Porra nada acontece,

Porra nada acontece,

De ontem nada,
Registro limpo de memória,
Entre portas e janelas
Não há vista que te vislumbre
Chegada que te aguarda
Criação, esperança em ti inspiração
Revolve cortinas de fumo
Perfeita visão da rima em falta
Certa palavra na rima que salta
Tudo ou nada enfadonho
Rodo a mesa e cadeirão
Procuro de pé um chão
Palavra firme na revolta
Brilho lustroso na volta
Sentir louco e incerto
Não sabendo hoje, longe
Ontem fora tão perto
Revolta fingida no certo querer
Desejo oculto envergonhado
Realizado no escuro acabrunhado
Escondido no silêncio oculto do sofrer
Revolvo nas voltas entre janelas e portas
Escrevendo na ausência
Palavras em tortas linhas direitas

Ó Deus, dá-me paciência
Não meras palavrinhas!

Alberto Cuddel

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