Às vezes chove

Às vezes chove

Cuidas tu que a noite cai para todos? Não, existem aqueles que não se lembram de ver o dia, que olham o chão sujo, que não dizem bom dia, ainda assim não chove em todas as almas, algumas apenas existem, deambulando com fantasmas. Outras há que a chuva lhes escorre pelas janelas da alma, num sofrimento causado pelo mundo dos homens, e homens que não cuidam, que dizem não, que não ficam, que não pedem perdão. Há homens, nesta dura humanidade que orbitam o comodismo do seu umbigo, e como demónios fazem chover.
Às vezes chove, outras faço-me chover, neste inconformismo do desassossego que me habita e me povoa, às vezes encho-me de água, esvaziando-me em sorrisos, outros, contenho as nublosas inquietações que me perseguem, outra evaporam-se com o teu sorriso, na suavidade da tua voz…
Mesmo assim chove, porque a chuva também limpa a alma, e purifica os demónios do passado que nos perseguem, umas vezes chove, outras apenas te banho o rosto com o meu sorriso, num leve sussurro, como brisa tocando nos lábios, abre-se o sol no teu rosto… às vezes chove mesmo com sol, e abre-se entre nós o arco-íris…

Alberto Cuddel
10/11/2018
Marvila, Portugal

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