Poema do dia 26/09/2018
Deixei que as tábuas
suportassem o peso
dos nossos corpos,
nessas almas que voam
corpos que se olham
firmados no tempo e espaço
imoveis no beijo, amor!
Como aves no céu, bailado sincronizado, canas que se vergam ao vento, almas que se complementam, que se regeneram, nessa liberdade em que se somam sem subtracção! Corrente geminada de um ribeiro, moinho que se move no vento, ponte que nos une as duas margens do rio, estrelas em noite escura!
Deixei que as tábuas
suportassem o peso
dos nossos corpos,
nessas almas que voam
corpos que se olham
firmados no tempo e espaço
imoveis no beijo, amor!
Amo contigo o amor em que tu me pensas, nesse em que me deseja e te desejo, amo a liberdade dos espíritos inconformados com o hoje, que se apaixonam a cada madrugada, para se amarem à noite. Entre nós, porque há em nós o pensamento, sem gastarmos o tempo e desejo de o ter, porque pensamos em beber de nós o intento entornado, néctar puro, nesse amor de fim de tarde.
Deixei que as tábuas
suportassem o peso
dos nossos corpos,
nessas almas que voam
corpos que se olham
firmados no tempo e espaço
imoveis no beijo, amor!
O que há de sol é o que resta do dia, nesta poesia baça em que o sonho me arde, só nos resta a saudade os céus acima, neste voo subtil, amando-nos enquanto o sol solidariamente se deita!
Alberto Cuddel
26/09/2018
Lisboa, Portugal
entrei nesta tarde, neste amor, nestes versos…, então gostei.
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Muito obrigado amiga pela presença e comentário deixado!
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