Nuvens de algodão não sabem a torradas

Nuvens de algodão não sabem a torradas

seria cevada e broa, açúcar amarelo
um sabor salgado de mar
esse ventre da memória rasgado na herança
e toda a infância ali, junto ao céu da boca…

o cheiro da terra molhada, o pinho dos montes
e o primeiro beijo, roubado ente canas
ainda sinto o cheiro do carvão,
e o calor das carruagens…
nas mãos o frio da escola…

seria a memória traição da certeza
no empedrado do caminho os aros
esse compasso marcado pelos cascos…

deitado na erva sinto…
viajo pelo horizonte dos sentidos
na certeza que as nuvens de algodão,
não sabem a torradas…

Alberto Cuddel
26/10/2020
16:34
Poética da demência assíncrona…

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