Arde-me o olhar, chora-me a vida

Arde-me o olhar, chora-me a vida

Ardem-me os dedos
Nesses olhos que choram
Passos perdidos
Confirmação dos teus medos

Nesse ínfimo tempo
Eternidade do sofrimento
Calam-se as estrelas
Caem satélites da noite
E as lágrimas, gélidas

Esse não com sabor acre
Esse renegar do amanhã
 – Matas-me o sonho
Arrancas-me a esperança e a vida…

Apunhalas-me a cada dia em esperanças vãs
Assassino… possuíste-me a alma,
Levaste-a no bolso como premio
(devolve-me a vida, devolve-te)
Pertences-me, devolve-te…

Neste egoísmo sufragado pelos dois
És apenas tudo o que me falta,
Arde-me o olhar, chora-me a vida
Essa que foi por ti consumida…

Alberto Cuddel
03/10/2018
Marvila, Portugal

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