O teu riso

Republicando, às vezes a memória necessita ser trazida à luz do dia!

O poeta e os outros poemas

O teu riso

Custa-me desfolhar o teu riso
Entre as parvoíces que dito
Os prazeres que invento…
Desfolho o teu riso, esse de criança
Por entre laços azuis e pensamentos nus,
Sadiamente a mente inventa palavras sãs
O riso nasce, vergonhosamente de o sonhar
Nos sonhos que gargalham em vida…

No teu riso encontra a felicidade de ser
Não uma felicidade vã ou pagã
Não uma felicidade de estar…
Mas o ser, doada e aceite em ti…

No teu riso invento mundos e historias
Amores concordados e ancorados em vidas
Desejos de corpos vestidos,
(quentes que se roçam)
Um sorriso matreiro de menina mulher
Sentada no colo, matreiramente sorrindo…
No teu riso, perco-me, para que te encontre…

Alberto Cuddel
05/02/2018
04:43

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