Poeticamente a vida em que não se morre…

Poeticamente a vida em que não se morre…

Ó gente que viva caminha
Nestas palavras inscritas no peito
Giesta, Zarco, Costeira, Bernardino, Dordio
Nunes, Pires, Rebelo, Marques,
E tu maria, mulher entre as mulheres
Eva, mulher primeira sem pudor ou pecado,
Que me advenho os Januários de restelo
O Sírio do céu e a Pixis, as joanas que sozinhas gritam
Os suicídios das letras e a dor do peito
Ó Tiago dos prazeres e frases sem sentido…

Que loucura esta de estar vivo
De amar intensamente e sem sentido
Que me arda no peito e me morra
Na despedida em manhã de nevoeiro
Ó madrasta sorte, padrasto nascimento
Desses enteados feitos nos dedos
Versos sem medos
 – Ó, onde te mora a sorte
(amor que me queima na vida)

Ó NODUA, anti depressivo de um acordar
Amo, como quero amar, nesta vida estupida
Onde apenas me vejo ao teu lado…

Selado seja o tempo em que ficamos
Não crescemos e não vivemos
Que surdos sejamos
Entre deus e o diabo…

Ingrata seiva que não dás vida, não cresces e não fecundas,
Sejam as palavra creme, balsamo e desmedida
Que seja morte, na solidão da noite,
Que seja angustia sentada no jardim
Que sejam de plástico os bancos de madeira,
Sejamos acções voando a vida inteira…

Ó vida onde poeticamente não se morre
Por amigos que não nos conheciam…

Alberto Cuddel
03/12/2018
Marvila, Portugal

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: