Há uma voz que se ergue como alma de um povo

Há uma voz que se ergue como alma de um povo

há palavras escorridas de um amor
há na procura, uma angústia nocturna
no embargo do olhar uma voz tremula
e desejos do corpo insatisfeitos na alma

e essa vontade de deus que nos julga e subjuga no tempo
à mulher, fosse o teu tempo outro
e essa negritude dos gestos, essa fome de ansiedade
esse cantar amargurado a saudade que nunca possuíste
e o fado
não seria o mesmo fado que carregaste no semblante…

“Tinha duas mãos abertas
E o sentimento do mundo
Tenho agora as mãos desertas
E um desgosto profundo”

e tinhas esse amor a dar
essa vontade de Deus
agora saudade de a cantar
uma canção a todos os teus…
há um amor eterno, um sofrimento magoado
há esse encanto na voz e em ti Portugal
todo ele é som, todo ele é fado…

Alberto Cuddel
25/10/2020
20:43
Poética da demência assíncrona…

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