Goticismo do meu eu

Goticismo do meu eu

Erguei-me das trevas anjos excomungados,
Sentir que se apagou ferve-me no sangue,
Nas frases perfiladas, nos gestos abnegados,
Nos corpos arrastados num qualquer banguê!
 
Desmembrai a alma no miar de um gato sujo
Meras árvores despidas onde vos grito e sabujo
Uivos ecoam na garganta rasgada por espinhos
Escondidos textos por entre ocultos escaninhos!
 
Lembrai-vos que fui, que êxito plenamente
D’Alma que num corpo concomitantemente
Ainda hoje se arrasta por este chão imundo
 
Jograis do tempo balbuciai a minha morte
Não vos desejo ou almejo semelhante sorte
Sou poeta desterrado deste podre mundo!

Alberto Cuddel

Do meu último Livro – O Silêncio Que a Noite Traz

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