Lá fora depois do sol um dia do tempo…

Lá fora depois do sol um dia do tempo…

Lá fora vai um redemoinho de sol cavalgam as ondas sob a maresia …
Árvores, pedras, montes, bailam sob as nuvens que correm
Noite absoluta chuva de estrelas, luar sob a areia molhada…
Caídos no abraço sem pressa, amando a humidade salgada do mar…

Andam por cima das copas das árvores cheias de sol,
Andam visivelmente por baixo dos penedos que luzem ao sol,
Aparecem do outro lado do mundo, onde a saudade se põe
E toda esta paisagem de Primavera é a lua sobre a lagoa
E toda a feira com ruídos e luzes é o chão deste dia de sol…
Sob o luar a roda gigante, subimos os dias, caíram as noites

De repente alguém sacode esta hora dupla como numa peneira
E, misturado, o pó das duas realidades caiem as estrelas
Sobre as minhas mãos cheias de desenhos de portos
Com grandes naus que se vão e não pensam em voltar…
Abraço o amor como agarro a vida, escorre o tempo como areia

Pó de oiro branco e negro sobre os meus dedos…
As minhas mãos são os passos daquela mulher que abandona a feira,

Sozinha e contente como o dia de hoje…
Na esperança que a noite caia…
E no abraço se morra o dia…

Alberto Cuddel
13/12/2020
04:50
Poética da demência assíncrona…

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