Silêncio

Meu silêncio…

Inexplicável…
Uma tristeza profunda assola meu peito…
Solidão…
Pensamentos tristes, que desvanecem…
Como nuvens no ar…
De alguém que chora e jura…
Jamais tornar Amar!

Que tortura esta, que arde no meu peito com tal fulgor?
Como fui eu capaz de partilhar contigo meus credos…
Contar-te minhas alegrias…
Minhas tristezas…
Meus medos?!…
Tristeza nas grades da ilusão,
Onde meus pensamentos ponho…
E nesta prisão, vai morando meu sonho…
São fortes e densas as amarras das quais não me consigo salvar…
Vida….
Amor?…
Porque me agarras?

Por favor vem salvar-me…
Mostra-me um horizonte lindo…
Onde eu possa viver…
Deixa-me mostrar tudo o que sinto…
Deixa-me de novo nascer…
Crescer, acreditar e Viver…
Deixa-me Amar-te.

Alberto Cuddel

Março de 1992

Poema do dia 24/01/2018

Poema do dia 24/01/2018

Carrego atrás do peito dorido
Um coração dilacerado, partido,
Alicerçado em desilusões, ontem…

Nesta linha que me atravessa a alma
Preciso de vós, de uma mão amiga
De um olhar, de um ombro de apoio
Preciso de ti pai,
Preciso de ti mãe…

Olho o amanhã com a vossa força
Na vossa terna esperança, compreensão
Lá longe onde a terra toca o céu
Onde o sol se ergue alimentando os sonhos
Lá longe está o amanhã, e o teu rosto
Que ainda hoje desconheço
Lá longe, onde se dividem os dias das noites
Está o futuro, esse que convosco sonho…

Tanto atravessar, tanto aprender
Tantas dificuldades, tanto desespero
E das vossas mãos ainda preciso, para caminhar…

Abaixo de mim, do que penso e do que sou
Estão todas as vidas, casas, janelas perdidas
Numa realidade que me chama, que me seduz
Eu… Que ainda ouso sonhar uma vida…

Alberto Cuddel
24/01/2018
15:45
#poemadodia

Foto by: Vasco Rafael

Poema escrito para uma foto do Filho com 15 anos!

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