Noite ordinária…

Noite ordinária…

Ainda assim haverias de querer na tua cama
Que te amasse com toda a minha alma?
Enquanto procuravas palavras doces
Líquidas, ásperas, deleitosas, libidinosas
Obscenamente prazerosas, era assim
Tudo do querer que procuravas
Mas não menti gozo prazer lascívia
De cabelos bem agarrados e corpo arqueado
Não ocultas a alma que procura prazer
De querer minha alma na tua cama?
Orbitam serrados teus olhos azuis
No gemido profundo que lanças
Rejubilas nas formas do teu corpo
Hirtas dos orgasmos profundos que proclamas
Na tua amada memória de coitos e de acertos.
Procura de novo, encontra-me, obriga-me
Ama-me na plenitude do teu Sexo…

Alberto Cuddel

No abraço que nos ampara

No abraço que nos ampara

dorme sobre o meu abraço
sonhando um novo sonhar
no meu leito do cansaço,
novo dia iremos alcançar!

pudessem todas as noites ser a novidade da vida,
serem o descanso e cansaço que se nos prometia,
ser o leito o porto de chegada, o dia ponto de partida,
pudesse a alma revigorar-se, abstinência que já sentia…

ó alma doce que me ampara
nesse olhar de mel que me conforta
sejam as estrelas testemunhas
e a lua confidente,
seremos seres, seremos gente?
leito despido das noites
vazio dos dias que adormecem…
sem esse abraço que nos ampara…

Alberto Cuddel
28/02/2020
17:30
In: Nova poesia de um poeta velho

Tenho outra cama

Tenho outra cama

Tenho outra cama
Vazia, ali, mesmo no quarto ao lado
Nessa cama vazia,
Tão cheia de sonhos e amantes,
Tão vazia de corpos e de roupa
Ninguém dorme
Ninguém fica acordado…

Essa cama vazia
Encostada á parede
Do lado direito que entra da porta
Ligeiramente afastada da janela
Depois da secretaria castanha
Nessa cama, só la dorme
Quem me visita…

Alberto Cuddel
04/02/2018
03:53
#poemasineditos
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