Conflito…

Conflito…

Além do tempo, vive em ti o sonho
Lágrimas que caem, no eterno conflito
Entre a realidade e o querer do desejo
Leve como as pétalas no seu perfume
Na brisa esvoaçam, no vento perdem-se
Bailam como borboletas manhã primaveril
Nos verdejantes prados de flores
Tudo muda no vento, na tempestade
Até nova calmaria, nova bonança!

Alberto Cuddel®
17/07/2016

Fuga Invisível

Fuga Invisível

Eu que tantas vezes fui
Parti sem levar nada
Também nunca trouxe
Também nunca levei…

E por entre borboletas e ar quente
Salvam-se as árvores que voam
E os sonhos embalados pelo vento
Em folhas de cetim escritas a carvão…

Não há muito
Mas do pouco que há
Há isso, essa imensidão que me resta…
Sonhos e palavras que voam
Sem destino nenhum…
Pela linha do horizonte do sonho humano…

Alberto Cuddel
28/06/2020
00:17

Poética da demência assíncrona…

Par de asas

Par de asas

tenho diante de mim as duas asas
cores primaveris e sonhos que voam
erguem-se cavernas de cristal
folhas abertas aos céus
lírios e flores amarelas…

estômagos cheios de asas
nervoso miudinho
um tremor de mãos húmidas
e sonhos acordados pela manhã…

tenho diante de mim um par de asas
que batem e voam, livremente
ontem apenas enclausuradas
metamorfose da vida…

Alberto Cuddel
26/06/2019

Era uma vez um poema…

Era uma vez um poema…

… basta um bater de asa
Não importa se é gaivota,
Se é branca e cinza, não importa,
Se é uma simples traça, em volta da luz,
Ou uma borboleta azul que me seduz,
Não importa, basta um bater de asa…

Esse ténue deslocamento de ar,
Uma brisa imperceptível,
E voa a imaginação para longe,
Bem longe desta cadeira preta
E desta secretaria castanha…

Voa a imaginação pelos prados
Pelos jardins de gardénias
Pelos roseirais, pelos pomares,
Pelas maças do teu rosto,
Pelo sabor doce de morango nos teus lábios…
Basta um bater de asa… não importa por quem…
Basta-me o perfume do teu corpo
Para delinear os contornos da tua aura,
Para te desejar, para te fazer poema…

Era uma vez um poema,
Bastou-lhe um bater de asa,
E voou…

Alberto Cuddel
21/09/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

Poema do dia 26/08/2018

Poema do dia 26/08/2018

Apenas borboletas azuis que te pousavam na janela
Entre prantos de dor e a vontade de ser ela
Os pássaros voavam soltos, na liberdade de ser vida
Chegavam, vivem amarrados ao lago, até à hora de partida!
Correm quentes os dias, nas horas em que não chove
Vidros fechados, vejo a vida, sem um dia que não chore…

Alberto Cuddel
26/08/2018

Poema do dia 27/06/2018

Poema do dia 27/06/2018

Na vã consciência do desassossego que me povoa, nada além de uma igreja vazia de Deus, apenas silêncio e uma consciência formatada na infância…

Nas quedas e recaídas,
Que me confundem,
Que como as sombras,
São, sem terem sido,
Que pela luz existem,

Se confundem e distorcem,
Que não olhando ao espelho,
Apenas vivem na ilusão,
Da realidade projetada!

Necessária ambiguidade,
De fechar o olhos e ver,
Tapar os ouvidos e ouvir,
Uma alternativa realidade,
Que de nós projetamos,
De nós próprios…

Finjo uma inquietude que me inquieta, entre as escadas que sobem direitas, pelas clareiras de cada dia, esvoaçam borboletas em estômagos vazios, um frio que te percorre o ventre, desejos de um amor suado, entre lençóis de linho, e um peso do passado…

Alberto Cuddel
27/06/2018
11:23

Poema do dia 07/05/2017

Poema do dia 07/05/2017

Eu queria ter o tempo e o sossego suficientes
Para não pensar em coisa nenhuma,
Para nem me sentir viver, apenas para ver as borboletas
Para apreciar o crescimento das crisálidas…
Queria tempo e engenho para pintar o mundo
Com o arco-íris da poesia…
Queria poder dormir e sonhar, acordar e lembrar
Queria ser papel e tinta e escrever-me em enciclopédias…

Queria ter uma noção do teu perfume
Das nossas ideias mais sonhadas
A realidade do sonho pertence inteiramente
A quem fecha os olhos e ousa sonhar…

Tenho pescado poemas nas ilustrações dos alfarrábios
Tenho encontrado amigos escritos em livros
Tenho caçado versos descalço em erva molhada…

Neste espaço de coisas em que perco o tempo
Apenas ganho memória do que deixei
Do todo tempo em que não sonhei
No tempo em que a realidade das coisas
Eram meramente palavra e silêncios
Finalizadas por pontos finais…

Alberto Cuddel
07/05/2018
16:16

As borboletas

As borboletas

As borboletas
Essas que se passeiam
Pelo teu estomago
(Amor? Ansiedade?)
Saltitam por entre flores
Rosas e amarelas, violetas
Mas perdem-se no dourado
Dos teus cabelos
Que esvoaçam ao vento
Batem asas, frágeis, belas
Povoando jardins
E beijos dados aos por do sol…
São as borboletas, amor?

Alberto Cuddel

Piso versos como quem beija borboletas

Piso versos como quem beija borboletas

Percorro estrofes serradas
Pétalas debruadas de margaridas
Amores-perfeitos em botão
Flores rosa de amendoeira…

Beijo maresias em seixos soltos
Pegadas de rimas areia fina
Sol no rosto em lua cheia
Sereias canto suave alegoria!…

Versos soltos e brancos,
Amor eterno selado no beijo
Desejo, crente saudade, pecado meu
No voo suave, ansiedade
Bailado de borboletas no estômago…

Alberto Cuddel
23/08/2017
03:15

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