De quem sou, para onde vou…

De quem sou, para onde vou…

que vos importa quem sou, quem fui
de onde vim, onde estou, para onde vou…

se meramente quero ser árvore
não quero ir a lugar algum
sair de onde estou, partir
quero apenas estar, talvez seja isso
estar…

que venham as estações e os pássaros
que me caiam as folhas, que me colham as nozes
que me perfurem as entranhas
que venham os esquilos, os insectos
eu estou aqui, e aqui sei quem sou…

quem venham os fogos,
que me queimem as cascas
eu viverei noutro lugar…
sim quero ser árvore e estar…
ou meramente raiz, ou pedra
ser desgastada pelo tempo…
mas quero estar…

cansa-me mormente o ser
e essa vontade férrea de viver
de ser melhor, de mudar…
eu não quero mudar…
quero estar, será assim tão difícil?
apenas existir… apenas esperar?
Porque o tempo vem, quando tem de vir
Sem questões, sem dúvidas…
Apenas por que é o seu tempo…

Alberto Cuddel
23/06/2021
18:00
Alma nova, poema esquecido – VII

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