Eu quase poema

Eu quase poema

Gotas cristalinas embatem na vidraça
Lágrimas perdida caídas do nada
Almas solitárias choram sozinhas
Grito chorado de não ser amado!
Dispo-me de mim, de cada palavra
A cada nome, uma verdade
A cada poema, capa caída
Não me mascaro, espio o passado
Sou disforme ausente
Consciente de mim
Arranco palavras, capas
Versos, mascaras
Dispo-me de mim
Para que conheças por fim
O nada que sou
No tudo que escrevi!

Gotas cristalinas embatem na vidraça
Lágrimas perdida caídas do nada
Anjos perdidos, já não cantam assim
Choram caídos, apenas meu fim!

Sírio de Andrade®
In: Antologia depressiva

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