De amores

De amores

Destes caminhos labirintos
Passos que se perdem em direcção oposta
Ódios e amores estimados
 (batem os sinos, chamam os ossos)

De castigos e perdões
Silêncios e gritos, abstinências
Areias que se movem por vontade do vento
Dunas hirtas e inquietas…

Agitam-se os girassóis e os pardais
Há pombas que acasalam voando em círculos
Amores-perfeitos que se aninham no jardim…

Choram os mistérios da vida
Arrastados por cavalos em carruagens vazias
E as ruas, essas continuam encobertas
Quem sabe, rosa, quem sabe cinzentas…

Os muros erguidos no olhar
Sem verde, sem mar
Afastam a trave que cega
Deste silêncio que dói
Deste silêncio que mata…

Alberto Cuddel

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