Renascimento…

Renascimento…

há quantos dias não morres de verdade?
nessa arte de nascer de novo a cada acordar?
o ontem aconteceu, mas hoje? hoje tudo é novo…
há nessa esperança rosada um querer, uma semente que germina
uma vida que desponta, e esse pecado atroz que é dar
dar-se sem esperar, sem cobrar, porque a vida é uma dadiva…
não é ou foi um pagamento, uma cobrança, uma divida…
a vida é pura doação…

[…]
correm os ribeiros e os rios porque assim é, e assim esta certo
na sombra dos pinheiros conhecemos o sol… esse que se esconde
passeiam-se os animais e os insetos e a vida acontece, sem pausas
Passam as estações do ano e as primaveras, e tudo renasce
A morte é indutora da vida… a morte nunca é um fim…

E depois de tudo, ficas…
Nas palavras que de ti recordam
E nas que ditas depois do acordar…
Mas o que faz o mundo, são os gestos
Esses que vais doando sem pedir nada em troca…
Renasce, todos os dias, a cada novo acordar…
E faz-te mundo e história…

Alberto Cuddel
21/07/2021
09:00
Alma nova, poema esquecido – XIV

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