Poema à dor do adeus

Poema à dor do adeus

Carrego nas mãos o sangue do teu peito
Esse que fiz jorrar no adeus
Esse que te corria no corpo de véspera
Cada batimento, a cada beijo, a cada sonho
Carrego nas mãos a dor da tua morte
Eu que numa palavra matei a esperança
Matei a alma, o corpo, a beleza, a poesia
Eu homem cobardemente matei o Amor!

Carrego nas mãos o sangue do teu peito
Na alma a morte do teu ser
Carrego em mim o peso da cruz
E esse “não” que me repeti
De um “sim” caído no chão pelo peso
Desse outro sangue de tanta outra gente!

Carrego no peito cravado esse adeus
Que sangrando me faz viver
Na culpa de nas mãos ter o teu sangue
Que por mim jorra na culpa de não dar
Não entregar, não gravar no tempo
A felicidade a que disse Adeus!

Alberto Cuddel

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