Poema IV

Poema IV

“o beijo da ressurreição por oposição ao nascente”

a poente espalham-se as nuvens soltas
espalhando as cores que o céu contem
aquando do parto de um nascer do dia!

há um vasto sossego no silêncio
nesses pássaros que morreram e não cantam
não há paixões na Primavera,
a morte reina no peito deste lado do Trancão…

cobardemente fico-me, como se não pudesse partir
ali, bem ali ao alcance dos dedos a felicidade
essa que aporta e desagua guiada pelo farol que ainda não sigo…

há casas brancas que olho, varandas para onde sorriu
nesse cinzento dos dias há arco-íris no teu olhar
esse que me mostras ao chagar, e eu? que não chego…

sou como alguém que procura distraidamente o que já encontrou
(como sei, como sabes que te amo? se fujo a esse cotidiano dos dias)
há uma ressurreição latente no beijo que me espera a poente,
mesmo que o dia comece quando a noite se põe….

Alberto Cuddel
24/02/2018
14:10
#osuaveaconchegodopoema

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