A minha terra

A minha terra
Minha de verdade!
Essa que me viu nascer gente
Onde nasceu o sol, já quente
E adormece bem longe da cidade!

Longe está esse porto de abrigo
Rasgo da montanha sóbria
Pelo olhar virgem que inebria
Pecado, cometido por castigo!

A ti retorno em plena vida
Cada instante que me acolhe
A água límpida assim molhe
Enquanto espero a despedida
Caminho que me fazem os pés
Pelo perfume do rosmaninho
Subindo a ladeira devagarinho
Encontras nas pedras quem és!

De cima que o olhar corrompe
Do passado da história, fulgor
Faz-se há mesa vitoria, amor
Que a voz altiva nos interrompe!

Hoje tudo quase sem dono
Pelas gentes que daqui partiram
apenas os velhos, os novos fugiram
e os montes por limpar ao abandono!

Despois vem as ideias
Os sonhos dos desempregados
Aram campos abandonados
E nos campos sonhos semeias!

Pudessem ainda os avós ver
A nova vida que agora se faz
Dessa nobre vontade mordaz
Que na terra se faz nascer!

Alberto Cuddel
18/04/2021 3:02
In: Entre o escárnio e o bem dizer,
Venha deus e escolha LIV

2 thoughts on “A minha terra

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