De amor

De amor

De amor e sonhos nascem as noites
Dormem cansados amantes na espera
Rusgas do caminho, candeias e virgens
Mares de vida, doces ilusões
Lençóis de cetim, pijamas dobrados
Corpos dormente na solidão renegados
De amor? Qual paixão entorpece a vontade
Secos de beijos e de verdade…
Luzes que se apagam em águas de sódio
Tristeza que inunda as almas
Fogo que se extingue no pavio
Mãos cansadas, extenuadas de esperar…
Amor? Qual amor insatisfeito
Corpo de obreiro, distante meio cheio
Noites que se suicidam no dia
E dias que amanhecem sozinhos…

E eu?
E tu?
Tão longe
Na mais dura loucura
De na amargura
Ter sonhado amar!

Alberto Cuddel
23/05/2017
05:45

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