Poema XXV

Poema XXV

Retenho da religião
somente o preceito central
do qual esta sujeito o preceito moral
que atenta contra o corpo e o espírito!

Amo,
Todas as tardes de Verão que se atentam no teu corpo
Condenem-me os preceitos e os bons costumes
Mas amo, quem seria se arrancasse de mim os olhos?
Se atentasse contra a natureza do corpo?
Alegra-me as tuas palavras em silêncio, a doçura dos teus lábios
Quem de mim seria impostor se o negasse publicamente e a pés juntos?
Tenho que de mim escolher a verdade, se o sonho? Ou a realidade que nego?
Sou homem por Cristo, não sou deus…

Há nisto tudo um mistério que me desvirtua e me oprime
Por Saulo amo desmesuradamente…
De nada me comove que se diga que tenho tanto de juízo como de louco
Apenas me suplanto ao comum dos mortais pelas epilepsias reveladoras
De uma mente sem traves, os homens normais limitam-se as coisas normais
Eu, loucamente vou, sem caminho traçado, apenas limitado pelos vocábulos
Inventados por loucos que como eu ousaram amar…

Tudo o que já pensei, tudo o que já fiz, tudo o que senti
Foi nada diante da revelação de que o amanhã
Pode ser a verdade do que ainda não vivi…
Nesta liberdade que me concedo a mim próprio
Permito-me amar-te definitivamente e sem segredo…
Porque se por deus nasci, por ele também vivo…
E Saulo a isso me impõe… ama…

Alberto Cuddel
17/03/2019
22:40

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