Que ninguém me diga mereces melhor…

Que ninguém me diga mereces melhor…

Que ninguém me diga nada, nem antes nem depois
Nesta água imunda que não me lava a alma
Arranco do corpo a pele, essa conspurcada por homem
Violada, dilacerada, por obrigação consumada, esposa escrava

Que amor doente é esse na posse de gente
Eu que de pernas abertas ao mundo
Amarradas as bordas da cama, te recebi
A ti esposo porco e doente, para satisfação
As carnes? Que carnes? Apenas dor e podridão…

Antes, antes não sabia, apenas castigo e merecia
Mas agora, agora sim doentes estava eu, sou…
Dependente de um “amor” de um gesto e de um tesão
Quem me queria? Quem me havia de querer, morta e ferida
Por que eu, eu morria, estava morta e vivia…

Hoje, hoje basta, basta, basta…
Fugi, e levantei, ergui a cabeça e matei
Matei-te a ti em mim, hoje vivo, com dor,
Com mágoa, mas amo-me por fim…

#poeticamortem
@Suicídio poético
03-12-2019
04:49

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