Essa mentira tão verdadeira… Amor!

Essa mentira tão verdadeira… Amor!

e morreu-me ali diante dos olhos…
sabia-o no meu íntimo… conhecia as consequências
mas morreu-me ali diante da esperança que não perdi…

fica esse vazio que me abriste no útero
essa fome de vida que criei em mim
essa saudade sem retorno, esse abraço sem força
esse medo do que já não podemos ser…

fica esse amor sem resposta, essa memória do cheiro
da voz, do chamamento, do beijo, do crescimento…
fica a dor da alegria, do tempo em que existimos
e essa verdade da mentira, do perder no sofrimento…

não existe um adeus, nem um até sempre… apenas estás
deixando de estar… tornaste-te eterno…

Alberto Cuddel
07/09/2021
18:00
Alma nova, poema esquecido – XXXI

Somatório

Somatório

Somamos desejos, sonhos, anseios
Depositamos esperanças devaneios
Entregamos o que não fomos
Damos tudo o que ainda somos

Projetamos,
Idealizamos
Realizamos
Sonhamos
Concretizamos
Amamos

Individualmente
Apenas tu
Não copia
Não espelho
Apenas tu
Único e genuíno
Carregamos-te
Não de carga supérflua
Não de bugigangas
Mas de ferramentas
De pensamentos
De perseverança
De respeito
De amor

Para que olhes o horizonte
Com o teu próprio olhar!

Obrigado filho!

Alberto Cuddel

Mãe, e o teu tempo?

Mãe, e o teu tempo?

De um amor gerado
Barriga inchada, crença, criança
Bendito seio que alimenta
Bendito amor na noite, tensa
As alvoradas de olhares pesados
Dentes e choros…

Mãe, e o teu tempo?
E mulher, quando por mim
Deixaste de ser apenas mulher?

Nunca foi escolha, apenas amor
Ter filho apenas é, amor!

Mãe, que Deus ilumina,
Na sua dura sina, no dar, no doar
Nas provações do educar
Que nunca ninguém ensinou!

Obrigado mãe, pelo amor,
Pelo teu tempo, pela alegria,
Pelo sofrimento, e pela dor!

Alberto Cuddel
10-05-2017

Vida por viver

Vida por viver…

Tão longe e distante o fim dos dias
E a minha pressa de vida…

Expressão intelectual da emoção,
Indistinta da vida, dessa que corre lá fora
Na juventude correria das horas
E a vontade de ser e fazer, tudo e coisa nenhuma
Nas ideias abertas que me aprisionam,
As ciências distorcidas e filosofias vãs
E eu? Quem sou, sem te perseguir
Formo-me na consciência cabal
De que irei ser, o tudo que de mim farei
Na consciência de que tudo me condiciona…

Vida,
É com esse sonho que fazemos arte.
Outras vezes com a emoção
A Paixão é a tal forma forte que,
Embora reduzida a acção, a acção,
A que seduz, já não a satisfaz!

E a vida, essa coisa esquisita
Que passa diante de mim
Dia a pós dia…
Terei pressa,
Calma, tempo…
Mas ainda a irei sonhar,
Viver, sentir
Apaixonar,
Amar…
Sem pressa…
Bem devagar…

Alberto Cuddel
13/04/2017
11:21

Foto By Vasco Rafael

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Poema do dia 24/01/2018

Poema do dia 24/01/2018

Carrego atrás do peito dorido
Um coração dilacerado, partido,
Alicerçado em desilusões, ontem…

Nesta linha que me atravessa a alma
Preciso de vós, de uma mão amiga
De um olhar, de um ombro de apoio
Preciso de ti pai,
Preciso de ti mãe…

Olho o amanhã com a vossa força
Na vossa terna esperança, compreensão
Lá longe onde a terra toca o céu
Onde o sol se ergue alimentando os sonhos
Lá longe está o amanhã, e o teu rosto
Que ainda hoje desconheço
Lá longe, onde se dividem os dias das noites
Está o futuro, esse que convosco sonho…

Tanto atravessar, tanto aprender
Tantas dificuldades, tanto desespero
E das vossas mãos ainda preciso, para caminhar…

Abaixo de mim, do que penso e do que sou
Estão todas as vidas, casas, janelas perdidas
Numa realidade que me chama, que me seduz
Eu… Que ainda ouso sonhar uma vida…

Alberto Cuddel
24/01/2018
15:45
#poemadodia

Foto by: Vasco Rafael

Poema escrito para uma foto do Filho com 15 anos!

Escolhi Amar-te LVI

Escolhi Amar-te LVI

Decidimos, todos os dias amar-nos, mas um dia isso não nos bastou, queríamos anunciar ao mundo, dar provas irrefutáveis desse amor, para que ninguém duvidasse, amor o nosso já testemunhado e abençoado por Deus.
Um dia isso não nos bastou… queríamos provas… procuramos então ajuda cientifica especializada, testes de sangue, exames, tratamentos, vacinas, consultas, radiografias, ecografias, tudo muito bem documentado para que não existissem erros na avaliação.
Um dia isso não nos bastou… foi então que numa consulta da especialidade a noticio chagou, temos prontas as conclusões para apresentação de prova, rimos então no nosso olhar, choramos no nosso sorriso, tudo estava pronto, estava em nós a decisão de a produzir, a prova irrefutável da decisão de nos amarmos todos os dias de novo.
Um dia isso não nos bastou… e tudo se conjugou no universo, na Bênção divina, o local, o calendário, a lua, tudo perfeito, ato de amor, gemido da alma, no desejo do corpo, no brilho do olhar, no orgasmo supremo da dádiva e entrega ao amor, concebemos-te a ti, a prova, irrefutavelmente inegável do amor que une um homem a uma mulher.
Um dia isso não nos bastou… não nos bastava escolher amar-nos apenas um no outro, mas amarmo-nos também em ti e por ti… Escolho amar-te também a ti meu filho, fruto divino do amor que nos une!

Alberto Cuddel

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