Dizem-me de olhos laços de paixão, sexo não é amor… 

Dizem-me de olhos laços de paixão, sexo não é amor… 

Dizem-me de olhos laços de paixão, sexo não é amor, que amor é: Responsabilidade, respeito, disciplina, fidelidade, persistência e dedicação… e eu concordo, amor nada tem a ver com carinho, com romantismo, com reciprocidade, com afectividade…  

Os pais amam os filhos e fodem-nos, com castigos, com limitações, com imposições (responsabilidade, respeito, disciplina), fodemos os amigos não lhe dando o que desejam, contrariando-os, não confirmando os seus desejos, apenas porque é melhor para ele (Responsabilidade, respeito, disciplina, fidelidade, persistência e dedicação) ou seja sexo só com os meus inimigos… carinho e romantismo fica para quem? Pois o carinho e o romantismo é contrário à disciplina, contrário à responsabilidade… nestas características tão imponentes ao amor não há espaço à espontaneidade, ao acto de dar, de conquistar ou surpreender. É totalmente irresponsável gastar dinheiro num ramo de flores, numa lingerie para surpreender o companheiro. O respeito é inimigo dos jogos de sedução, pois um sim é respeitado e também o não: “Dás-me um beijo? – Não” e nunca mais na vida se beijaram. O “Não” foi respeitado. Mas dizem: mas devia insistir, mas a insistência não é em si uma falta de respeito, então o não vale ou não vale, o não também é sim? Onde está o limite? Porque não nos relacionamos com objectividade, com clareza, sem jogos linguísticos.  

Depois de divagar sobre vários pensamentos, sim o sexo cabe no amor, o amor não é um jogo de trocas, mas de entrega, o amor basta-se, quando se ama, todas as outras características como: responsabilidade, respeito, disciplina, fidelidade, persistência e dedicação, deixam de fazer sentido, pois todas descendem desse acto maior que é amar… e se a isso podermos juntar o prazer, óptimo…  

Fazer amor, é doar-se ao outro, dar prazer ao outro, sexo é almo maior, é a partilha conjunta do prazer sem tabus ou entraves…  

Dizem-me de olhos laços de paixão, sexo não é amor… e eu concordo… 

A de Alberto Sousa 

14/06/2021 

19:00 

As mulheres preferem os falsos, os bajuladores e os que as enganam…

As mulheres preferem os falsos, os bajuladores e os que as enganam…

Antes de atirarem pedras leiam…

Imaginem um primeiro encontro:

-olá, como te chamas? Gostei do que vi, quero levar-te para a cama…

O mais certo é ele levar um estalo, e ser insultado do pior…

Ou o seguinte caso:

-olá como te chamas? Estás sozinha? Gostei da tua forma de vestir, do teu jeito de ser, da tua aura, posso convidar-te para jantar?
E por aí fora cheio de bajulações… até a levar para a cama? Depois ira abandoná-la como seria de esperar no primeiro caso. A diferença é que no primeiro caso ela sabia o que ia acontecer…

Este é um exemplo tosco do que se passa em todas as situações na vida, preferimos a mentira, a ilusão, à verdade… A sedução é uma falacia e o amor hoje apenas um jogo de cumplicidades onde a exigência de reciprocidade é a ordem do dia, o amor deixou de ser um sentimento, uma doação, mas apenas um jogo de pagamento por gestos e géneros. Ninguém quer saber da verdade, do real, da entrega sem condições, dos gestos altruístas apenas porque se ama. Todos preferem a ilusão, os jogos, o poder sobre o outro, não há relações estáveis, porque tudo se cobra, cobra-se o receber… mas não um receber na totalidade, mas sim o que cada um deseja receber… apenas o que lhe interessa…

Alguém me dizia, eu não tenho sorte nenhuma com os homens, todos com quem andei não me amam, só gostam de sair, beber, não ajudam em casa, só querem é boa vida… fiz uma pergunta obvia onde os conheceste? Como resposta “bares, discotecas, na noite” e lá procuras encontrar um homem, que trabalhe, que seja fiel, que te ame e que te ajude, que seja alguém para estar contigo em casa à noite? Para ele, tu és como ele, uma mulher que gosta de aproveitar a vida, de se divertir e que não procura esse tipo de relação, o resto são jogos…

Vale a pena pensar nisto

António Alberto T. Sousa

A noite que me abrace por dentro

A noite que nos abrace por dentro

Há nessa escuridão que nos abraça um conforto capaz, um abraço quente em nós mesmos, esse abrigo do vento das palavras vãs, esse crer absoluto de que nós somos, e somos apenas em nós, que que outra alma possua luz ou calor que nos reconforte… há momentos na vida em que abrimos portas, e por mais negro que seja o interior dessa sala entramos, por estar cansados, por estar fartos da luz, da existência, apenas procuramos o silêncio, a imobilidade, o ficar ali, enrostados num canto, sem absolutamente um som, uma gota, sem a distracção das sombras, do movimento… queremos apenas que tudo desapareça, absolutamente tudo… que não exista mais nada para além disto… eu quero apenas que o silêncio me preencha, que a escuridão me conforte… que nada mais exista…

António Alberto Teixeira de Sousa

Doce olhar distante…

Doce olhar distante…

é a tua voz distante eco de uma saudade que nunca aconteceu
e foi semente do tempo que será
entre o sonho e o desejo, chove, crescem as ervas
amadurecem os cachos nas videiras e abrem os braços as árvores
namoram os pássaros os ninhos…

e fez-se poema nas serras o desejo de as abraçar aos céus
fez-se paixão a palavra e a confirmação do sim
corremos montes e vales,
atravessemos o mundo e os rios…

e os braços paralisados pelo desejo
que um mundo proibido, deixaram de remar
ou suspenderam no amor que livre jogou
maior que posse em fugaz tempo sonho que húmido definhou…

ergue-se a esperança em águas de Abril
no tejo correntes e douro em repouso
há novos prazeres que a carne semeia
apagam-se os fumeiros… varre-se a eira…

nesse olhar distante deposito a esperança como eco
de uma saudade que ainda não nasceu…

Alberto Cuddel
19/12/2020
16:40
Poética da demência assíncrona…

Despojamento supérfluo do tempo

Despojamento supérfluo do tempo

Esvaziei o tempo do rio
O rio do leito
Às águas passadas e a memória do mar
Apaguei a lua e as estrelas
Vomitei o conduto
Enchi o estomago de borboletas e tremi…

Na leveza da alma, impregnada de pecado
Banhei-me na purificação de um Jordão conspurcado…
E amei-te, sem mágoa, sem ontem, condenado…

Despojei-me de ontem e do amanhã
Desses projectos desenhados por outros
O impossível passa a milagre
Sonhamos novos mundos
Fazendo vinho de vinagre…

Que perca quem ganha
Nesta vida sem manha
Deixei lá longe a camisa
A roupa que trazia…

Fiz-me novo, e acreditei
O amor, a alma, o que vi e aceitei
O relógio não é meta, não é lei…
O tempo é o lixo que carrego
A solidão a carga que renego
O amor, a paixão, e tudo
É.. tudo foi…
As borboletas que no estomago embalsamei…

Alberto Cuddel
15/12/2018

E eu, e tu

E eu, e tu

E eu e tu e esta vida castrada de onde não me basto, desmamo-me nessa dor de não ter vivido, nesse medo acutilante nem sei de que, mas dói sem moer sabendo o caminho, com medo de o fazer…

Voaste a cada beijo meu
Neste inferno que é céu
Entre a ilusão e sonho teu
No futuro que se perdeu!

E eu e tu e um passado que nunca aconteceu, e um futuro que no medo morreu!

António Alberto T. Sousa
21/10/2018
Sob Reserva Privada

Reflexão, porque os homens também pensam!

Reflexão, porque os homens também pensam!

Há mais ou menos um ano atrás alguém comentava: estou cansada, o meu marido não ajuda nada em casa, trabalho como ele, mas em casa ele não ajuda em nada, quando chega de trabalhar, toma banho e sai para o café com os amigos. Perguntei se foi sempre assim ao que respondeu sim desde o casamento, perguntei se algum dia ela pediu para ele fazer a cama junto com ela, ou ajudar na limpeza da casa, e ela simplesmente disse que ele não queria porque isso era trabalho dela!
Trabalho dela? E ela aceitou? Logo no início da relação? Como cobrar agora depois de anos neste sistema? Muitos dos homens entram numa relação com deficit de cultura de auto-suficiência, ou seja, a sua anterior mulher (mãe) não o educou para fazer as suas tarefas, como tratar da sua roupa, da limpeza do quarto, ensinar a cozinhar, essa tarefa de educação mutua esta a ser transferida para a esposa, e cabe a ela e aos dois educarem-se para a relação. Caso não o façam, tudo irá continuar a ser o que era até ai.
No fim da conversa, ela diz-me o seguinte, “Bem tenho que ir fazer a cama e arrumar o quarto do meu filho” que idade tem? 18. Dezoito anos e a mãe faz tudo para o rapaz? Como pode reclamar do pai dele? Se não está a educar o marido da nora? As mulheres tem o poder de mudar o mundo em poucas gerações mesmo assim não o fazem, para que outras sofram o que elas sofreram…

Alberto Sousa

O (ser) Ferroviário.

Reflexão porque eles também pensam e sentem…

O (ser) Ferroviário.

Antes de qualquer outra consideração ser ferroviário é diferente de trabalhar na ferrovia. Ser ferroviário é em si mesmo um acto de amor no sofrimento.

Seja na área de circulação, manutenção ou sinalização, ser ferroviário é aceitar a responsabilidade de ter nas mãos a vida de centenas de pessoas, é saber abdicar com um sorriso nos lábios, de parte da sua vida familiar, abdicar dos almoços com amigos, dos jogos de fim-de-semana, dos natais em família, dos feriados, dos passeios de domingo. É abdicar do acompanhamento do crescimento dos filhos, passar semanas longe de casa, em despedidas intermináveis, na incerteza do regresso, é trabalhar em horários incertos, sem grandes planos para depois de amanhã.

Ser ferroviário é saber dar o melhor de si, mesmo quando a vida nos decepciona, mesmo no sofrimento da perda, no calor dos dias, de uma noite mal dormida, de um dia sem descanso, é saber estar presente pelo dever, por saber que outros de si dependem. É saber ser criticado, mal-amado pela sociedade, quando em situação de conflito, por acidente, incêndio ou delito, o comboio não anda, não chega, não inicia… é ser olhado de lado por ser empregado do “estado”, com todas as regras e deveres do privado, é ser enxovalhado por fazer greve, pedindo condições de trabalho, e um pouco mais de ordenado, mesmo que a família não tenha aguentado esta vida, e ele: sozinho, deprimido, triste e cansado, continue sorrindo, trabalhando, e os outros reclamando…

Ser ferroviário é encontrar nos colegas a família, encontrar no trabalho uma outra vida, carregando nas mãos a vida de tantos, que desconhecem quem os suporta…
Mais que um trabalho, um emprego ou profissão, ser ferroviária é um acto de amor, de paixão!

(Alberto Cuddel)
António Alberto Sousa

Reflexão, porque os homens também pensam!

Umas quantas coisas sobre mim e o facebook!

Como vos tinha relatado há pouco tinha tomado a opção de abandonar o facebook, mas claro as amizades mais próximas e as que me seguiam regularmente não acharam muita piada à coisa. Após varias mensagens, pedidos e muita insistência, lá voltei eu ao facebook, agora apostado em cumprir as “normas de conduta” texto e imagens dentro dos padrões da comunidade evitando bloqueios e dissabores. Não abri conta nova, usei uma que estava parada desde 2014, sem “amigos” ou contactos, usei o nome de Alberto Cuddel, alias já bem mais conhecido que o meu próprio, pedi algumas amizades aos já amigos, publiquei alguns poemas já publicados em livros e antologias, e tudo corria normalmente. Na semana passada partilhei lá um poema de Tiago Paixão (conteúdo erótico), com imagens “apropriadas”, depois mais um, e BOMMMMM… esse poema é partilhado 10 vezes por alguém, e de um momento para o outro passo de 107 amizades para 380… nada que já não me tivesse acontecido. O estranho foi a chuva de mensagens que se sucederam, e o que me assustou e incomodou foi o seu teor: És lindo? És casado? Moras onde? É possível conhecer-te? Bem como um conjunto de fotos de fazer inveja à revista PlayBoy. Este tipo de abordagem pode não incomodar a maioria dos homens, alias a maioria deve estar agora ou com inveja ou a insultar-me. Mas a verdade é que a maioria das perguntas incomoda-me pois as respostas são públicas, estão no perfil, onde moro, a idade, o estado civil e com quem, etc… são muito poucas as conversas inteligentes sobre o assunto de fundo a poesia. A verdade é que é comum pensar-se que só o público feminino é assediado, mas vos garanta que o assédio feminino é bem maior e mais bem mais grave. Pois em caso de rejeição agem com vingança, acontecendo coisas como: “desculpe mas não procuro companhia feminina!” Como resposta “és gay?” Ou “Não estou interessado e ter nada consigo” como resposta: “agora é tarde meu filho, já pedi amizade a tua mulher, e vou dizer que tens um caso comigo.”, e na verdade disse, a minha esposa já tinha visto todas as mensagens e simplesmente eliminou depois de a colocar no lugar. Nem todos estamos no facebook à procura de sexo!

A parte boa de tudo é que no meio de muita escória, sempre vem pessoas interessantes mesmo ligadas ao mundo da produção literária e editorial. Voltei ao facebook, em breve estou a pensar começar no blog uma rubrica nova: A minha vida no facebook com transcrição de mensagens e publicação de fotos que me enviam, sempre poderão ficar a saber os interessados onde andam as disponíveis…

 Novo perfil em: http://facebook.com/PoetaAlbertoCuddel

 António Alberto Sousa

 

Reflexões – A volatilidade da vida,

Reflexões –  A volatilidade da vida,

Hoje no dia de São Valentim sou sacudido violentamente por uma notícia que nos molda, faleceu o marido de uma amiga da minha esposa, com vinte e poucos anos, vítima de câncer.

Quanto vale a vida? As preocupações do dia-a-dia? Quanto vale adiar seja o que for? As chatices, as discussões? O que farias hoje se soubesses que amanhã não estas cá? O que farias hoje se soubesses que quem amas não estará cá amanhã?

Se realmente amam alguém, não esperem, amem hoje, falem hoje, ofereçam-se hoje… vivam hoje… amanhã pode ser tarde demais…

Alberto Sousa

 

Reflexões – porque eles também sentem

“Não”- dizer, escutar e aprender a aceitar (Parte I)

 

De todas as palavras o “não” é talvez a das mais importantes na nossa vida, como pessoa, como processo de formação, como na afectividade e nas relações pessoais que se estabelecem.

Primeira parte “o dizer”: Se a dificuldade em dizer “não” fosse uma questão meramente racional, já a teria resolvido. No entanto, na maior parte das situações, ela está relacionada com histórias de vida, crenças erradas ou negativas,  emoções, e um processo deficiente na formação, educação na infância e vai-se sedimentando ao longo da vida.

Muitas vezes, o desejo de agradar, de ser aceite está por trás desta dificuldade. A culpa, a pena e a total responsabilização pelo bem-estar do outro, podem também estar na sua base.

Quantas vezes o nosso coração e pensamento nos dizem não, mas a boca profere a palavra contrária e nos sai um Sim? A dificuldade em dizer “não” causa frustração e o desrespeito próprio, uma vez que não respeitamos os nossos limites e as nossas vontades. Paralelamente, é como uma bola de neve, sentimos que os outros não nos respeitam, porque se aproveitam da nossa boa vontade. Criamos a fantasia de que deveriam ser os outros, a perceber, a não pedir, quando na verdade compete-nos a nós impor os limites que queremos ver respeitados.

Na realidade a vida não é assim, porque somos um ser único, independente, os riscos que corremos diante de um erro, quem arcará com as consequências somos nós, então porque aceitar sempre? Onde estão nossos valores? Nossa personalidade? Onde estão nossos conceitos e nossas decisões? Porque devemos sempre agradar? Presenciamos adultos indecisos, viciados, problemáticos que concordam com tudo, que aceitam sem questionar, sem reclamar os seus direitos porque teve a criação no SIM, ao dizer Não, estaremos aptos a dizer com clareza que eu assumo aquilo que eu faço, eu faço porque desejo e quero, porque conheço os meus limites. Na maioria das vezes, fazemos o que o outro quer. 

Como pode o outro saber quais os nossos limites se nós não os damos a conhecer?

Segunda parte “O escutar”: O ser humano está sempre pré disposto a agradar, a dizer sim, a receber o sim como resposta. Temos assistido a casos sequestro, de morte, simplesmente porque o rapaz não aceitou receber um não da namorada. Dentro deste quadro, onde presenciamos muitas vezes o adulto, sem querer enfrentar uma situação, mentir ou criar estratégias para não magoar. Temos como exemplo bem comum, o caso da mãe que, quando o telefone toca e ela não deseja falar, pede ao filho para dizer que ela não está. Isso ocorre porque ela não assume a verdade, agindo assim, com certeza servirá de exemplo aos filhos. Quando o filho deseja algo e não consegue, de imediato abre um berreiro,  aí vem a mãe correr e faz-lhe a vontade, não dando a conhecer o significado do Não. Saber escutar um não é educar a nossa vontade própria, sabermos impor limites a nós próprios. Isso acontece na infância, mas também nas relações entre casal, entre namorados. É de fulcral importância saber receber um não, aceitar a vontade do outro, disciplinar o nosso querer e desejo, conhecer os limites para nos adaptarmos aos requisitos e vontades também dos outros. Saber dizer está num patamar de igualdade com o saber receber.

Terceira parte “aprender a aceitar”: As mulheres, com tantas funções e tarefas, com tanto “poder” nas mãos, exactamente por tantas responsabilidades, correm um sério risco de deixar de dizer os NÃOS necessários, em todas as áreas da nossa vida, apoiadas na falta de tempo, no excesso de trabalho, no cansaço, na depressão, na carência afectiva, em muitas situações,  fazem com que o SIM seja sempre a resposta mais fácil, mas que muitas vezes, traz terríveis consequências. Precisam dizer NÃO seja a quem for ou ao que for. Precisam dizer NÃO à si mesmas na compulsão por comprar, por comer, a tudo os que lhe faz mal, aos namorados, filhos, maridos, amigas, colegas etc… Os homens da mesma forma devem saber dizer não, a tudo o que os prejudica, a tudo o que lhe traz prazer apenas pessoal sem partilha. Tanto homens como mulheres devem aprender a dizer Não, e a saber aceitar um Não como resposta. Impondo limites a si próprios, conhecendo os seus limites e das pessoas com que convive. Só assim é preservada a sua individualidade e independência intelectual, podendo a sim complementarem-se afectivamente.

Muito mais há a reflectir, mas ficará para um próximo artigo.

A. Alberto Sousa

 

Reflexão, porque os homens também sentem!

Amor: Sentimento, decisão ou será acção?
(continuação?)

Caros amigos e amigas, na minha última publicação deixei uma ideia em aberto, muitos não me perceberam ou quiseram perceber: “Fácil é conquistar, difícil é manter. Amar é para aqueles que decidem, depois de um dia de trabalho, voltar para os mesmos braços”.

Nesta frase não quero dizer que é sofrível voltar aos mesmos braços, ou há mesma “Mulher” ou mesmo “Homem”, o que pretendia dizer é que é necessário Amar para conquistar a cada dia, ou por outras palavras é necessário conquistar a cada dia para continuar Amar.

Mais uma vez afirmo pleno da controversa afirmação, Amar é agir, dá trabalho… Mas acreditem vale a pena…

Exemplificando: quantos de nós homens não sonhamos em chegar a casa e ter a nossas “esposas”, “companheiras”, “namoradas” etc… todas perfumadas há nossa espera? Banho pronto, jantar na mesa, filhos caso existam fora de casa, na vizinha ou familiares? Que sonho? Que belo projecto de noite? Bom não era?

Mas a realidade não é essa pois não? E porquê?

Eu digo-vos, culpa vossa… única e exclusivamente vossa…

E não estejam já falando mal de mim… a culpa é vossa porque nunca agiram… quantas vezes prepararam um banho, um jantar, arrumaram a casa, esperaram vossas “esposas”, puseram os filhos em casa de amigos ou familiares? Quantas vezes partilham as tarefas domésticas? Quantas vezes ficam em casa ou preparam um programa para os dois esquecendo os amigos no café, pesca, futebol etc…? Quando foi a ultima vez que ela se sentiu escolhida? Especial? Única?

Quantos se lembram da última prenda que ofereceram? Das flores que estavam no ramo? Quantos perdem tempo as escolher as flores a colocar no ramo? Pelo significado pelo gosto pessoal da nossa cara-metade? Será que sabem as medidas da vossa companheira? Os gostos?

Mesmo assim ainda tem coragem de se sentirem frustrados pela as vossas companheiras não vos realizar um sonho, do qual elas nem sabiam? Querem ser amados? Querem loucas noites de paixão? Amem… Amar da trabalho… Amar são pequenos grandes gestos,  que fazem toda a diferença…

Amar é essencialmente acção, gestos, demonstração constante, não é apenas sentimento, é compromisso reciprocidade, nada descreve melhor o Amor conjugal que a Terceira Lei de Newton “ Toda Acção tem uma Reacção”, se quer ser amado(a), reaja… não fique apenas a lamentar até já nada restar!

Alberto Sousa

Reflexão: porque os homens também sentem…

 

A afectividade masculina ou a falta dela.

Li ontem numa navegação desinteressada numa qualquer rede social o seguinte:
Você sabia?

Abraçar as pessoas que amamos é extremamente
Afetivo para curar doenças como solidão,
Depressão e ansiedade- e ainda ajuda a melhorar a memória.
Fonte: Universidade de Viena

Para variar esta singela verdade deixou-me a pensar, quantas vezes nos seres pensantes do sexo masculino, queríamos demonstrar afeto e não sabemos como. Mas temos culpa disso? Não, mas também sim… Não, porque muitas das nossas dificuldades de expressão emotiva nos foram bloqueadas na infância e na juventude, coisas como: Um homem não chora, um Homem não corre atrás das mulheres, um homem tem que ser duro, etc…. tudo isso vai tornando-nos mais rudes, mais práticos. Mas o também sim, quando em adultos tomamos a consciência de que a afetividade nos faz falta, continuamos a oculta-la, a guarda-la no nosso intimo, com medo que nos ambientes sociais nos conectem com “Ele amoleceu” para não divulgar coisas piores.

Mas será essa a realidade que imaginamos nos outros? Em nós? A verdade é que todos nós homens choramos, mesmo os que dizem que não, que sentimos necessidade de ser abraçados e de abraçar, de ser acarinhados, estimulados a demonstrar esse carinho. Quantas vezes deixamos de abraçar, de beijar, de tocar no cabelo de quem amamos, de dar as mãos, por não sabermos se seria o momento correto, ou se alguém estaria a ver, ou porque pura e simplesmente isso não é “de Homem”?

Acredito que muitos de nos queremos mudar, mas continuamos a ter vergonha inclusive de pedir ajuda a quem temos ao nosso lado… e acreditem, vocês serão os maiores beneficiários…

Demonstrem o que sentem, não guardem apenas para “aquele momento”, mas abracem, beijem, peguem na mão, acariciem, olhem nos olhos, demonstrem o quanto amam e desejam ser amados! E já agora chorem… faz bem aos olhos!

Um abraço,

Alberto Sousa

Reflexão – porque eles também sentem…

Como fazer Amor:

Pensei em escrever uma carta de amor, sabes? Uma daquelas que levam às lagrimas qualquer mulher? Mas tantos o fazem, existem milhares desses textos brilhantes de escritos pelos actores das doces palavras dos sedutores desejos, dos que escrevem mesmo que no seu intimo não deixem de ser apenas palavras. Parece-te que me revolto com isso, talvez sim, talvez me sinta amargurado por ver escrito tanto amor, que tantos seguem e lêem e não o vivem na plenitude. Por isso isto não será uma carta de amor, talvez um concelho, talvez uma dica, talvez seja nada, mas é com certeza o que tento viver a cada dia. Então cá vai:

Como fazer Amor:

A nobre arte de fazer amor para muitos é uma mera satisfação do ego, do eu, do sentir-se amado(a), não podiam estar mais errados, fazer amor é um acto pleno de doação. Fazer amor é todo o gesto que oferecemos ao outro, fazemos amor na cozinha, quando ajudamos ou preparamos o jantar, quando lavamos ou arrumamos a louça, quando pomos a maquina da roupa a lavar, quando estendemos ou apanhamos a roupa. Fazemos amor na sala quando a arrumamos, quando nos sentamos ao lado da pessoa amada a ver telenovelas, filmes series, futebol, mesmo que não tenhamos interesse, quando no final ajustamos as almofadas no sofá, Fazemos amor no quarto quando fazemos a cama, quando não deixamos a roupa no chão, quando limpamos. Fazemos amor quando vamos às compras, quando esperamos pacientemente que escolham (e elas demoram a escolher), quando simplesmente conduzimos estrada fora e as escutamos, quando oferecemos o nosso trabalho para que comprem o que desejam mesmo que para nós não tenha sentido. Fazemos amor no cabeleireiro quando esperamos pacientemente que elas se arranjem (tenho testemunhas), que se tornem diferentes, mais desejadas. Fazemos amor quando calamos algo que iria magoar, que iria criar conflitos desnecessários. E perguntam e quanto ao resto? Qual resto? Na cama não façam amor, na cama satisfaçam plenamente o ser amado, não pensem só em vocês, doem-se totalmente ao prazer, sem restrições, e acima de tudo se alguma coisa  vos corrói o intimo, seja ela qual for, então façam amor e pratiquem sexo oral, falem… só assim poderão saber o que não está bem e o que pode ser melhorado…e já agora o prazer é um meio de cultivar a vossa união entre vós e com a vida, a cada casal realizado o mundo melhora!

Alberto Sousa

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: