambiado para as terras do toureio
Para Vila Franca veio por dinheiro
Pelo trabalho que o eleva, comboios
Se fez grande, poeta, vigor de pinheiro
Papel onde realizou todos os sonhos…

Alberto Cuddel
Desafio mãe e terra mãe…

Alberto Cuddel
25/02/2021 23:45
In: Entre o escárnio e o bem dizer,
Venha deus e escolha XXXV

Generosamente Luísa…

Generosamente Luísa…

Poderia ser Maria, e dos teus seios alimentares a vida
Como alguém que pariu a eternidade do ventre, palavra
Acto desonesto de amor, geração aleatória do universo
Generosamente Luísa, angelical palavra de amor, mãe!

Generosamente Luísa…
Mulher, consciência plena dos tempos e vontades
E dos teus seios abdicou… por outra vida…

A palavra, força das tuas mãos e persistência
A palavras faz-se em mim, fome do conhecimento
Generosamente Luísa… por ti, fiz-me letras juntas
Por ti fiz-me poema…

Generosamente Luísa…

Alberto Cuddel
16/12/2020
20:50
Poética da demência assíncrona…

Mãe, e o teu tempo?

Mãe, e o teu tempo?

De um amor gerado
Barriga inchada, crença, criança
Bendito seio que alimenta
Bendito amor na noite, tensa
As alvoradas de olhares pesados
Dentes e choros…

Mãe, e o teu tempo?
E mulher, quando por mim
Deixaste de ser apenas mulher?

Nunca foi escolha, apenas amor
Ter filho apenas é, amor!

Mãe, que Deus ilumina,
Na sua dura sina, no dar, no doar
Nas provações do educar
Que nunca ninguém ensinou!

Obrigado mãe, pelo amor,
Pelo teu tempo, pela alegria,
Pelo sofrimento, e pela dor!

Alberto Cuddel
10-05-2017

De Amor

De Amor

Das carnes de onde me formei
Desejada e amada aos olhos
De uma presente paternidade
Mãe também é, também foi
Tão singelamente mulher!

Do amor derramado que advém de Deus
Dálias, tulipas, orquídeas aos céus
Jarras de lágrimas na saudade branca
Uma declaração vinda do céu, franca!

De amor, são os dias e as horas declaradas
Nas esperas nocturnas e madrugadas veladas!

De amor são as vidas entregues por nada
Pela fé, pela consciência, pela certeza decidida
Pelo sangue, pela superior vontade firmada
Por uma vida maior que o mundo, concedida!

De amor são as cartas,
As formas delicadas,
Do sensual corpo da mulher,
De amor, são os desejos e os beijos!

De amor são todos os gestos que constroem
Que edificam e glorificam o dom da vida!

Alberto Cuddel
10/05/2017
02:50

Obrigado Mãe,

Obrigado Mãe,

Por no teu amor me permitiste nascer!
Obrigado Mãe,
Por em tua bondade me teres feito crescer!
Obrigado Mãe,
Por no teu sacrifício me teres suportado!
Obrigado Mãe,
Por na tua vivência me teres educado!
Obrigado Mãe,
Principalmente por me teres Amado!

Alberto Cuddel

Mãe

Mãe

Sacrossanto ventre que me gerou,
Sol da Primavera no início da vida,
Fluidos do teu seio a mim alimentou,
Regaço seguro sem dormir noite e dia!

Mãos que me secam as fartas lágrimas,
Porto seguro para onde sempre corria,
Heroína de entrega e sofrimento,
Desde o nosso humilde nascimento!

Minha mãe, mulher primeira em mim,
Primeira paixão, meu primeiro amor,
Perfume de teu corpo gravado assim!

Voz que me embala, acalma e acolhe,
Colo milagroso de poderes curativos,
Mulher, mãe, em ti todo amor dos filhos!

Alberto Cuddel

Poema do dia 06/05/2018

Poema do dia 06/05/2018

“!Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.”

Cerca de grades quem ainda te sonha
Por canteiro alinhados deste jardim
Põe quantas flores, a mais risonha
Num luar quente adormece-te assim…

Cheios de lides são os dias completos
Entre versos e outros nobres gestos
Embalado por águas de ribeiros mansos
Olhemos o céu Maria, em apertados laços…

Toma-me minha mãe e musa das noites
Ampara-me no teu regaço e cura-me
Desta arrogante loucura que me possui
Em relva fresca de outros verdes prados…

Destrava-me a inspiração que me condena
Em teu corpo adormeço doce Maria
Toma-me ampara-me na noite eterna…

Alberto Cuddel
06/05/2018
15:45

Dia da mãe em Portugal…

Dia da mãe em Portugal…
Podia ser um poema, podia, mas não era a mesma coisa, 7 poemas a 7 Mães.

Mãe!

Sacrossanto ventre que me gerou,
Sol da Primavera no inicio da vida,
Fluidos do teu seio a mim alimentou,
Regaço seguro sem dormir noite e dia!
Mãos que me secam as fartas lagrimas,
Porto seguro para onde sempre corria,
Heroína de entrega e sofrimento,
Desde o nosso humilde nascimento!
Minha mãe, mulher primeira em mim,
Primeira paixão, meu primeiro amor,
Perfume de teu corpo gravado assim!
Voz que me embala, acalma e acolhe,
Colo milagroso de poderes curativos,
Mulher, mãe, em ti todo amor dos filhos!

Alberto Cuddel
03/05/2015

Mãe, e o teu tempo?

De um amor gerado
Barriga inchada, crença, criança
Bendito seio que alimenta
Bendito amor na noite, tensa
As alvoradas de olhares pesados
Dentes e choros…
Mãe, e o teu tempo?
E mulher, quando por mim
Deixaste de ser apenas mulher?
Nunca foi escolha, apenas amor
Ter filho apenas é, amor!
Mãe, que Deus ilumina,
Na sua dura sina, no dar, no doar
Nas provações do educar
Que nunca ninguém ensinou!
Obrigado mãe, pelo amor,
Pelo teu tempo, pela alegria,
Pelo sofrimento, e pela dor!

Alberto Cuddel
03/05/2017
15:15

Ser mãe

Ser mãe é de mulher assumir a fibra
ser mãe é doação a todo o amor alheio
dar vida a partir de todo o seu seio,
saber sorrir se por dentro a dor vibra.
saber doar-se, do perigo seu filho livra
sorrir ao mundo por todo seu anseio,
largar no tempo ao assumir o receio,
pesar entre a pressão assim o equilibra!
No todo amor dedicado a um filho,
reflexo de si no espelho afortunada,
luz ardente ao olhar e doce brilho!
Ser mãe e o choro entre um sorriso!
ter preocupações amor, e não ter nada!
Ser mãe é um doce inferno no paraíso!

Alberto Cuddel
03/05/2017
15:28

Mãe, onde andam os teus filhos?

Mãe olha os meninos perdidos no mundo
E tu ao espelho, e eles brincando na rua
Mãe olha os meninos procurando consolo
E tu aí perdida sem dor ou alimento!
Mãe olha os meninos que partem os vidros
E a bola redonda batendo nas paredes
E o mundo lá fora, e a mesa vazia
Nos lábios deles as corridas e alegria
Mesmo com fome durante todo o dia!
Mãe olha os meninos perdidos na vida
Aprenderam na escola, na rua, na sorte
Que ser mãe não é parir, mas amar, sofrer
Educar, acompanhar, cuidar, e sorrir
Ao perder as noite ao seu lado, amparando
E sobretudo, doando toda a sua vida!

Alberto Cuddel
03/05/17
15:47

Amor de mãe

Algo se só uma mãe sente
Não se explica, não se entende
Apenas arde dentro do peito
Algo que sente, filho eleito!
Mãe que do ventre expulsa
Que nos braços carrega
Todo o amor que impulsa
Ao seu filho a vida entrega!
Nas noites sem dormir
Velando o seu rebento
Vê-lo acordar e sorrir
Mesmo dormindo por dentro!
Só a mãe nos compreende
Com apenas um doce olhar
Só mesmo ela nos entende
Num terno e doce respirar!
Mãe é o ser que Deus nos deu
Como as asas de um anjo
Velando por nós mesmo no céu
No colo de um arcanjo!

Alberto Cuddel
03/05/2017
19:48

Fui ver a minha mãe

Cabelos pintados de neve
E um sorriso gasto,
Braços abertos no cansaço
Os dias fonte de abrigo!
Já mal pousa nos seus dedos, a vida
Do sonho de onde nasci, as noites
Entre sorrisos e lágrimas,
Missão cumprida e solidão…
A vida leva-me para longe…
Para longe da tua mão…

Alberto Cuddel
03/05/2017
20:18

Não sofras mãe

Nunca a vida te preparou
Para a mim me veres partir
Mas ainda hoje aqui estou
Do Céu a ver-te sorrir!
Obrigado mãe
Por tudo quanto me deste
Não foi pouco ou muito
Mas tudo quanto pudeste!
Pão nunca faltou
Tão pouco a educação
No amor com que me criaste
Veio também a devoção!
Alegra-te minha mãe querida
Mesmo que eu tivesse partido,
Sabias que eras muito amada,
E eu estarei sempre contigo!
Rogo por ti a cada dia
Para que a vida se demore
Não tenhas pressa na partida
O nosso amor nunca morre!

Alberto Cuddel
03/05/2017
20:27

Poema XXII

Poema XXII

Sem duvida que sim minha mãe…

Neste sossego que me desassossega
Inquieto-me com a quietude vossa
Sem esforço e passividade nossa
Sem gestos, palavras, nada me chega!

Sem esforçadas batalhas, sem vitória
Pensamentos instantâneos de improviso
Nunca de mim conhecerás a glória
Na obra escrita em que me analiso!

Que juízo de mim alguém faria
Se morto me encontrasse um dia
Sem tecto, lar, casa ou triste beira
Morto pelo sonho da minha cegueira!

Sem duvida que sim minha mãe…

Sossegam-me os sonhos que dormem
Planando em calmas e quentes águas
Arrebatando o meu coração de homem
Moldado e forjado em quentes fráguas!

Sem duvida que sim minha mãe…

Se de mim não mais souber
Ou por mim alguém escrever
Foi aqui, apenas aqui…
Que eu dei tudo por este viver…

Alberto Cuddel
02/10/2017
19:40

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