Parafraseando a vida que ainda é…

Parafraseando a vida que ainda é…

[…nasci bem depois de amanhã, enquanto me lembrava de ser feliz!]

…correm as areias soltas no leito do ribeiro
olhas-me de olhos quentes e sedentos do alto da ponte
morro, tantas-vezes morro, na inocência do que te ardia no peito
abraço-despedida, na tristeza que me consumia,
era feliz com o pouco que conhecia, da vida nada…
maduros frutos, doces, ali diante dos olhos, e o rio, segue, segue…
– não via, nunca tinha erguido o olhar, torre de marfim…

(sinto nos lábios frios a brisa de Outono)
fui, e vim, voltei a fugir e a chegar, e vieram as chuvas e o frio,
e outros tempos mais, e casas, e camas, e moveis mexidos,
e outras plantas, outros frutos, e outra natureza real…
olhas-me de olhos quentes e sedentos do alto da ponte
como da primeira vez… e esperas…
como sempre esperaste essa Primavera, esse florir desejado,
com a esperança nos olhos, e o desejo no regaço…
ali, mesmo ali diante do rio que passa
venceste…

Alberto Cuddel
15/05/2019
19:47

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