A tarde…

A tarde…

A tarde que cai no jardim
Uma tarde de chuva enfim
Como choram os lírios
E outros, delírios os que choras?

As rosas feridas nos seus espinhos
E as margaridas que sorrido
Espreitam o sol que se esconde
Homem, homem, isso foi ontem…

Hoje, morrem os sonhos em bancos
Húmidos e abandonados por mim
Túlipas que despontam, apartando
Terra solta, onde crescem as ervas…

Fungos e parasitas desgastam a carne
Podre que jaz após a morte…
E isso, apenas isso alimenta o mundo
E a fome de um amanhã…

Alberto Cuddel
03/03/2017 16:52

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