Renascimento…

Renascimento…

há quantos dias não morres de verdade?
nessa arte de nascer de novo a cada acordar?
o ontem aconteceu, mas hoje? hoje tudo é novo…
há nessa esperança rosada um querer, uma semente que germina
uma vida que desponta, e esse pecado atroz que é dar
dar-se sem esperar, sem cobrar, porque a vida é uma dadiva…
não é ou foi um pagamento, uma cobrança, uma divida…
a vida é pura doação…

[…]
correm os ribeiros e os rios porque assim é, e assim esta certo
na sombra dos pinheiros conhecemos o sol… esse que se esconde
passeiam-se os animais e os insetos e a vida acontece, sem pausas
Passam as estações do ano e as primaveras, e tudo renasce
A morte é indutora da vida… a morte nunca é um fim…

E depois de tudo, ficas…
Nas palavras que de ti recordam
E nas que ditas depois do acordar…
Mas o que faz o mundo, são os gestos
Esses que vais doando sem pedir nada em troca…
Renasce, todos os dias, a cada novo acordar…
E faz-te mundo e história…

Alberto Cuddel
21/07/2021
09:00
Alma nova, poema esquecido – XIV

Sei que me procuras

Sei que me procuras

Sei que me procuras
Nas horas extraviadas da vida
Nas auto-estradas feridas
Amargura consciente em que me dou
No negro soalho polido do palco
Disperso nas rimas e palavras perdidas
Num coração dilacerado pelo fingir!

Sei que me procuras
Mas na verdade, não finjo, não minto,
Imagino parte do tudo o que sinto,
As hiperbolizadas lagrimas derramadas,
São meras gotas cristalinas, caídas e suadas,
Não me procures na desgraça, na vingança
Mas na solidão de uma praia deserta,
Apinhada de gente no verão!

Sei que me procuras,
Como procuras a felicidade,
Na saudade da perfeição,
Não estou lá, apenas aqui,
Escrevendo na doce paixão
Do sentir declamado pela imaginação!

Alberto Cuddel®
20/06/2016

Ontem Choveu

Ontem choveu

Tantas vezes choveu ontem,
Mesmo assim com chuva sai de casa,
Percorro ruas e vielas, passeios estreitos,
Mas não procuro ninguém,
O meu olhar hoje não te procura,
Porque ontem choveu,
E eu sei onde estás, onde estavas,
Onde te encontrei
E te deixei à espera,
Há minha espera.
Ontem choveu,
E eu não te procurei…

Alberto Cuddel®
In: Palavras que circulam – VI
06/09/2016

Procuro-me

Procuro-me

Nos teus pensamentos e sonhos
Na morte do horizonte
Nos beijos sonhados e dados
Na fé proclamada em ti
Encontro-me na busca
Que ainda hoje faço de ti…

Na significância das palavras isoladas
Amor, ódio, paciência, inquietude
Na variação perpétua do caminho
Encontro-te, e em ti, procuro-me…

Alberto Cuddel
25/05/2017
0:45

Procuro-me

Procuro-me

Nos teus pensamentos e sonhos
Na morte do horizonte
Nos beijos sonhados e dados
Na fé proclamada em ti
Encontro-me na busca
Que ainda hoje faço de ti…

Na significância das palavras isoladas
Amor, ódio, paciência, inquietude
Na variação perpétua do caminho
Encontro-te, e em ti, procuro-me…

Alberto Cuddel
25/05/2017
0:45

Poema do dia 28/05/2018

Poema do dia 28/05/2018

Espero pelo Amor que nunca tive
Em noites que nunca vivi
Sedução na esperança do sonho
Existes?
 – Ou projecção da perfeição que procuro…

Imploro Amor que nunca me deste, sem a exigência exclusiva dos dias, nas noites procuro-me onde me perco nos amores que sonhei… por entre luares de Maio, febres de Junho, sequência ritmada dos insectos…

Que me advenham os orvalhos
Os licores profanos do desejo
Que me rasguem as vestes rubras
Arde-me a paixão em dor atroz
Sofrência das mãos e pés
Por onde me arrasto…

Alberto Cuddel
28/05/2018
08:10

Procuro-me no ar…

Procuro-me no ar…

Procuro-me onde nunca estive
No ar que respiras, na esquina do caís
Nos sorrisos inocentes, nos gemidos ais…

Tropeço em mim mesmo nos teus sonhos
Nos que perdi, nos que nunca sonhei
Naqueles outros em que acordei a teu lado
Sem que nunca lá tenha estado…

Procuro-me na busca incessante por ti…
Procuro-me em ti, porque em mim?
Eu nunca estive…

Alberto Cuddel
15/11/2017
20:55
#Solutampoetica

Poema do dia 23/11/2017

Poema do dia 23/11/2017

Procuro-te mesmo que o tempo medeie
Depois de te conhecer, ainda assim procuro-te…

Procuro-te todos os dias para que não me perca
Mesmo nos dias cumpridos de ausência…

Há tanto em ti,
Há tanto em mim,
Que ainda hoje desconheço…

Que na verdade nos encontremos
Como tantas vezes nos encontramos
Despidos de tudo, de alma nua
No tempo em que ainda nos procuramos…

Alberto Cuddel
23/11/2017
09:50

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