Joana Vala

Joana Vala

esperei o cinzento do tempo
por entre a esperança do arco-íris
uma solidão desamparada
uma vontade desenfreada…

há um tempo de espera
pela força do sentir,
um madeiro que crepita, frio
uma chama apagada, uma brasa, ténue…
o corpo vergou-se já
há mesmice do tempo ordinário…
amanhã igual a ontem
e hoje sem pressa
igual ao que foi…
“de que me vale a nudez da alma”
esse erotismo banal do corpo
se a tua alma, já não me deseja…
tu que te tornaste inerte a mim mesma…
tenho saudades nossas sabias?
mas não sei ainda onde depositar as flores mortas…

01/02/2020
15:47

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