Poema XVII

Poema XVII

“a cada riso ensaiado pelo postigo da varanda
molham-se os olhos do amante,
que distante segue viagem”

e ferem-se os dias de razões mal dormidas
em saias cardadas e blusas quadradas
e um adeus ensaiado no ar…

há fogo no céu e olhares de raiva
há gente em pranto e outra sentada
há meninos sozinhos, brincando sem nada…
e homens baixinhos segredando sem manga.
e há lojas e portas, janelas fechadas,
vizinhas viúvas e outras mal-amadas…
e há ele, que parte…

ensaio de um sorriso vazio de choro
se é verdade isto que sinto
que seja mentira tudo o que pressinto!…

Alberto Cuddel
09/03/2019
22:26

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