Enquanto dormes

Enquanto dormes

Quantas vezes me prendo no teu olhar
Abnego a mim mesmo, – pertenço-te
Reflexo de manhãs claras doce acordar
De mim, de ti, nada, em mim penso-te!

Amor, jamais a imobilidade do corpos,
Manhãs, tardes, noites, – sei lá
Por onde me escorrem os beijos
Doces palavras arremessadas
Carinhosamente sopradas ao ouvido
– sabe tão bem assim acordar
No cantar dos pássaros, na pressa dos abraços
Nos braços que te ladeiam, despertam
Orvalho sob os pés delicados
Nas tabuas que um dia te carregamvivamos hoje, esquece um amanhã (eu) poeta louco, viajante dos versos Letra soltas esquecidas por ti

As vezes a sala parece-me tão vazia
Mesmo assim tao cheia de ti
Das tuas amarguradas ideias
Espalhadas pelas paginas prensadas
Fechadas nos livros empilhados
Contra uma branca parede!

Quantas vezes me prendo no teu olhar
Mesmo que durmas, sossegadamente
Navegando mar dos sonhos, outro (a)mar
Amanhã desejado assim livremente!
O mundo, roda que roda
Pula, vive, acorda, avança
-os poetas tristes
Os que escrevem versos tristes
E outros raivosos em riste
Também amam, amaram
Mesmo assim abnegam de si
A felicidade que tiveram nas mãos!
Os amantes, (os que acordam despidos)
Ao que ainda vestidos, sorriem para a vida,
Esses que não escondem o riso nos versos
Que choram lagrimas concretas
E os que tomam decisões certas
Para esses o sol brilha em prados verdejantes
Mesmo que o sol se esconda
E lá fora não exista mais que palha seca!

Quantas vezes me prendo no teu olhar
Pra simplesmente não sair e não pensar
Que tudo seria diferente, se todos soubessem AMAR!

Alberto Cuddel

Dorme,

Dorme,
Repousa e descansa,
Dorme,
Depois de uma noite de luta,
Depois de uma noite de labuta,
Exausta do trabalho,
Da luta do sustento,
Repousa, Dorme…
Aqui estarei, esperando,
O teu acordar,
O teu despertar,
Dorme, descansa,
Sabendo que outra noite virá,
Que o trabalho não acabará,
Dorme, descansa,
que pacientemente te espero,
Teu acordar,
Teu despertar…

Alberto Cuddel
00/07/2013

Desde ontem

Desde ontem

Aqui, precisamente aqui
Desde ontem, ou já
Cansaço ladeado de flores
Separados pela distância do ponteiro
Um acordar
Manta que deslaça de quente
Sentir que se governa
Decide e impera
Dormindo na traseira do dia
Na esperança da noite fechada
Calado, olho, reparo, concentro
Cuidado,
Voltas e reviravolta de uma vida
Estupidamente fingida
Viagem vertiginosa dos minutos…
Espero,
Esperas,
Dormes,
Acordas,
Sob uma manta quente
Que te separa de mim
Assim,
A vida nos encobre
Sob o olhar desconfiado dos dias!

Alberto Cuddel
19/05/2017
05:46

Dorme,

Dorme,

Repousa e descansa,
Dorme,
Depois de uma noite de luta,
Depois de uma noite de labuta,
Exausta do trabalho,
Da luta do sustento,
Repousa, Dorme…
Aqui estarei, esperando,
O teu acordar,
O teu despertar,
Dorme, descansa,
Sabendo que outra noite virá,
Que o trabalho não acabará,
Dorme, descansa,
que pacientemente te espero,
Teu acordar,
Teu despertar…

Alberto Cuddel
02/07/2013

Dorme,

Dorme,

Repousa e descansa,
Dorme,
Depois de uma noite de luta,
Depois de uma noite de labuta,
Exausta do trabalho,
Da luta do sustento,
Repousa, Dorme…
Aqui estarei, esperando,
O teu acordar,
O teu despertar,
Dorme, descansa,
Sabendo que outra noite virá,
Que o trabalho não acabará,
Dorme, descansa,
Que pacientemente te espero,
Teu acordar,
Teu despertar…

Alberto Cuddel

Velei teu sono,

Velei teu sono,

Vi-te descansar,
Acordaste, comeste
Reuniste, e saíste,
De novo e sempre a trabalhar,
Agora repouso,
Agora espero,
Agora descanso,
Tua chegada,
Para abraçar,
Teu olhar,
Cansada exausta,
Para de novo,
Teu sono, teu descanso, velar!
Descanso, aguardo, espero…
Teu chegar!

Alberto Cuddel

Poema VII

Poema VII

Nas noites em que há meia-noite
Procuro encontrar a solidão no universo inteiro
Encontro o silêncio nas palavras sobrepostas
Quebradas pelo silvo do camião do lixo
Desperto da sonolência das horas
Preso nas grades do tempo, onde moram as estrelas
Pólens literários esvoaçam na mesinha de cabeceira
De uma literatura avulsa remetida pelo correio…

Tudo dorme,
Viajo pelo sonho das metáforas
De uma mão calejada na alma
Que faz luz ao sentir de alguém
Que distante canta fados tristes
Numa solidão inconformada
Pelos aniversários de vida!

Na solidão que a meia-noite me dá
Sou eu, sendo outro, escrevo
Versos que a noite me dita
De um mundo exterior a mim…

Acima de tudo, adormeço
Como se nunca tivesse acordado…

Alberto Cuddel

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