Poema XXI

Poema XXI

Abracemos a vida que nos resta como infidelidade à paz

levo comigo o tédio, dessa rotatividade das marés
ciprestes correm em sentido contrário, no ranger da madeira onde me abandono
vagarosamente o tempo, que teima em não existir
ó sorte que cavo pela imobilidade da vida
estou para não perder, perco
ganhando o tempo que te dou, nesse que nos damos…

há um tédio mítico da falta de deus, mas se deus é amor
porque não habito plenamente em ti, amando-te todas as horas?

nestas horas estranhas que são o meu corpo
regurgitando memórias do espírito
é teu perfume que me abraça a alma
que despudor este que me eleva
desejando-te como minha!…
( eu que ainda não me entreguei a ti sem condições)

nesta lucidez que me corrompe, não devo pensar,
não devo pensar a acção, ou porquê da mesma…
apenas devo agir, ir, partir, pelo sentir imenso que me povoa…
(nunca estive tão lucido como nas horas de loucura que deus me concedeu sentir)
se tudo é amor, então sim, sou louco por amar…

Alberto Cuddel
13/03/2019
21:50

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