Poema XVI

Poema XVI

há saudades choradas deixadas em cada degrau
em cada “amo-te” dito como adeus…

esperanças nascidas e cada chegada
certezas vividas na luta diária
amor que me habita a alma que anseia
fogo que me consome e a vida medeia…

ah, mulher que sou no homem que faço
na força do querer no tempo que desfaço
abraço certo que tudo conquisto
na alma profícua em que existo
ser de carinho onde me recolho
és vida e fim, por quem vivo…

há saudades choradas deixadas em cada degrau
em cada “amo-te” dito como adeus…

és esperança futura de uma vida nova
és conflito mediado onde me nasce a paz
sopro fecundo que me abarca o peito
fome e sede em tudo que me és capaz…
homem e alma que em mim aceito
chuva, arco iris nascido nos céus…

há saudades choradas deixadas em cada degrau
em cada “amo-te” dito como adeus…
Alberto Cuddel
09/03/2019
19:50

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